Quinta-feira, 05 de Dezembro de 2019
DA COLINA PARA A VIDA

Unidos pelo São Raimundo, casal leva filho de três meses para reforçar torcida e amor pelo Tufão

O amazonense Adriano Jordão e a gaúcha Marthiele Kersting são torcedores fanáticos do São Raimundo. Eles dão continuidade ao legado através do filho de três meses, Matheus, que os acompanha nos jogos do clube na série B do Barezão



Fam_lia_de_Bucheiros_DA549DBB-A499-4C32-8240-D047C7AD1DFA.jpg Foto: Denir Simplicio
03/11/2019 às 11:02

Torcida de futebol é como uma grande família. Os verdadeiros fanáticos pelo time de coração muitas vezes passam mais tempo com os “irmãos de arquibancada” do que com os de sangue. E quando essa paixão pelo clube se junta à paixão da sua vida? Eis aí a família perfeita! 

Foi nas arquibancadas do estádio da Colina, torcendo pelo São Raimundo, que o amazonense Adriano Jordão e a gaúcha Marthiele Kersting decidiram juntar a paixão pelo Tufão da Colina. O amor pelo clube os uniu também em matrimônio e dessa união nasceu Matheus, que, com apenas três meses de vida, já segue os passos dos pais e engrossa a torcida dos “Bucheiros da Colina” (Barra Brava do São Raimundo), nos jogos do clube. 



Sempre presente nos jogos do Tufão, na Série B, a “família bucheira” tem sido figurinha carimbada dos jogos do time. Mas poucos sabem da bela história escrita até tudo virar realidade na vida do casal alviceleste, que iniciou na descoberta de Adriano como torcedor apaixonado pelo Tufão.

“Minha paixão pelo São Raimundo começou em 1997, quando fui assistir um jogo depois de muito tempo do futebol amazonense estar parado depois da era Rio-Nal. Então desde sempre eu só torço pelo São Raimundo, e o Matheus é o fruto desse amor, que nasceu por conta do São Raimundo”, relatou Adriano, 36, que teve o coração arrebatado por Marthiele, 26.

E por falar em conquistas amorosas, a mãe do bebê bucheiro, Matheus Kersting, contou o início de tudo. “Eu vim pra Manaus em março de 2015 de férias pra conhecer a família de um amigo, e tinha um jogo do São Raimundo, onde acabei indo pro estádio e conheci a torcida Bucheiros da Colina (organizada do São Raimundo). Quando eu voltei pro Rio Grande do Sul fiquei no grupo do WhatsApp e o Adriano estava nesse grupo. A gente começou a conversar e depois rolou um clima, e ele foi me conhecer (pessoalmente) em junho de 2015  no Rio Grande do Sul. Depois ele retornou pra Manaus, e quando foi em dezembro de 2015 eu vim pra Manaus em definitivo”, recordou  Marthiele.

Após descobrir o amor da sua vida, a gaúcha passou a viver intensamente outra relação profunda: a de torcedora do São Raimundo. “A paixão pelo São Raimundo começou quando comecei a me envolver (com o clube), porque o Adriano era vice presidente da Bucheiros na época. Então foi assim que começou”, relatou.

Paixões diferentes

De família de agricultores e distante de Porto Alegre, Marthiele é torcedora do Internacional, mas com pouco envolvimento. Nessa relação do Colorado do Sul e o Alviceleste do Norte a esposa de Adriano explica como divide o coração na hora de torcer para ambas equipes.

“São duas paixões totalmente diferentes, porque o Inter eu não acompanhei diretamente, porque minha família morava uns a 200 km de Porto Alegre e não tínhamos como ir todo final de semana aos jogos.  E agora a paixão pelo São Raimundo é diferente, porque eu tinha isso de torcedora, mas quem me deu essa oportunidade mesmo foi o São Raimundo, de não ficar apenas no sofá assistindo o jogo”.

Chegada do bebê

Casados desde fevereiro de 2018, Adriano e Marthiele vivem uma fase nova com o primeiro filho, Matheus.

“Tem sido um mundo de descobertas pro meu lado, porque o Adriano já tem uma filha, mas tem sido algo maravilhoso. O Matheus é um bebezinho de três meses e requer muitos cuidados, e a nossa vida mudou”, explicou Marthiele.

 Vivendo o desafio de mãe de primeira viagem, Marthiele revelou que o filho tem sido a prioridade, apesar do amor do casal pelo Tufão ser grandioso. “Em relação aos jogos, se a gente não tivesse o Matheus, nós estaríamos chegando lá umas três horas antes. E por causa do Matheus a gente preferiu dar uma parada, porque a gente sai de casa uma hora antes do jogo, ou quando termina o jogo, nós já vamos embora com ele“. 

Mesmo pequeno, Matheus tem iniciado a vida de torcedor do Tufão, mas sempre com bastante cautela dos pais. “O Matheus dormiu nos dois jogos (na Série B) e acordou somente na hora de mamar e ficava acordado no segundo tempo, sempre olhando pro campo, pra banda. Então foi super tranquilo”, explicou Marthiele.

Presente do tufão

Nunca a frase “Não é só futebol“ fez tanto sentido. Isso porque, nas palavras da mãe do mais novo torcedor do Tufão, "se não fosse o São Raimundo, não existiria o Matheus”. 

Em meio a tanta paixão, a família de bucheiros acredita que a chegada de Matheus foi como uma dádiva do santo que dá nome ao clube: São Raimundo. “O Matheus é nada mais, nada menos que a nossa paixão pelo São Raimundo”, finalizou.

News 48367672 1136721996505445 2342939255929569280 n 2dad860c 0057 4e2e b7f5 f53181960f2f
Repórter do Craque
Jornalista formado na Ufam, campus de Parintins. Estudante de pós-graduação em jornalismo esportivo na Universidade Estácio de Sá. Repórter do Caderno de Esporte ‘Craque’ de A Crítica desde novembro de 2018.

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.