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Esportes
Seleção e torcida

"Foi um ato de carinho", diz Paulinho sobre a invasão da torcida no treino

Paulinho e Alison falaram sobre a relação com a torcida e dizem que os bons resultados devem gerar uma lua de mel entre o brasileiro e a seleção 03/09/2016 às 21:25
Show paulinho
Paulinho disse que só pediu calma aos torcedores, mas que gesto de carinho foi tranquilo / Foto; CBF
Camila Leonel Manaus (AM)

Desde que chegou a Manaus, a seleção brasileira foi muito assediada pela torcida local. Além dos torcedores que ficaram na porta no hotel, onde os jogadores estão hospedados, 15 mil torcedores compareceram ao treino aberto da seleção, justamente numa fase onde o Brasil busca voltar a ter bons momentos com o brasileiro. E a empolgação foi tão grande, que chegou a extrapolar no treino, quando cerca de 20 torcedores invadiram o gramado. Perguntado o que achou do episódio, Paulinho, que foi um dos primeiros a ser abraçado, disse que viu o gesto  como um ato de carinho.

“Acho que é o carinho que existe do torcedor para com os jogadores. Eu só pedi para ter um pouquinho de calma ali para não acontecer nada”, disse. Perguntado se ele se assustou com os torcedores entrando em campo, ele foi direto: “não, tranquilo”.

E a proximidade tão valorizada se deve à bronca da torcida com a seleção nos últimos anos. E Paulinho conta que se o time conseguir bons resultaos, essa relação vai fluir naturalmente.

“Nós jogadores observamos o gesto dos torcedores e eu acho que, para haver isso, esse carinho do torcedor conosco e o nosso com o povo brasileiro , é que nós fazemos um bom trabalho dentro de campo. Acho que uma coisa vai puxando a outra. Acho que a gente sabe, respeitamos o torcedor e tenho certeza que o torcedor também tem um carinho muito grande por nós. Com o resultado aparecendo, as coisas vão acontecendo naturalmente. As coisas vão fluindo de uma forma fácil”, disse.

Para cada torcedor que entrou no estádio, um quilo de alimento não perecível foi trocado por ingresso para o treino. No total, 15 toneladasde alimentos foram arrecadadas e serão doadas para instituições de caridade.

 “Eu não sabia dessa doação de 15 toneladas. A gente fica muto feliz porque o jogador tem uma alma e um coração solidário e a gente fica feliz quando incentiva e leva o torcedor a fazer esse gesto, que é importante”, disse o goleiro Alison.

Alisson festejou a folga em Manaus e disse que conheceu o Encontro das Águas / Foto: Aguilar Abecassis

O arqueiro da seleção também falou sobre o passeio que deu pela cidade na sexta feira. O jogador conheceu o famoso Encontro das Águas e comentou sobre o passeio.

“Teve um dia de folga e a gente conseguiu dar uma descansada, dar uma passeada, uma espairecida, o que é importante. Viemos de um jogo duro, fizemos um bom trabalho e isso foi uma recompensa para gente e isso faz parte do futebol, o descanso. Eu conheci o famoso Encontro das Águas, o encontro do Rio Negro com o Solimões. É muito bonito”, disse.

E não foi apenas Paulinho que viu a invasão como um carinho do torcedor para com seus jogadores. A CBF também viu assim, de acordo com o titular da Secretaria de Estado de Juventude, Esporte e Lazer, Fabrício Lima. Porém, ele disse que a entidade espera que o “afago” não se repita e para isso, a segurança, contratada pela CBF, deverá ser reforçada.

“A CBF interpretou como carinho da população. Agora é trabalhar para que não aconteça de novo, principalmente no jogo. Foi tirado como incidente normal, é segurança privada, contratada pela CBF. Os adolescentes (que invadiram o campo) foram encaminhados para o juizado, os adultos foram para delegacia. Foram 20 pessoas, mas graças a Deus não foi nada grave”, disse.

Lima também fez um apelo à população para evitar atos como esse, que podem prejudicar a seleção e até a realização de mais eventos como este na cidade.

“Só pedir pra população entender que isso pode prejudicar a Arena, a seleção. Tivemos que reforçar a segurança, alguns não conseguiram entrar porque se machucaram, porque pularam de uma altura muito alta. O carinho das pessoas é muito grande, mas temos que entender que  não podemos entrar no campo”

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