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Flaviano Limongi é considerado um dos nomes mais influentes da história do futebol amazonense

Na condição de jornalista, ele foi pioneiro das transmissões de rádio no antigo estádio Parque Amazonense e se fez conhecido pela crônica esportiva e o colunismo de jornal impresso 15/04/2013 às 17:35
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No coração da floresta : Como dirigente, Flaviano Limongi deixou a sua maior marca na história do Amazonas
Paulo Ricardo Manaus

Mas foi como cartola que Limongi ganhou notoriedade: foi o fundador da Federação Amazonense de Futebol (FAF), vinculada à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), após cisão na Federação Amazonense de Desporto (Fada), braço local da Confederação Brasileira de Desporto (CBD). Limongi defendia que o futebol tivesse uma gestão à parte de outras modalidades esportivas, uma vez que CBD e Fada juntavam tudo numa só gestão. Foi quando em 1966, o jornalista capitaneou o processo de fundação da FAF, aglutinando forças influentes da área esportiva e política, ao mesmo tempo em que João Havelange cruzava o País na busca por apoio para o comando da CBF.

Limongi também foi um dos líderes do movimento em prol da construção do estádio Vivaldo Lima, o Vivaldão, inaugurado em 1970. Deu tão certo que o Vivaldão passou a ser um dos principais estádios do Brasil, recebendo a denominação “Colosso do Norte”. Também ajudou o Nacional a entrar na elite do futebol brasileiro da época, vencendo clubes do peso de Atlético Mineiro, Corinthians e Portuguesa no Brasileiro, além de trazer para Manaus a Minicopa de 1972, com seleções do porte da Bolívia, Paraguai, Peru, e a hoje extinta Iugoslávia.

“O Limongi conseguiu levar o Nacional a fazer um amistoso com o Grêmio Maringá, no Maracanã, no dia 24 de agosto de 1969. O Nacional ganhou por 1 a 0 e passou ser conhecido no Brasil inteiro como força do Norte. A chegada foi triunfante no aeroporto Ponta Pelada, com direito a desfile em carro dos Bombeiros”, detalha o jornalista, escritor e procurador de justiça, Nicolau Libório, 64, autor dos livros “Memórias do Esporte Amazonense” (2009) e “Lembranças do futebol e do rádio amazonense (2013), obras que citam Limongi como liderança ativa da era considerada de ouro do futebol local.

“A verdade é que ainda não se deu o reconhecimento geral que o Limongi merece. Escrevi dois livros do gênero e eu o cito como líder ativo de uma época em que o futebol local era empolgante. Procurei resgatar esse fato. Ele foi uma das figuras mais influentes do futebol na época, deixando um legado para o futebol amazonense”, complementa o procurador. 

Articulado

Diante de tantos feitos na área esportiva, Limongi passou a ter dentre outros trunfos influência política durante o tempo de comando da FAF, o que possibilitou articulação em nível nacional com a cúpula da CBF. “O Limongi era muito amigo do então governador Danilo Areosa (1967/1971) e bastante articulado como dirigente da FAF. Ele trouxe a Manaus o presidente da Fifa na época, Stanley Rous, e o presidente da CBF, João Havelange, para  amistosos da Seleção Brasileira. Foi uma grande prova de prestígio do Limongi”, destacou Libório.

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