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Rio Negro

Nove dos 12 gols tomados pelo Rio Negro no Barezão foram no segundo tempo

Apesar da derrota, Aderbal Lana diz que o time vem conseguindo fazer bons jogos no primeiro tempo. O problema é na segunda etapa 26/09/2016 às 08:49 - Atualizado em 26/09/2016 às 08:51
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Aderbal Lana: o técnico e "mecânico" do Rio Negro ainda pensa como montar o melhor time. Foto: Evandro Seixas
Camila Leonel Manaus (AM)

O Rio Negro bem que tentou segurar o Nacional e no primeiro tempo até que conseguiu. Mas faltou pernas para o Galo da Praça da Saudade seguir dominando a partida assim como fez no primeiro tempo. A culpa da queda drástica do rendimento é a falta de treino. Situação que o treinador Aderbal Lana vem falando há um tempo. Após a derrota para o Rio Negro, novamente o assunto condicionamento físico foi um dos motivos apontados pelo treinador para a derrota.

“O segundo tempo, quando entra para o vestiário voce já sente quando você tem uma equipe preparada os jogadores, pois os jogadores estão inteiros. Aqui  você chega no vestiário, todo mundo já tirou chuteira, meia para descansar um pouco mais, aliviar. É muito difícil, mas a gente sabe  que poucos times ganharam da gente no primeiro tempo. É sempre no segundo tempo que a gente tem esse problema. Hoje a gente até segurou um pouquinho mais”, disse.

E as contas de Aderbal Lana estão corretas. Dos 12 gols sofridos no Barezão, nove foram no segundo tempo e apenas três sofridos ainda na primeira etapa da partida. Apenas Princesa do Solimões (com gol aos 34 do 1° tempo), São Raimundo (com gol aos 28 do 1° tempo) e Nacional, no primeiro turno ( aos 15 minutos de jogo), conseguiram vencer o Rio Negro no primeiro tempo.

“Temos muitas dificuldades para trabalhar, mas continuamos com honestidade e idealismo. Todos nós temos que dar as mãos para ajudar o futebol daqui a sair do marasmo que ele se encontra. Mas tá tudo bem. Vamos dar sequência no trabalho e manter o Rio Negro dentro da competição”, disse Lana, que adimitiu que o Rio Negro tem feito tudo o que pode no Barezão.

“O que o Rio Negro pode fazer é isso: pegar aqueles jogadores que estão parados, que ninguém quer, que não tem compromisso com ninguém e leva para o Rio Negro. É com esse intuito que veio para cá: para ajudar. Dinheiro não tem e tudo o que nós temos é a dinâmica de trabalho que é treinar levemernte porque se joga quarta, quinta  é um descanso. Sexta você treina leve e sábado você já joga. E a gente tem procurado fazer isso, os jogadores têm entendido e estão procurando fazer isso porque se falar da situação financeira, não tem nada”, disse.

O treinador do Galo diz que a situação do time é semelhante a de um carro velho, onde você tenta consertar para que ele continue rodando.

“Peça não falta, agora falta também o dinheiro para trazer a peça. É um carro velho que você vai consertando aqui ali e não tem tempo de dar um condicionamento. E eu digo com franqueza: o time que o Rio Negro tem montado, se ele tivesse um pouquinho mais de condicionamento físico estaria dando um pouquinho mais de trabalho do que dá no momento”, finalizou.

O Rio Negro é o sexto colocado no Campeonato com quatro pontos. O próximo desafio será no dia 1° de outubro contra o Nacional Borbense no Jabotão. Até lá, Aderbal Lana tentará fazer seus ajustes na máquina no Rio Negro já que a equipe folga na próxima rodada.

Gols sofridos pelo Rio Negro

1° Rodada: Nacional: Gols sofridos aos 15 minutos do primeiro tempo e aos 11 minutos do segundo

2° Rodada: Folga

3° Rodada: Nacional Borbense: Gol sofrido aos 37 minutos do segundo tempo

4° Rodada: Princesa do Solimões: Gols sofridos aos 34 minutos do primeiro tempo e 41 minutos do segundo

5° Rodada: Manaus: Gols sofridos aos 17 e 31 minutos do segundo tempo

6° Rodada:São Raimundo: Gol sofrido aos 28 minutos do primeiro tempo

7° Rodada: Fast: Gols sofridos aos oito, 27 e 31 minutos do segundo tempo

8° Rodada: Nacional: Gol sofrido aos 34 do segundo tempo

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