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Fifa apresenta denúncia criminal sobre corrupção na escolha das sedes das Copas da Rússia e Catar

Após declarar que não existia base para a reabertura do polêmico processo de escolha das sedes, Joseph Blatter volta atrás e aceita a recomendação do juiz de ética Eckert 18/11/2014 às 15:16
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Joseph Blatter aceitou as denúncias de corrupção nas escolhas das sedes das Copas da Rússia e do Catar.
Reuters Zurique (Suíça)

 

A Fifa apresentou nesta terça-feira (18) denúncia criminal na Justiça da Suíça sobre a "possível conduta imprópria de indivíduos" envolvendo o processo de escolha das sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022. 

Na última quinta-feira (6), a Fifa havia afirmado que não existia base para reabrir o polêmico processo de definição das sedes, após a conclusão de um aguardado relatório compilado pelo presidente da câmara de investigação do Comitê de Ética da Fifa, Michael Garcia.

No entanto, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, confirmou nesta terça-feira que, por recomendação do juiz de ética da Fifa, Hans-Joachim Eckert, era "sua obrigação" apresentar a denúncia.

Garcia, ex-promotor nos Estados Unidos, disse na semana passada que a Fifa havia interpretado mal suas descobertas, o que levou a federação a uma nova crise após seguidas polêmicas sobre a escolha da Rússia e do Catar para receber os dois próximos Mundiais de futebol.

Eckert declarou na semana passada que as condutas impróprias reveladas por Garcia eram insuficientes para se realizar um novo processo de escolha das sedes.

Respondendo a perguntas no site da própria da Fifa, Blatter disse nesta terça: "Apresentei as denúncias criminais sob a recomendação do juiz Eckert. Não posso, no entanto, comentar sobre qualquer delito criminal. Não sou advogado. Eu também não fui o destinatário do relatório de investigação, o qual eu nunca vi. Porém, diante da recomendação do juiz Eckert, era minha obrigação -como presidente da Fifa- apresentar a denúncia".

Blatter rejeitou os pedidos para que a Fifa torne público o relatório de Garcia, e disse que a federação internacional não tem autoridade para tomar essa decisão.

"Se a Fifa publicasse o relatório, estaria violando as leis da nossa própria associação e também o estado de direito", disse o dirigente suíço.

Um comunicado da Fifa sobre as denúncias informou que parece haver "motivos para suspeitar que, em casos isolados, houve transferências internacionais de ativos com conexões com a Suíça, que merecem ser examinadas por autoridades criminais penais".

A Fifa afirmou que o relatório sobre o processo de escolha das sedes compilado por Garcia será disponibilizado à procuradoria-geral da Suíça por meio do juiz Eckert.


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