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Feras sobre rodas: grupo de amigos luta pelo ressurgimento do bicicross no Amazonas

Associação dos Amigos do BMX do Estado do Amazonas construiu pista com recursos próprios e organiza competições da modalidade que já foi referência do esporte no Brasil 19/11/2015 às 23:17
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Amigos do BMX organiza competições e mantém vivo o bicicross no Amazonas
Denir Simplício Manaus (AM)

O ressurgimento do bicicross Amazonense. Assim podemos chamar o movimento promovido pela Associação dos Amigos do BMX do Estado do Amazonas. Referência no Brasil nos anos 2000, quando pilotos amazonenses voavam nos circuitos de bicicross pelo País, a modalidade simplesmente caiu no esquecimento por quase dez anos no Amazonas. No Entanto, desde o início deste ano os fãs das bikes tem um motivo para aquecer as pernas e voar alto nas rampas.

Literalmente pedalando com as próprias pernas, um grupo de ex-campeões do bicicross se reuniu e construiu o Circuito Amazonas de BMX Race, no Conjunto Nova Cidade, próximo ao Igarapé do Passarinho, e lá organiza competições onde mantém viva a modalidade que já reinou nas pistas do Brasil.

Bicicross baré vivo

Sem pistas na capital desde que o circuito do Portal da Cidade foi desativado em 2007, os pilotos manauaras competiam em circuitos alternativos, como em Autazes, Rio Preto da Eva, Presidente Figueiredo e até em campeonatos interestaduais como em Roraima, na capital Boa Vista e em Caroebe.

Atualmente os Amigos do BMX realizam duas competições: o Amazonense de Bicicross e outro paralelo que leva o nome da associação. “Nosso intuito é manter o bicicross vivo no Amazonas. Construímos a pista com recursos próprios, tirando do próprio bolso e com apoio da comunidade, que cedeu o terreno”, disse Fábio Pesca, 31, vice-presidente e um dos fundadores da Associação.


Fábio, que é bicampeão estadual  de bicicross nos anos de 2006 e 2007, também participa das competições e lidera sua categoria no circuito. Em falar em competição, a quinta e última etapa do Amazonense de Bicicross acontece no próximo dia 12 de dezembro e terá disputas nas dez categorias, que são divididas por idade e por sexo. Isso mesmo, as mulheres também encaram as rampas com a mesma coragem e técnica dos homens.

Ozaias Mello, o Ceará do Bicicross, um dos incentivadores da modalidade no Estado, sonha alto e quer que o bicicross amazonense volte a brilhar nacionalmente. “A gente luta para que o esporte em nossa cidade volte ao que era antes. Agora estamos na luta para que o esporte continue, porque em o Brasil têm pistas onde acontecem eventos e o bicicross está em total evolução e nós lutamos para que Manaus entre para o cenário nacional e internacional”, comentou.


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