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Feras de nível mundial participam do 1º Rei da Selva de Futevôlei, que ocorre neste final de semana

Marcarão presença no CSU do Parque Dez, em Manaus, os atletas Josy Souza, que largou o futebol americano pelo futevôlei e é uma das melhores do mundo, e o Maradona “amazonense”, que brilha na Europa 19/12/2015 às 14:33
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Maradona reencontra quadra onde começou a jogar, ainda sob a descofiança dos mais velhos
Felipe de Paula Manaus (AM)

Iniciada na prática esportiva aos 9 anos, a campeã mundial de futevôlei Josy Souza já jogou todas as modalidades de futebol: salão, areia, campo e quadra. Mas foi no futebol americano que, pelo menos a princípio, ela mais se destacou. Conquistou títulos e por anos foi uma das melhores jogadoras cariocas do esporte que tem uma versão mais leve para mulheres.

Mas, já tardiamente, aos 23 anos, conheceu o futevôlei e, fominha de bola que é, mal começou a competir e já foi acumulando títulos. Hoje entre as melhores do mundo no esporte, que é dominado pelos brasileiros, Josy é uma das estrelas do I Rei da Selva de Futevôlei, que acontece neste final de semana no Centro Social Urbano do Parque Dez.

A competição organizada pela Liga Manaus de Futvôlei e que já coloca o Amazonas no calendário nacional da modalidade conta com a presença de vários atletas de renome nacional e internacional, como os irmãos amazonenses Guigui (campeão mundial na França, este ano), David e Preto Perrone, além de outras feras, como Maradona, que atua profissionalmente e Israel, e a própria Josy.

Em entrevista ao CRAQUE, a atleta do Vasco da Gama, que se apresentará nas duplas mistas em Manaus, contou como foi a transição de um esporte de contato, força e velocidade como o futebol americano para o futevôlei, onde a cadência, a plasticidade e a técnica fazem desse esporte de vocação tropical tão bem jogado pelos “ratos de praia” brasileiros.

“Minha característica sempre foi velocidade. Tanto no atletismo quanto no futebol e no futebol americano. Era de pegar a bola e fazer touch down. Aí me disseram você tem muita força e é rápida, pro esporte é bom. Eu disse: ‘num quadrado 9 x 18?!’”, diz a atleta do Vasco da, afirmando que no começo só “isolava” a bola.

Mas a competitividade e fome de bola de Josy contou mais e, junto com a parceira Taissa, Josy vive do esporte e acumula títulos brasileiros  e mundiais, já tendo feito parte inclusive de uma viagem de intercâmbio esportivo aos Estados Unidos a fim de divulgar a modalidade na América do Norte, que tem tradição no futebol feminino, mas não no futevôlei.

Com a ambição própria dos campeões, a profissional do “vôlei com os pés” mostra porque é considerada uma das melhores do esporte na atualidade: a ambição no esporte. “Eu me espelho no Belo, que tem 29 brasileiros e 10 mundiais. Eu quero ter todos os títulos, quero ganhar com qualquer um que não é minha parceira. Eu quero ser a referência”, diz ela.

Premiação

O I Rei da Selva de Futevôlei acontece ininicou ontem e vai até domingo CSU do Parque Dez, Zona Centro-Sul de Manaus. Com premiação total de 6500 reais no total, a competição terá três categorias (Duplas mistas, Iniciante e Open), a competição promove um intercâmbio entre atletas de nível e internacional - alguns dos quais amazonenses, e os praticantes locais da modalidade.

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Além das disputas de Futvôlei, um esporte que vem crescendo muito na região, o slackline (uma espécie de fita onde os praticantes devem se equilibrar e fazer manobras) também terá espaço no evento.

Com nome e status de craque, Maradona volta a quadra onde era proibido de jogar

O nome de batismo é Diego Maradona da Silva. Nascido em 1988, dois anos após o homônimo jogador argentino ganhar “sozinho” a Copa de 86, no México, o futuro jogador profissional de futevôlei recebeu o nome como quem recebe um destino. Natural de São Paulo, mas amazonense de coração, já que viveu desde o três na cidade, Maradona é hoje atua em Israel e disputa torneios profissionais em vários países da Europa.

De volta à mesma quadra em que começou a jogar futevôlei, por um indicação de um amigo do pai, Maradona conta como é voltar ao começo de tudo, no CSU do Parque Dez. “Eu joguei aqui há muito tempo atrás, quando era moleque. O pessoal não deixava eu jogar porque eu era muito novo. Fica até o final, esperando pra jogar às vezes no final. Pra galera que não deixava eu jogar, eu digo hoje: ‘e aí, como é que fica agora? (risos)’”, diz ele, com bom humor.

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