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Esportes
Esquema de dopagem

Iaaf diz que atletas russos podem competir pela bandeira olímpica e não pela Rússia

Atletas precisam provar que não estiveram envolvidos no sistema de dopagem da Federação Russa de Atletismo. Na semana passada, Federação decidiu manter suspensão à Rússia por denúncias que apontam para esquema 23/06/2016 às 20:42 - Atualizado em 23/06/2016 às 20:50
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Rússia foi suspensa do atletismo e corre o risco de ficar de fora dos Jogos Olímpicos (Foto: Eric Feferberg/AFP)
Marcelo Brandão (Agência Brasil) Brasília (DF)

A Federação Internacional de Atletismo (Iaaf) divulgou nesta quinta-feira (23) uma lista com orientações aos atletas russos que quiserem competir nos Jogos Rio 2016. Esses atletas precisam provar que não estiveram envolvidos no sistema de dopagem da Federação Russa de Atletismo (Rusaf) e, caso possam competir, o farão sob a bandeira olímpica. Ou seja, não representarão a Rússia nos jogos.

“Se houver quaisquer atletas individuais que possam mostrar, de forma clara e convincente, que não estão contaminados pelo sistema russo, porque têm estado fora do país e sujeitos a outros sistemas antidoping eficazes, então eles estão aptos a requerer permissão para competir em competições internacionais, não pela Rússia, mas como um atleta neutro”, disse a Iaaf.

Na semana passada, a Iaaf decidiu manter a suspensão à Rússia por denúncias que apontam para um esquema sistemático de dopagem na modalidade. Ícone do atletismo russo, a recordista mundial no salto com vara Yelena Isinbayeva é uma das atletas que poderá requerer participação nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

A atleta questiona o afastamento de todo o atletismo do país dos Jogos do Rio e pede a revisão da punição. Em um artigo publicado no jornal The New York Times, Yelena Isinbayeva escreveu que só admite saltar no Rio de Janeiro sob as cores de sua nação.

“Sugeriram que eu competisse sob a bandeira do Comitê Olímpico Internacional. Mas isto não parece uma possibilidade. Se eu competir, será como uma russa. Se todo o time russo está suspenso, eu estarei suspensa também”, disse a atleta.

O artigo, publicado no último dia 15, leva o título “Deixem-me competir no Rio”. A atleta diz ainda que essa seria sua quinta e última Olimpíada e que, ao longo dos quase 20 anos de carreira, nunca falhou em qualquer teste antidoping. “É por causa das ações repreensivas de tais pessoas que eu estou nessa situação, lutando pelo direito de competir”.

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