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Fast alega permissão para uso de jogador com terceiro amarelo; FAF e clubes desconhecem

Dirigentes do Tricolor afirmam que foram comunicados pela FAF que poderiam utilizar jogadores com terceiro amarelo na fase final da categoria juvenil. Federação Amazonense de Futebol (FAF) nega comunicado 05/11/2015 às 21:05
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Dirigente da FAF nega comunicado de "liberação" para atleta atuar com terceiro amarelo
Anderson Silva Manaus (AM)

Em meio às denúncias do Sul América, que protocolou na sede da Federação Amazonense de Futebol (FAF) provas alegando que o jogador do Fast, João Lucio, jogou com o terceiro cartão amarelo a final do Estadual Juvenil, os dirigentes da equipe Tricolor alegaram que o jogador foi utilizado de forma legal no empate em 1 a 1 que deu o título ao Fast.

“Fomos informados pelo diretor técnico da Federação (FAF), Ivan Guimarães, assim como outros clubes, que os cartões zerariam ao final da primeira fase”, alegou o diretor das categorias de base do Fast, Thiago Durante, sem mostrar a documentação.

“Também temos provas que o Sul América jogou de forma irregular. Vamos dar entrada talvez nesta sexta-feira na federação. Eles tiveram jogadores irregulares que foram transferidos e não foi pago a transferência. Eles também correram de campo (da final), desistiram da partida. O Sul América tem que sair do futebol e ir para o boi bumbá, porque eles são o Corre Campo”, disparou Durante, se referindo ao Bumbá Corre Campo, campeão do  Festival Folclórico do AM 2015.

FAF e clubes negam

O diretor técnico da FAF, Ivan Guimarães, comunicou à reportagem que não informou sobre o terceiro amarelo.

“Não fiz documento nenhum. O que soube é que teria um acordo verbal entre os clubes. Não tenho conhecimento porque foram eles (clubes) que fizeram. Assim como os atletas que teriam que estar no BID e depois resolveram que não seria mais preciso registrar no BID, mas somente na federação”, disse.

A presidente do Manaus FC, Patrícia Serudo, assim com o presidente de Honra do Gavião do Norte, Luis Mitoso, desconhecem que os cartões seriam zerados para a fase final.

“Não sabemos. Eu não recebi nenhum documento ou comunicado sobre o assunto. Perguntei aos demais diretores dos clubes e todos disseram que também não foram avisados”, declarou Patrícia, apoiada por Mitoso. “Desconheço. Nós do Manaus não fomos comunicados, não houve nenhuma reunião”, afirmou.

Na mesma tese dos dirigentes do Manaus FC, o presidente do Holanda, Leão Braúna, também confirmou que não foi informado sobre os cartões.

“Não recebi nenhuma documentação, não teve nenhuma reunião e não assinei nada falando que poderia utilizar jogadores com três cartões. Se o documento (regulamento) não fala sobre cartões, mas todo mundo sabe que a lei maior da CBF ampara isso. Qualquer leigo tem que assumir sua responsabilidade, saber que a lei maior impede o uso de um atleta com o terceiro amarelo”, alertou Braúna, declarando que não utilizou atletas com três cartões.

“Eu não utilizei meus jogadores contra o Operário porque tinha quatro com dois cartões, estavam pendurados, antes da final da primeira fase. No mata-mata fui com meus atletas pendurados, mas ainda com dois amarelos”.

‘Luto na base’

O vice-presidente do Tarumã, Zezinho Correa, que em 2014 foi vice-campeão da Copa Norte Sub-20 e representante da Copa São Paulo de Futebol Juniores deste ano, criticou os constantes problemas apresentados na base, e foi além.

“O nosso futebol de base está de luto por estas pessoas que querem ser campeões de qualquer jeito, na marra, para tentar jogar uma competição nacional”, lamentou Zezinho Correa.

“Quanto à questão do cartão amarelo isso é lei em qualquer lugar. Se pegar o terceiro cartão não pode jogar a partida seguinte. Os dirigentes sabem disso. Se eles colocaram é porque querem ser campões de qualquer jogo”, decretou.

Zezinho também se queixou quanto ao Fast ter poupado atletas na primeira fase da Copa Amazonas.

“A prova de tudo é que na Copa Amazonas, que é o mesmo regulamento, eles deixaram de fora um monte de jogadores com dois amarelos contra o Manaus e vieram colocar os jogadores somente na decisão. É coisa simples. A lei fala sobre isso. Não teve reunião nenhuma, ligação e eu não assinei nada”, concluiu.


Nas três súmulas dos jogos que antecederam a final, o atleta João Lucio Sarkis Vidal é citado nas advertências por cartão amarelo (Foto: Acritica.com)

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