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Esportes
Família Esporte Clube

Seja como forma de lazer ou levado a sério, o esporte une as famílias

Família que cresce unida no esporte, permanece unida, seja nas competições amadoras ou profissionais. Confira a história de famílias que estão ligadas no mundo esportivo. 21/11/2016 às 16:03 - Atualizado em 21/11/2016 às 16:34
Show show jiufff
Os Melo adoram pedalar, correr e nadar e provam que o esporte aproxima as pessoas e une ainda mais as famílias (Foto: Jander Robson)
Jéssica Santos Manaus (AM)

Nada é tão importante quanto a nossa família. Mas, e quando além do amor familiar existe também o amor pelo esporte? Aí, o ideal é levar a família para fazer esporte junto! Vamos, então, conhecer histórias de famílias que têm a mesma sintonia em casa, e também, na hora da atividade física.

O esporte para a qualidade de vida

A família Melo é apaixonada por correr, pedalar, e nadar. Mas nem sempre foi assim. Ralf Melo, 42, chegou a pesar 120 kg e levava uma vida despreocupada, sem saúde. “Eu percebi que não poderia mais continuar levando a vida desse jeito, pensava em que exemplo eu daria para meus filhos, e mudei de vida”, disse Ralf.

Foi quando ele começou a pedalar, e foi convidado por um amigo para fazer uma prova de triathlon; ele quase desistiu, mas completou a prova, e gostou do esporte. “Comecei a treinar, a gostar, e a investir no triathlon. Comprei bike melhor, treinava forte e tinha objetivos para evoluir rápido meu desempenho nas competições, mas entrei em overtraining (síndrome por excesso de treinos), e parei de treinar. Foi aí que a Thaisa, minha esposa, começou a me motivar fazendo triathlon também, e me incentivando a treinar novamente”, disse Ralf.

Thaisa, 34, se encantou pelo triathlon ao ver o marido competir. “Eu fazia esportes, mas depois que tive filhos estava sem fazer nada, e comecei do zero, porque nunca tinha corrido, nem sabia o que era triathlon, mas quando vi o Ralf fazer o Ironman 70.3 Miami, gostei muito, e fiquei com vontade de fazer aquele esporte também, mas achava impossível completar uma prova tão longa assim”, disse ela. “A nossa relação ficou até melhor depois do esporte, é bom que os dois façam triathlon porque nós entendemos a paixão pelo esporte”, disse Ralf.

A família mora na região da Ponta Negra, lugar onde a maior parte dos triatletas treina. “Eu comecei pela corrida, mas morando aqui, facilitou meu início na natação e no ciclismo também e, assim, fui fazer triathlon, como meu marido”, completa, Thaisa.

Ralf e Thaisa têm três filhos: Fernanda, de 10 anos, Rafaela, de 6, e Guilherme, de 3. Eles estudam em um colégio de tempo integral. Lá, as crianças praticam vários esportes. Os pais dizem que os três sempre gostaram de nadar e que, além da natação, as meninas fazem dança, e o menino faz judô. 

Fernanda, a filha mais velha, começou a participar aos 8 anos de provas de aquathlon (natação e corrida), e participa de competições de natação com os irmãos. “Meu pai vai me treinar para eu fazer as provas de triathlon ano que vem; quero ser triatleta como meus pais”, disse a atleta-mirim. Fernanda gosta tanto do esporte que até falou do triathlon numa feira de ciências na escola. “A feira tinha como tema as Olimpíadas, cada criança falava sobre um esporte, e eu falava sobre o triathlon”.

Pais e filhos já fizeram prova juntos, os pais nadaram uma maratona aquática, e a filha participou do aquathlon infantil, no mesmo dia. “Mês que vem também vamos fazer uma maratona aquática juntas, eu vou nos 3 mil metros, e a Fernanda vai nos 400 metros”, disse Thaisa.

A família pretende levar para sempre a vida esportiva. “Já faz parte da minha rotina, não dá para tirar. As crianças também convivem com o esporte o tempo todo, nosso meio todo faz triathlon, então eles também gostam, competem e já falam dos adversários deles, já conhecem os meus adversários também, torcem, e isso é divertido, as crianças já estão competitivas”, disse Ralf.

Tradição familiar

Apesar de eles serem destaque no judô, a história da família Barbosa começou em 2006, com o jiu-jitsu. “Nosso pai era tão apaixonado pelo jiu-jitsu, que montou uma academia num espaço atrás da nossa casa, e a gente começou a treinar”, lembra Rafaela. O pai da judoca, Antônio Barbosa, tem 12 filhos, e todos treinavam desde pequenos. 

