Terça-feira, 23 de Julho de 2019
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‘Foi vítima’, afirmam advogados de Adriano no caso de envolvimento com o tráfico

Defensores do atacante divulgaram nota afirmando que o jogador jamais se envolveu com traficantes e acusa MP de abuso acusatório 



1.jpg Segundo advogados de Adriano, o jogador foi vítima, e nunca se envolveu com o tráfico de drogas.
06/11/2014 às 12:00

Os advogados do jogador de futebol Adriano negaram, nesta quarta-feira (5), que o atleta tenha ligações com o tráfico de drogas, conforme denunciou na última terça-feira (4) à Justiça o Ministério Público (MP). Em nota distribuída à imprensa, Raphael Mattos e Ary Bergher frisaram que a denúncia do MP "não encontra respaldo legal e probatório no inquérito policial".

A nota explica que os fatos são referentes à compra, em 2008, de duas motos de alta cilindrada. Salienta que uma delas acabou com um traficante de drogas da Vila Cruzeiro, na zona norte do Rio, ao lado do Complexo do Alemão, comunidade onde Adriano cresceu.

De acordo com a denúncia, uma das motos teria sido colocada em nome da mãe do traficante e utilizada para o tráfico de drogas na região. “As motocicletas foram levadas para o interior do complexo de favelas da Vila Cruzeiro (…), servindo às atividades da organização criminosa, que eram voltadas para o tráfico de entorpecentes e crimes afins.”

Para os advogados, o jogador não foi indiciado na investigação, “havendo claro excesso acusatório”. Segundo eles, o atleta “foi vítima, em razão da venda da moto que lhe pertencia, por terceira pessoa, sem sua autorização e consentimento e com uso de sua assinatura falsificada”.

Mattos e Bergher discordaram do pedido de apreensão do passaporte de Adriano. “Trata-se de pleito descabido, sem qualquer fundamento idôneo e que busca violar seu direito constitucional ao trabalho.” Até ontem, Adriano estava na França, onde negocia com o Le Havre, clube da segunda divisão francesa. Os advogados acreditam que a acusação será rejeitada pela Justiça.

Procurado para comentar a denúncia, o MP designou um dos autores da peça, o promotor Homero das Neves Freitas Filho, para informar o motivo da denúncia à Justiça seis anos após o fato. O promotor não respondeu o e-mail enviado pela reportagem.

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