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QUER VOLTAR PRO PROFISSIONAL

Ex-jogador, Vidinha conta a experiência de jogar no Peladão Brahma

Marcado por sua passagem no Tufão, meia desfila seu talento no Peladão e mira volta ao futebol profissional ainda nesta temporada 13/01/2017 às 05:00
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Vidinha relembrou a sua primeira passagem pelo Peladão, aos 17 anos, e a carreira como profissional (Foto: Antônio Lima)
Camila Leonel Manaus (AM)

Entre a determinação do time do Força Jovem, um jogador no meio campo se destaca pelo toque diferenciado na bola que entrega a intimidade com a pelota. Mas isso tem um motivo: o camisa 7 se chama Ivanildo Vidinha Gomes, que vestiu a camisa do São Raimundo, onde ganhou títulos importantes, além de Fast, Iranduba e até clubes de fora de Manaus.

Foi dele o gol da classificação do Força Jovem na partida do último sábado pelas oitavas de final do Peladão Brahma. Classificados, Vidinha e companhia voltam a campo no domingo (15) às 15h, no Campo da Petrobrás.

 “O gol foi importante, né. Placar de 1 a 0. O time tem um grupo excelente de jogadores. Tem alguns que jogaram no profissional. Pena que eu não estou 100% e senti o joelho, mas a gente tem que aproveitar a oportunidade”, disse.

Aos 36 anos, o jogador que passou por vários clubes do Amazonas e do Brasil, jogou no Peladão antes mesmo de se tornar profissional. Aos 17 anos, antes de integrar as bases do Tufão da Colina, o jovem Vidinha disputou o Peladão com o Janjão Poraquê chegando ao vice-campeonato em 98 e agora de volta ao campeonato de suas origens, ele fala das diferenças de jogar profissionalmente e jogar num campeonato amador.

“Muda bastante porque no profissional você guarda muita posição, muito esquema tático e no Peladão é mais a vontade. Você faz um gol ali e como diz no ditado do futebol, você já fecha a casinha lá atrás e joga a bola pros lados porque o teu tempo é curto”, disse.

Segundo o jogador, essa menor disciplina dificultou um pouco no começo, mas com habilidade e paciência ele tira de letra. “Dificulta um pouco porque você é educado de uma forma. A gente aprende a guardar uma posição, tem muito esquema tático, estratégia de jogo e às vezes o esquema muda muito dentro da partida. Já nesse caso (no Peladão) você entra procurando fazer um gol”, explicou.

O que também muda são as rotinas de treinos. Com a equipe da Força Jovem, os treinos são uma vez por semana e focando parte física, técnica no mesmo dia. Além dos treinos, Vidinha conta que para manter a forma ele corre e faz treinamento funcional. “Eu também vou na academia sempre que eu posso”, completou.

Lembranças 

Vidinha parou de jogar em 2015. O seu último clube foi o Iranduba. Mas como a vontade de jogar futebol falou mais alto, ele decidiu voltar a jogar e a proposta do time agradou e foi o suficiente para ele voltar aos gramados.

O meia conta que nos  jogos do Peladão Brahma já encontrou muito antigos companheiros e adversários do tempo de profissional.

“Tive um encontro recente com amigos que jogaram o profissional e o que prevalece é o respeito e a amizade. Tem alguns jogadores que por ter jogado tanto contra, você passa respeitar o adversário, então sempre que anos vemos, a gente se cumprimenta. Porque todos nós temos uma história no futebol e estamos porque gostamos de jogar futebol e a gente não quer simplesmente parar”.

Vai encerrar a carreira no Tufão

O Peladão Brahma acaba no fim de janeiro, mas Vidinha não pretende parar após o fim do campeonato de peladas. Ele pretende voltar a atuar no Barezão de 2017 pelo clube que o revelou: o São Raimundo. 
O jogador revelou que a diretoria entrou em contato para que ele voltasse a vestir a camisa do time alviceleste e fazer uma despedida em grande estilo.

“A diretoria atual fez contato comigo e ele me ligou pra gente participar dessa equipe de 2017. Tenho planos de parar onde eu comecei. A gente teve a primeira conversa e está se encaminhando, eles vão me ligar mais uma vez e quem sabe jogar esse estadual para fechar com chave de ouro”, disse.
Além da vontade de jogar futebol, pesa o significado do clube na vida do jogador.

“O São Raimundo representa muita coisa porque foi o que abriu as portas para que eu viajasse e jogasse outros campeonatos então o sentimento é de gratidão pelo clube e respeito pela torcida”, declarou. 

Presente no time do Tufão que conquistou o último Amazonense do clube em 2006, Vidinha fala do peso da camisa e da responsabilidade de conquistar títulos.

“Sabemos que é um clube grande do Estado e que quem  veste a camisa do São Raimundo tem uma responsabilidade porque teve uma fase boa na época da Copa Norte e ficou aquele peso, aquela responsabilidade. Quem, joga no São Raimundo sempre tem essa responsabilidade de ganhar titulo”, finalizou o jogador que além do tri do Norte, foi tetra campeão do Amazonense e disputou a Série B com o time da Colina.

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