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Flamengo e Vasco ‘dividem’ família que mora no bairro Aleixo

Mais precisamente no conjunto Jardim Paulista, moradores de uma família dão exemplo de civilidade e bom senso ao defender as cores dos seus clubes 19/08/2015 às 15:21
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Família do bombeiro flamenguista Saint Clair de Pádua convive tranquilamente com a rivalidade em casa. Que vença o melhor!
Paulo André Nunes Manaus (AM)

Quando Vasco e Flamengo entrarem em campo logo mais à noite para o primeiro jogo das oitavas de final da Copa do Brasil, a rivalidade centenária vai aflorar pelos quatro cantos do Brasil, incluindo uma série de gozações e brincadeiras entre ambas as torcidas.

Aqui em Manaus - onde esta rivalidade é sentida à flor da pele - mais precisamente no conjunto Jardim Paulista, moradores de uma família dão exemplo de civilidade e bom senso ao defender as cores dos seus clubes. E com um diferencial: um neto e sua avó vascaínos “batem de frente”, na paz, com o pai, a madrasta e o irmão que são rubro-negros.

Sargento do Corpo de Bombeiros, Saint Clair de Pádua, 39, é flamenguista e conta com a torcida da esposa Viviane de Araújo, que é dona de casa. Além deles, o filho Calebe Fonseca, de apenas 3 anos de idade também “engrossa” a torcida Rubro-Negra em casa.

Por outro lado, seu filho mais velho, Lucas, torce para o cruzmaltino e conta com o apoio da avó, que é mãe de Sain Clair, a aposentada Dilce Alves da Fonseca, 71. “Na hora do jogo os vascaínos se escondem e só aparecem se fizerem gols. Agora, a zoação de ambas as partes com o time que é derrotado só vem no dia seguinte.

Aí é que acontece a tiração de sarro”, alfineta o sorridente bombeiro Saint Clair, “colocando fogo” na rivalidade centenária. “Mas é importante frisar que a veia esportiva sempre prevalece”, completa o torcedor. Ele também fez uma breve análise sobre a a situação do time em outra competição, o Brasileirão.

“Acho que falta sorte ao Flamengo tanto no Brasileiro quanto na Copa do Brasil. Mas o Ederson chegou e a tendência é que o time suba de produção”, ressalta Saint Clair, apostando em um sonoro 5 a 0 para o Mengão no jogo de hoje no Maracanã.

Esperança

Ao lado, o vascaíno Lucas acompanha os comentários do pai e sorri timidamente, sem concordar, claro. Na sua opinião, o jogo de hoje é importante, claro, pois é sempre bom derrotar o arquirrival.

Mas, para Lucas, o mais importante no ano é que o Vasco consiga vencer a batalha para não ser rebaixado mais uma vez no Brasileirão.

“É claro que eu quero que o Vascão ganhe, mas sei que nesse momento o nosso adversário é favorito. Acho que vai dar um empate na primeira partida e o Fla vence a segunda. Está faltando tudo ao Vasco. Um dos problemas é esse troca-troca de treinadores durante a competição. Além disso, os jogadores são incompetentes, falta sorte e ainda tem o Eurico na presidência.

A prioridade é não cair de novo”, analisa o jovem, estudante do 9º ano do ensino Fundamental e que é meia-atacante da escolinha de futebol do projeto “Futuro do Aleixo”, do bairro de mesmo nome, na zona Centro-Sul de Manaus.

Apesar da avó Dilce ser vascaína, não foi com ela que Lucas aprendeu a gostar do Vascão, e sim com a sua mãe biológica, que se chama Luciana Pereira. Já a sua madrasta, Viviane de Araújo, prefere torcer pelo Mengo ficando alheia à rivalidade.

O pai de Saint Clair – Moisés Ramos de Oliveira, já-falecido – não torcia por nenhum clube. Já Dona Dilce não se faz de rogada e arrisca que o Bacalhau vai derrotar o tradicional rival no Maraca. “Apesar do Vasco só estar nos dando tristeza atualmente, acho que do fundo do coração vamos ganhar por 2 a 1”, comenta a simpática vascaína.

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