Terça-feira, 28 de Janeiro de 2020
Craque

Fim do Amazonense deixa jogadores e comissão técnica desempregados

Quem não conseguir emprego nas divisões maiores do futebol brasileiro terá de procurar clube fora do Amazonas para se manter no futebol



1.gif Lacraia ainda nao tem propostas par jogar após a final, mas tem contrato com o Fast
24/05/2012 às 19:52

Como a maioria do dos jogadores que atuam no Campeonato Amazonense tem contrato somente até o fim da competição, após a final deste sábado entre Fast Clube e Nacional, pelo menos 60 pessoas ficarão sem emprego.

Número esse contabilizado por baixo, já considerando que alguns desses jogadores vão se empregar em outro clube, como é o caso do goleiro Nailson, do Fast, que já acertou as bases salariais com o Penarol para a disputa da Série D.



Nailson perdeu vaga no Fast para o goleiro Preto, mas vai para o Penarol com status de titular, pois o goleiro Rascifran deixou Itacoatiara para jogar no futebol paraense. Aliás, o futebol do paraense deve abrigar boa parte dos jogadores que saíram de Manaus. Somente no São Raimundo, seis jogadores eram do Pará e já retornaram.

A procura por jogadores que estão atuando pelo Fast e Nacional é grande. Além de Santiago, que tem contrato praticamente acertado com o Penarol, Leonardo e Charles também se apresentar ao Leão na segunda-feira.

No Fast, a proporção de debandada para o Penarol deve ser a mesma. Joyner, Michel e Fábio Gomes são vistos como reforços em potencial para defender o clube do interior na Série D.

Mesmo com a segunda divisão do Pará e o Penarol acolhendo alguns dos jogadores que hoje estão nas duas equipes que decidem o Amazonense, a maioria deve ficar desempregada.

“A gente procura entrar e contado com os clubes de fora, porque muitos estados têm a segunda divisão no segundo semestre e, é nesse momento que arrumamos emprego”, disse o meia Carlinhos, do Fast Clube.

Além dos jogadores, cada clube tem uma comissão técnica, com técnico, preparador físico, treinador de goleiros, auxiliar técnico, massagista, mordomo e pessoal de apoio.

O técnico Aderbal Lana, apesar de ser goiano, já fixou residência em Manaus e diz que sai de Manaus somente com uma boa proposta, pois prefere ficar ao lado da família.

“Hoje é difícil você achar um clube que tenha um bom projeto e que lhe pague em dia. Prefiro ficar aqui do que ficar dando cabeçada por ai”, disse Aderbal Lana.

A esperança de muitos que trabalham no futebol é a segunda divisão mas nesse ano, ao que tudo indica, o Amazonas não vai ter divisão de acesso, pois, somente quatro clubes estão aptos, mas nem todos pretendem disputar, como é o caso do Sul América, que avisou que pretende continuar fora do Amazonense.


Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.