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Esportes
Tricolor na luta

Fast Clube vai à Justiça para tentar o retorno à Copa Verde

A decisão sobre o caso envolvendo a escalação irregular de um jogador do Águia de Marabá sai nesta quarta-feira (16) a partir das 15h30, no Rio de Janeiro 16/03/2016 às 12:43
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Tricolor tenta voltar à competição, após ser eliminado em campo pelo time paraense.
Denir Simplício Manaus (AM)

O julgamento envolvendo o caso do Fast Clube na partida contra o Águia de Marabá, pela pré-Copa Verde acontece, nesta quarta-feira (16), às 15h30 (horário de Manaus) no Plenário do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no Rio de Janeiro. O veredicto pode render o retorno do Tricolor de Aço à Copa Verde.

A denúncia feita pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) é referente aos jogos Águia de Marabá e Fast, que aconteceram nos dias 6 (em Manaus) e 17 de fevereiro, no Pará.  Nos jogos, o clube paraense escalou, de forma irregular, o lateral esquerdo Leonardo Sousa Portela Rosa. De acordo com a acusação, ele foi expulso na partida contra o Goiás, pela Copa do Brasil, em 2015, e deveria cumprir a suspensão na próxima competição organizada pela CBF, que seria a Copa Verde.

O vice-presidente do Fast, Cláudio Nobre, viajou para o Rio nesta madrugada para acompanhar o julgamento acreditando na decisão a favor do clube amazonense.

 “Se for realmente provado que o jogador foi escalado irregularmente e não houver nenhuma aberração jurídica o que acontece, primeiro: o Águia está eliminado. Não tem como não eliminar. Agora, a questão é se o Fast Clube vai voltar ou não para a competição, ou se vão passar o Paysandu de fase direto”, explicou.

O advogado de defesa do Fast é o carioca Renato Brito, que atua na área do direito desportivo. Ele explicou que o processo de análise está em fase final e que o provável é que ocorra a punição ao Águia.

“A gente está em fase final de análise do processo. E isso nos parece um caso clássico de escalação irregular e, naturalmente, o efeito prático é a perca de pontos e, no caso de mata-mata, a eliminação do clube. Se for reconhecida a infração, não tem como (escapar)”, disse.

“O jogador não tinha condições de atuar. A questão de não estar apto para o jogo se dá em diversos aspectos: segundo cartão amarelo, problemas na inscrição. Eu fui contratado no início da semana, e ainda estamos analisando os pormenores do caso”, completou.

O advogado também explicou que o caso é semelhante ao que ocorreu no Campeonato Catarinense de 2015, quando o Joinville foi acusado de usar um jogador de forma irregular. A punição ao JEC acabou dando o título ao Figueirense.

O retorno

 Punir ou não Águia de Marabá é um lado da história. Caso a pena seja aplicada, faltará definir outra questão: Fast volta para a Copa Verde e enfrenta o Paysandu, que seria o adversário do time de Marabá, ou o Papão se classifica direto para a próxima fase?

Caso o Fast  volte para a Copa Verde, Nobre garantiu que a equipe de Darlan Borges vem treinando e, se o retorno for algo concreto, existe a possibilidade de reforços no Rolo Compressor.

“Nosso time está ai. É o mesmo que jogou contra o Águia. Eles não pararam de treinar, continuam fazendo sua preparação e, caso a gente volte, talvez a gente arrume dois, três ou quatro reforços para jogar contra o Paysandu, completou.

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