Do jiu-jitsu ao judô, Rafaela relembra como foi a transição da família para o novo esporte. “Certo dia fomos assistir a uma competição de judô, eu acabei participando e ganhando a competição, mesmo sem treinar nem conhecer direito o esporte, o Rafael perdeu (risos), e nós gostamos da nova modalidade, que também é um esporte olímpico, então resolvemos partir para o judô”. Em seguida, em 2007, os novos judocas foram para o brasileiro de judô sub13, e lá ganharam suas primeiras medalhas nacionais. 

O pai dos meninos também migrou para o judô, e eles criaram a Associação Barbosa de Lutas Esportivas, academia da família. “Todo o nosso meio está no esporte, ou no judô ou no jiu-jitsu, irmãos, vários primos nossos, sobrinha, cunhados, etc. Tudo começou através do nosso pai, a base de treinos que tivemos nos ajudou muito no judô. E nós conseguimos sempre ter bons resultados. Não foi fácil, mas treinávamos desde pequenos, e seguimos assim, batalhando nos treinos e competições”, relembra Rafael.

A rotina dos irmãos sempre foi treinando e competindo juntos. “Quando éramos pequenos, brigávamos muito, porque não queríamos perder um para o outro. Agora, nos damos superbem, ele me incentiva, e eu a mesma coisa”, disse Rafaela. Rafael diz que um ajuda o outro diariamente. “Todos dão uma de técnico, todos se ajudam, observam um ao outro, é assim”.

Rayfan Barbosa, 25, irmão de Rafael e Rafaela, também compete judô em alto nível. “O esporte foi o laço que meu pai conseguiu construir entre eu e meus irmãos, fez uma família de lutadores. O esporte sempre foi a nossa forma de brincar e de conhecer o mundo”, disse ele.

Eles já viajaram juntos pelo Brasil, mas também para o Chile, Argentina, para o Japão, Estados Unidos, sempre em competição; e fizeram algo inédito: os três irmãos conquistaram cada um sua medalha, num único campeonato brasileiro de judô. “Estamos sempre reunidos, vamos também para muitas competições juntos, e ter um irmão ali do lado é bom, pois quando falta aquele pouquinho para você alcançar seu objetivo, ele fala que você é capaz, que você pode, e esse incentivo é importante. Nosso objetivo é mostrar a outros jovens que eles também podem chegar aonde querem”, ressalta Rayfan.

A paixão pela corrida

Maria Rita de Cássia, 49, é ultramaratonista há bastante tempo, e agora seu filho, Yves Fernandes, 23, começa a seguir pelo caminho das corridas de longa distância.
Maria Rita gosta de correr ultramaratonas, mas o filho ainda não pensou se quer ir tão longe assim.  “comecei com 10 km, e nunca passou pela minha cabeça terminar uma meia maratona, porém, depois desse domingo, percebi que posso ir além, e acredito que assim vou elevando o nível. Mas não me imagino correndo mais de 50 km. Bom, mas vou começar a trabalhar a mente (risos)”, conta Yves.             

Mesmo não correndo tanto quanto a mãe, Yves também gosta de distâncias mais longas, e seu objetivo agora é participar da Meia Maratona do Rio de Janeiro, no ano que vem. Para ele, correr é trabalhar a mente. “Acredito que a maior distância está em minha mente e, se eu a venço, considero a corrida terminada”, disse ele.          

O amor pela corrida passou de mãe para filho. “Desde que minha mãe começou, participei de algumas corridas, mas considero o ano de 2016 como ponto de partida, pois este ano passei a correr por mim mesmo. A princípio, corria para ficar em forma, mas descobri que a corrida vai além disso, e aprendi tudo com "a mãe", como costumo chamá-la”, disse Yves.

“Penso que foi por me ver correndo, pelas minhas atitudes que ele começou a ter vontade de correr também. Quando ele era pequeno, eu levava em algumas corridas, mas, na época, o Yves não gostava, Achava melhor o  jiu-jítsu”, conta Maria Rita.                       

E o esporte aproximou mesmo os dois. “Treinamos juntos, mas não é só a corrida. Nós também praticamos crossfit, depois de ela me convencer a fazer uma aula experimental, e agora ela também é minha motivação no crossfit, porque se eu paro um pouco no treino, ela fala: - Vamos! Não para! Fala não, ela grita mesmo (risos)”, conta Yves.  

Rita Também adora treinar com o filho. “Estamos fazendo corrida e crossfit juntos, influência minha, confesso. Melhorou nossa relação, pois ficamos mais perto por praticar esporte juntos; é sempre uma boa parceria”, diz ela. E o filho completa, "mãe atleta é outro nível!”. 

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