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Esportes
Entrevista

Fofão fala sobre as chances do Brasil nas Olimpíadas do Rio 2016

Ex-levantadora da seleção brasileira, Fofão contou com exclusividade sobre as medalhas que conquistou e as chances do vôlei feminino na conquista do tri 25/07/2016 às 09:28 - Atualizado em 25/07/2016 às 09:29
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Fofão é considerada uma das melhores jogadoras de vôlei da história (Foto: Reprodução)
Thaissa Cordeiro Manaus (AM)

Hélia Rogério de Souza Pinto você não conhece, mas Fofão, com certeza, sim. A ex-jogadora de vôlei iniciou a paixão pelo esporte ainda na escola, mas a paulista só encarou a modalidade “pra valer” quando tinha apenas 13 anos. Quando se fala em vôlei feminino, o nome de Fofão é sempre lembrado. Não é pra menos, a ex-levantadora da seleção brasileira participou de cinco Olimpíadas, de Barcelona em 1992 a Pequim em 2008, e conquistou três medalhas no maior evento esportivo do mundo, sendo o ouro em Pequim.

Considerada uma das melhores jogadoras da história do vôlei, Fofão que defendeu as cores da seleção brasileira por duas décadas, fala com exclusividade para mais um capítulo da série “Minha Medalha” sobre as medalhas que conquistou com a equipe canarinho e as chances do Brasil nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016.


Fofão conquistou três medalhas em Jogos Olímpicos com a seleção de vôlei (Foto: Reprodução)

Foram cinco Jogos Olímpicos e três medalhas, você tem uma preferida?
Todas foram especiais, pela história, pelo momento muito especial, pelo grupo diferente, mas acho que a última por ter sido campeã olímpica foi a que me marcou mais, foi o momento mais especial pra mim.

Qual foi o seu sentimento no momento em que recebeu o ouro?
É um momento que a gente treina tanto, se prepara tanto, a gente nunca sabe o que vai acontecer,  e eu sempre tive muita expectativa de subir no pódio, saber como era essa emoção, e as duas vezes que nós fomos medalha de bronze, foi uma coisa maravilhosa, foi uma felicidade muito grande, mas quando eu subi como campeã olímpica veio tudo na minha cabeça, uma mistura de emoção muito grande, você chora, você ri, eu busquei a minha vida inteira aquele lugar e aquele momento, então não tenho uma palavra só, você não consegue descrever, é muita felicidade junta.

E valeu a pena?
Valeu a pena, sim, porque primeiro é uma entrega, é uma dedicação que nós temos abrir mão de tudo, colocar o esporte como a coisa mais importante da vida, a nossa vida é motivada por conquistas, temos sempre que estar nos recuperando, a nossa vida é uma superação diária, então todo seu esforço vale a pena. Eu faria tudo de novo, e não me arrependo, a emoção que a gente sente quando conquistamos uma coisa, vale por muitas coisas, ter uma medalha de ouro no peito não tem preço.

Sua vida mudou após o tão sonhado ouro? 
Mudou muito, nossa, a gente era muito cobrada por nunca termos ganhado um ouro olímpico, era sempre criticado por sempre chegar na hora e não conseguir, o vôlei hoje em dia é mais assistido, o primeiro ouro modificou um pouco história do voleibol feminino no Brasil, as pessoas começaram a observar mais, a gostar mais, devido a esse tipo de ciclo, que finalmente chegou, após buscar tanto.

Você tem algum jogo inesquecível com a camisa do Brasil? 
A final olímpica. Estávamos a um passo de conquistar o nosso tão sonhado ouro olímpico, ali íamos conseguir uma história, aquele jogo iria definir o que realmente era o voleibol feminino. A pressão era muito grande, a nossa cobrança, cada uma tinha uma cobrança diferente, e vê como o time jogou, a tranquilidade das jogadoras, pra mim esse jogo ficou muito marcado.

Foi difícil se aposentar depois de 20 anos na seleção?
Eu sabia que seria minha última Olimpíada, terminei fazendo minha despedida em Fortaleza, foi uma decisão muito tranquila de ser tomada, se eu soubesse que fecharia minha participação com a medalha de ouro (risos)…

Você acredita no tricampeonato das meninas no Rio de Janeiro?
O Brasil tem uma chance muito grande, são jogadoras bicampeãs olímpicas, já é uma vantagem nesse sentido. Eu acho que isso tem que ser levado como uma vantagem positiva, a experiência. O mais importante pra elas conquistarem o título é a postura, se dedicarem, tem que lutar muito, eu tenho certeza que elas vão conquistar.

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