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Fast Clube lamenta eliminação no 'Barezão' e cobra verba do Governo do Amazonas

O Rolo Compressor ficou de fora das finais do Amazonense e culpa as chances de gols desperdiçadas pela derrota. Em débito com o elenco, dirigentes do Tricolor correm atrás do governador José Melo 08/06/2015 às 19:58
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Rolo Compressor foi eliminado pelo Princesa em jogo tenso.
Denir Simplício Manaus (AM)

No Fast Clube o dia após a eliminação no campeonato foi de lamentação e indefinições. O artilheiro Charles Chenko, expulso aos 20 minutos do segundo tempo de jogo, quando a partida ainda estava empatado em 0 a 0, disse não acreditar na derrota. “A ficha ainda não caiu”, disse.

Segundo o atacante, o árbitro da partida errou ao lhe aplicar o segundo cartão amarelo - e em seguida o vermelho - e que o zagueiro Gilson simulou uma agressão que não existiu. “Foi um lance que sofri uma falta, o juiz não deu... o zagueiro Gilson veio falando alto comigo. Apenas levantei na frente dele e ele simulou uma cabeçada... sendo que nem encostei nele”, defendeu-se o camisa 17 do Rolo Compressor.

Na opinião do vice-presidente do Fast Clube, Cláudio Nobre, a expulsão de Charles foi fundamental para a eliminação do Tricolor da competição. “Claro que foi (prejudicial). Estávamos segurando a classificação até os 80 minutos de jogo. Depois que ele saiu do jogo o Princesa fez os gols”, lamentou o dirigente.

Nobre confirmou que a equipe que terminou o Campeonato Amazonense na terceira colocação na classificação geral será desfeita o quanto antes. “A gente vai desmontar o time. Não tem como. Precisamos de recursos para pagar o elenco e não temos. E o pior ainda está por vir. Talvez nem tenhamos como disputar o Amazonense de 2016”, enfatizou o vice-presidente tricolor.

O dirigente afirmou que a eliminação foi precoce e que a tristeza foi grande com a derrota frente ao Princesa do Norte. “Éramos pra estar na final. Foi uma pena, queríamos estar felizes hoje, mas...”, comentou o cartola afirmando que hoje começará uma verdadeira peregrinação na sede do governo do Estado pela liberação da verba destinada aos clubes de futebol do Amazonas. “Amanhã (hoje) às 15h nós representantes dos clubes vamos estar na sede do governo. Vamos atrás do governado José Melo pra resolver essa questão do dinheiro. O não repasse dessa verba é terrível para o futebol amazonense”, pontuou o dirigente.

Segundo Nobre, alguns atletas devem deixar Manaus já nesta quarta-feira e precisa negociar os salários em atraso com os jogadores. No entanto, tudo vai depender da conversa com o governador.

Foi por pouco, de novo

Para o jogador Romarinho, as chances desperdiçadas no  jogo, aliada a exclusão do atacante Charles chamaram o Princesa pro jogo e culminaram na eliminação do Rolo Compressor. “Estamos tristes  porque sabíamos das nossas qualidades,  das nossas forças e onde poderíamos chegar. Mas futebol é assim. Tivemos chances de fazer e não concluímos. Depois da expulsão do Charles ficou difícil porque eles vieram com tudo e conseguiram fazer os gols que interessava pra eles. Estou até agora sem acreditar”, disse o atacante, que terminou a partida na lateral-esquerda.

Para o campeão mundial de clube com o Internacional-RS, Ediglê, faltou o gol quando a equipe estava completa em campo. “Acho que o que faltou pro Fast foi fazer um gol quando ainda estava com 11 (jogadores) em campo”, disse o zagueiro, analisando a partida como nivelada. “Até os 20 minutos do segundo tempo tava nivelado o jogo. Tanto o Princesa tinha chances como o Fast também”, completou o defensor que foi uma das principais contratações do Tricolor de Aço para o Barezão 2015.


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