Sábado, 26 de Setembro de 2020
REPERCUSSÃO

Fast comemora decisão do TJD, e Amazonas diz que vai recorrer ao supremo

Denis Albuquerque diz que o campeonato deve ser decidido dentro de campo, e diretor de futebol do Amazonas ressalta que a maioria de seu elenco hoje está no próprio Fast Clube



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18/08/2020 às 14:20

E após o resultado da sessão remota desta última segunda-feira (17), que decidiu pela retomada do Campeonato Amazonense, o diretor de futebol do Fast Clube, Denis Albuquerque, em entrevista na sede do Tribunal de Justiça Desportiva do Amazonas (TJD-AM), comemorou a decisão do pleno, que teve como auditor relator, o doutor Jayme Pereira Filho. O resultado foi unânime entre os seis auditores e o presidente do tribunal, doutor Edson Rosas Junior.

''A decisão é a melhor possível, dentro das possibilidades, quero parabenizar todos os nobres auditores, pela volta do campeonato ser decidido dentro de campo, aonde o futebol deve ser decidido, agora é trabalhar para ver quando a federação decide quando esse campeonato, o Fast já vem trabalhando para a Série D, então é esperar posicionamento da entidade e ir pro jogo'', disse Denis Albuquerque



O dirigente também falou que esperava que essa decisão fosse tomada pelo TJD, e questionou o motivo do presidente da Federação Amazonense de Futebol (FAF), Dissica Valério, ter tomado a decisão de encerrar o Barezão na resolução assinada no último dia 8 de junho, definindo apenas vagas nacionais.

''A gente esperava que essa decisão fosse tomada pelo tribunal, e não uma uma unilateral, aonde infelizmente o presidente da federação tomou essa decisão não sabemos pelo qual motivo, e agora é trabalhar, aguardar um posicionamento da federação e que vença dentro de campo o melhor'', afirmou o presidente do Fast Clube.

Amazonas fica na bronca

O presidente do conselho deliberativo do Amazonas FC, Roberto Peggy, ressaltou que o TJD questionou a autonomia da entidade de decidir sobre encerramento ou cancelamento, e que a decisão dos auditores não leva em consideração calendário e o jogadores que eventualmente acabaram indo para os outros times, como é o caso do próprio Amazonas, que além do técnico Ricardo Lecheva, também teve outros cinco jogadores sendo negociados para jogar a Série D pelo Fast Clube.

"O que o TJD questionou agora é a autonomia se a federação tem o direito ou não de decidir sobre isso (encerramento do Campeonato), a gente do Amazonas podemos recorrer para o STJD, para que seja validado, que seja mantida a decisão, e nós entendemos que o TJD se isentou de uma decisão mais crítica, então eles tomam a decisão de voltar o campeonato, mas a que custo? Que momento? Qual é o calendário? E os jogadores que atuaram em um time e estão hoje em outras equipes? Como é o caso de metade do nosso elenco que hoje está no Fast, como seria uma relação dessa? Então é uma série de situações que precisa ser entendida, e o Amazonas vai sim para o STJD", disse Roberto Peggy.

Entenda o caso

O Barezão 2020 foi paralisado no último dia 15 de março, ainda na 3ª rodada do segundo turno. No dia 20 de março a entidade se reuniu com os representantes dos oito clubes e definiram pelo termino do Campeonato Amazonense, com seis dois oito clubes votando a favor do cancelamento da competição. Os únicos que votaram pelo encerramento foram o Amazonas FC e o Penarol de Itacoatiara.

No dia 8 de junho a entidade decidiu pelo encerramento do Campeonato Amazonense 2020, mas sem definir campeão ou equipes rebaixadas. O presidente Dissica apenas decidiu usar a classificação geral do Barezão para definir as vagas no Campeonato Brasileiro da Série D e na Copa do Brasil 2021. Com a definição, Manaus, Amazonas e Penarol foram beneficiados, sendo que o Gavião e a Onça garantiram participação na Copa do Brasil, e o Leão da Velha Serpa ao lado do Amazonas as vagas do estado na quarta divisão.

A decisão da presidência da FAF foi vista como arbitrária pelos maiores prejudicados: Nacional e Fast. A dupla entrou com processo cautelar inominado no dia 13 de junho, através do advogado Maurílio Filho pedindo a suspensão (liminar) da resolução assinada por Dissica. No dia seguinte (14), a Procuradoria do TJD-AM também entrou com um processo cautelar inominado contra a decisão do presidente da FAF. O procurador Bruno Gloria explica que o processo da Procuradoria não busca beneficiar nenhum clube, mas que seja esclarecido os critérios usados pela presidência levando em consideração o regulamento da competição.

Repórter de A Crítica

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