Quinta-feira, 06 de Maio de 2021
FUTEBOL

Fast supera erros de arbitragem e arranca empate heroico na Série D

Após ter um pênalti claríssimo não marcado a seu favor, Tricolor de Aço marca no último lance do jogo, igualando o placar em 2 a 2 diante do Moto Club-MA



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06/12/2020 às 17:54

Em partida válida pela fase de16 avos do Brasileirão Série D, o Fast visitou o Moto Club-MA no estádio Nhozinho Santos, em São Luís (MA), na tarde deste domingo (6). Em jogo quente, marcado por muita reclamação contra a arbitragem, as duas equipes empataram pelo placar de 2 a 2. O jogo da volta acontece no próximo domingo, na Arena da Amazônia.

Domínio tricolor



O Moto-Club-MA iniciou a partida tomando a iniciativa. O treinador Léo Goiano optou por três volantes que abafaram o Fast pelo menos nos primeiros cinco minutos, mas embora o Papão do Norte – como é conhecida a equipe motense – exercesse superioridade no inicio, não levou perigo ao gol tricolor.

Não demorou, para que o Fast tomasse conta do jogo, alugando o campo de ataque. Pouco a pouco o Rolo Compressor adiantava a sua marcação, espremendo o Moto na defesa, com uma transição rápida entre meio e ataque. A equipe amazonense contou com o apoio massivo dos dois laterais Bernardo e Ítalo - este, praticamente um líbero em campo, afundando a defesa maranhense pelo lado esquerdo de ataque -, e foi dos pés dele que saiu a primeira grande chance da partida.

Aos 7 minutos, Ítalo fez boa triangulação em velocidade com Ronan, invadiu a área e chutou forte, mas abola bateu na rede pelo lado de fora. A esta altura da partida, o Tricolor já era soberano nas ações ofensivas. A escolha de Ricardo Lecheva em promover Janeudo e Márcio Passsos na equipe titular surtiu efeito, jogando em um 4-4-2 clássico. Passos deu mais solidez defensiva, permitindo a Dênis Pedra progredir mais ao ataque. Enquanto Pedra caía pelos dois lados, Janeudo e Marco Goiano inverteram inúmeras vezes os lados, dando maior mobilidade ao Fast, que era cada vez mais perigoso.

A principal chance da primeira etapa veio aos 21 minutos. Janeudo sofreu falta pelo lado direito, Marco Goiano bateu e a bola contou com um leve desvio, antes de beijar o travessão do goleiro Saulo. O Fast ainda chegou mais duas vezes, com Ítalo - aos 26 - e Marco Goiano - aos 37.

Ainda na primeira etapa, o treinador motense Léo Goiano mexeu na equipe, sacando Victor Lindenberg - que estreava na partida - para a entrada de Anthony, desfazendo o esquema com três volantes do clube mandante.

Segunda etapa, novo jogo

Com o placar zerado, o Moto Club mais uma vez começou em cima, na volta da segunda etapa. Mas sem sucesso, logo passou a ceder campo ao Tricolor de Aço, que apenas rondava a área. Com as duas equipes fazendo uma partida mais pegada, o jogo ficou inevitavelmente burocrático. Após um perde e ganha no meio, aos 5 minutos, o volante Abu carregou a bola, e arriscou um chute sem direção ao gol, mas que no caminho encontrou Edrean. A zaga fastiana parou e o atacante entrou livre, batendo cruzado, no cantinho do goleiro Alencar, abrindo o placar no estádio Nhozinho Santos.

O Fast tentava 'acordar' na partida, mas concedia muito espaço para contra-ataque.s O Moto passou a utilizar as bolas altas na tentativa de encontrar o artilheiro Wallace Lima, jogada que funcionou em pelo menos mais duas ocasiões, mas sem balançar as redes.

Com a vantagem no placar, Léo Goiano recuou o time, tirando o meia Anthony para colocar Derlan (ex-Manaus) no jogo. Com o Moto de volta ao esquema com três volantes, o Fast é obrigado a sair, Lecheva reage e coloca em jogo o estreante Dija Baiano, atacante de muita explosão. Com o jogo aberto, as equipes passam a fazer uma partida de trocação, com mais liberdade. O veterano Flamel - que fez uma primeira etapa apagada - passou a ganhar destaque por comandar as principais articulações da equipe maranhense.

Lance polêmico

Aos 35 minutos de jogo, o atacante Dija Baiano levantou a bola, mas foi interceptado pelo defensor do Moto Club, que com a mão esquerda estendida, bloqueou a bola dentro da área. O árbitro do Espírito Santo, José Wellington Bandeira, não marcou o pênalti claríssimo em favor do Tricolor, deixando o jogo correr.


Empate tricolor e banho água fria

Enquanto o Fast imprimia volume, o Moto se defendia como dava. Até que aos 38 minutos, Dija Baiano chutou forte para empatar a partida. Mas não demorou para que o Moto retomasse a frente do placar. Aos 42, Flamel gingou dentro da área, rabiscou a defesa e marcou um golaço. Apostando que não haveria tempo para mais nada, o Papão do Norte retomou o jogo reativo, que fez durante grande parte do jogo.

Dedo do treinador

Aos 47, Lecheva mandou o time inteiro do Fast para frente, substituindo Márcio Passos e Ítalo para colocar Régis e Thiago Spice, que apesar de ser zagueiro, entrou como atacante. A ousadia foi recompensada. No último lance do jogo, com a área adversária povoada por atletas do Rolo Compressor, Ronan cruzou na medida e Regis, num toque sutil, tirou toda a ação do goleiro Saulo. Um empate heroico, no último lance do jogo.

Decisão em casa

No próximo domingo (13), o Tricolor de Aço decide a classificação em casa,. O duelo, marcado para a Arena da Amazônia, será às 17h. Quem vencer, alcança as oitavas de final da competição. Em caso de empate, a vaga será definida nos pênaltis. 

João Felipe

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