Sexta-feira, 25 de Setembro de 2020
MEMÓRIAS

Ex-Rio Negro e Remo relembra conquistas e fim prematuro da carreira

Jair Trindade teve chances no Botafogo mas conseguiu maior destaque no futebol do Amazonas e Pará antes de encerrar a carreira aos 30 anos, por conta de problema no quadril



WhatsApp_Image_2020-08-09_at_15.46.28_3BE2283E-015A-4FEC-804C-C31ED24A5C87.jpeg (Foto: Aguilar Abecassis)
09/08/2020 às 16:26

A rica trajetória centenária do futebol amazonense reserva histórias que muitas vezes não são tão conhecidas do público atual. O ex-lateral direito do Rio Negro, Remo e outros clubes do cenário nacional, Jair Trindade, falou com ao CRAQUE sobre sua época de atleta profissional, a oportunidade de ter atuado contra grandes jogadores do futebol brasileiro e as cicatrizes que uma lesão grave trouxe para a sua vida.

‘’Foram momentos maravilhosos. Na época a gente jogava com mais amor à camisa. Na década de 80 foi um período que o Brasil revelou grandes jogadores, aqui no futebol amazonense também não era diferente, tivemos a felicidade de atuar contra os melhores jogadores do futebol nacional, poder se destacar no futebol amazonense a nível regional e nacional’’, explicou Jair.



Após sair do Rio Negro aos 22 anos, Jair foi para o futebol do Rio de Janeiro, aonde chegou a atuar no Botafogo ao lado do hoje técnico de futebol, Abel Braga, mas por conta de problemas com a comissão técnica, o lateral acabou ficando apenas quatro meses no clube, quando foi para o América-RJ. Lá, outra vez, teve problemas com o técnico e precisou voltar para Manaus. “Naquela época, pensei encerrar minha carreira’’. Porém, indicado para o Clube do Remo, Jair voltou atrás e graças a isso iniciou sua trajetória mais vitoriosa no futebol, mas também sofreu o que hoje lhe acompanha desde á época de jogador.

‘’Em 1989, quando eu voltei da Tuna Luso, eu já voltei sentindo muitas dores, tendo problemas no meu quadril, e foi quando eu fui fazer alguns exames e eu fui diagnosticado com artrose bilateral do quadril, ou seja, foi detectado que eu estava com problemas dos dois lados, e os médicos me falaram que eu não podia mais jogar futebol, que se eu não parasse, eu poderia ter problemas mais sérios’’, falou Jair.

Jair já sabendo dos seus problemas ainda conseguiu ser campeão paraense em 1989, mas já atuando em poucas partidas e ficando mais no banco de reservas. Depois de 1990, o ex-atleta ainda tentou jogar pelo Nacional e posteriormente no América, mas encerrou sua carreira prematuramente aos 30 anos em 1992: ‘’Quando eu tive a noção de que era realmente a hora de parar, infelizmente a doença já estava avançada por conta dos desgastes, eu era um atleta que mesmo contundido me colocava a disposição’’, explicou o ex-jogador.

Hoje em dia, Jair é formado Gestão da Qualidade e Logística Empresarial. Aposentado por invalidez desde 1994, ele espera contribuir de alguma forma com o futebol amazonense trazendo projetos para o futebol de base.

‘’A minha ideia é tentar captar valores locais do nosso futebol para que a gente consiga evoluir o atleta desde o início. Para isso é necessário que os clubes tenham condições de investir no futebol amazonense e contratem profissionais que agreguem valor para nós’’.

Repórter de A Crítica

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