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Felipão inicia, nesta quarta (06), uma nova era no comando da Seleção Brasileira

Felipão vai projetar o que deve ser feito até a Copa do Mundo, sem medo das críticas e em perfeita sintonia com Carlos Alberto Parreira. Primeiro desafio é contra os ingleses na tarde desta quarta-feira 06/02/2013 às 08:45
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Felipão fará o primeiro jogo no comando da Seleção nesta quarta-feira
A crítica Manaus (AM)

Luiz Felipe Scolari recomeça nesta quarta-feira (06) a sua vida na seleção brasileira sob um frio intenso de Londres, média de 4 graus. Diante da Inglaterra, um time de tradição, o treinador pisa, às 15h30 (de Manaus), no magnífico estádio de Wembley para dar o primeiro passo rumo a 2014 sabendo dos riscos que vai correr até lá. Tudo o que ele mais quer, neste ensaio contra os ingleses, é projetar o que deve ser feito até a Copa do Mundo, sem medo das críticas e em perfeita sintonia com Carlos Alberto Parreira.

No futebol, Felipão tem consciência que nem sempre a história costuma ser generosa com campeões que procuram repetir uma grande façanha. Ele entende que essa sua segunda passagem pela Seleção será tão difícil quanto a primeira quando chegou ao fim da estrada campeão do mundo em 2002.

Sua missão é não se iludir no meio do caminho. Exemplos Felipão tem de sobra. Bem ao seu lado, conta com um profissional de alto quilate que não conseguiu repetir a dose na Seleção. Carlos Alberto Parreira, hoje coordenador técnico do time do Brasil, saiu dos Estados Unidos campeão do mundo em 1994 e voltou da Alemanha, em 2006, fracassado com um time de estrelas eliminado nas quartas de final.

Felipão não poderia ter um conselheiro mais qualificado do que Parreira. E até por isso os dois se tornaram aliados inconteste para não desperdiçar a chance de levantar a taça pela segunda vez, ainda mais em uma ocasião especial com a Copa no Brasil.

Afinados, treinador e coordenador montaram uma estratégia nos últimos dois meses, desde que assumiram o comando da Seleção, para traçar o que denominaram de as “diretrizes de trabalho até 2014”. De imediato concluíram que o Brasil não pode mais se dar o luxo de disputar um amistoso como se fosse um simples compromisso. A ordem é fazer de cada jogo uma decisão de campeonato, como se a Copa do Mundo fosse hoje.

“O Parreira foi feliz ao expor aos nossos jogadores a importância que os amistosos vão ter na formação do grupo para a Copa das Confederações e depois para o Mundial. Ele disse que daqui para frente os amistosos terão caráter de preparação à Copa. Não pode ser um simples amistoso ou mais um, tem de ser jogo para valer. É isso que todos nós queremos já contra a Inglaterra”, disse Felipão.

Se o conceito de Parreira serve aos jogadores, para Felipão o peso é ainda maior. Calejado, sabe que a vida de um treinador não combina com resultados ruins.

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