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Família de ídolo do Galo Piauiense Nailson faz 'arquibancada particular' no Japiim

O goleiro amazonense que foi o herói do inédito acesso à Série D pelo time do Piuaí ganha força especial de familiares e amigos a mais de três mil quilômetros de distância de Teresina 15/11/2015 às 11:28
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Família de Nailson torcerá pelo goleiro na final da Série D
Felipe de Paula Manaus (AM)

Herói do acesso do River do Piauí à Série C do Brasileiro, numa semifinal em que defendeu dois pênaltis e ainda converteu a última cobrança, o goleiro amazonense Naylson terá uma torcida particular há milhares de quilômetros do Albertão, em Teresina-PI, palco da segunda partida da final entre River e Botafogo de Ribeirão Preto-SP, neste sábado, às 17h30 (horário local), com transmissão da TV Brasil.

E assim como no estádio da capital piauiense, cujos 40 mil ingressos disponibilizados para a partida esgotaram na quarta-feira, a “arquibancada” montada na casa de Dona Nazaré, mãe de Naylson, vai estar lotada. Família, esposa e amigos de infância do goleiro serão “River desde pequenos” e mandarão força à distância para o jogador, cujos recortes de reportagens de jornal já enfeitam o ambiente.

A família, diz o padrinho Paulo, é o forte de Naylson. “O Tio Nilson era goleiro e grande incentivador”, diz ele, referindo-se ao pai do jogador, que faleceu há seis meses, antes da final do Campeonato Piauiense, e apenas três dias depois da visita do filho a Manaus, a quem pediu o título estadual. Veio não só o título piauiense, o acesso e agora, à iminência do título brasileiro, mais uma vez se evoca a imagem do pai.

A bola é sua “Ele dizia: ‘a bola na área é sua, não espere!’”, diz a mãe Nazaré, outra grande incentivadora do talento do filho. Ex-jogadora de vôlei, ela premiava os “campeonatos” jogados no pátio de sua casa, no Japiim, com as medalhas ganhas na juventude. “Não queria que ele fosse pra rua, queria vigiá-lo”, diz a mãe-coruja, que fala com o filho três vezes por dia e sempre antes das partidas, mas não suporta ver cobranças de pênalti.

A tia e madrinha Dora conta, por sua vez, não precisa nem que a partida vá para as dramáticas penalidades. Ela, que também acompanha a carreira do afilhado desde o amador, também foge do nervosismo da arquibancada caseira e assiste aos jogos sozinha, em sua casa. “Eu venho depois, pra comemorar”, diz ela, confiando no título - o primeiro jogo foi 3 a 2 e o River precisa vencer por 1 a 0 ou 2 a 1 para levantar a taça.

Ouvindo os conselhos do pai

No sofá da sala de Dona Nazaré, mãe de Naylson, a família do jogador se reuniu para receber a reportagem do CRAQUE já em clima de final. Painel com fotos do jogador, recortes de jornal e até o pôster de campeão estadual desta temporada - segurado de maneira tão criativa quanto original pelo sobrinho Pedro Lucas para fazer a fotografia - ilustram o ambiente.

De camisa do River, Dona Nazaré fala entusiasmada sobre as histórias de infância do filho, agora ascendido à condição de herói não só da família mas de toda a torcida do Galo. Afinal, embora o Tricolor Piauiense seja o time de maior torcida e estrutura profissional do Piaúi, nunca tinha conseguido um acesso de divisão (ao contrário de Naylson que conquistou o acesso como o América-AM em 2010, depois revertido no tapetão).

Mas a mãe não é a única a receber ligação do jogador nas horas que antecedem a partida. Assim como a tia Dora Guedes, que também é muito próxima ao jogador, a esposa Tiana e a irmã Nayana sempre falam com o jogador antes da partida. A irmã se emociona ao dizer que manda no WhatsApp o mesmo do áudio do pai, falecido em maio, para incentivar o irmão antes do jogo. “Neném, sai do gol”, dizia o aúdio. Para a esposa Tiana, o ídolo da família pede o mesmo: que ela repita as palavras de seu Nilson, mandando fechar o gol. É, Nailson, conselho de pai é conselho de pai!




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