Quarta-feira, 26 de Junho de 2019
Craque

Fórmula 1: emoções intensas no GP de Interlagos

Alemão Sebastian Vettel venceu o GP Brasil, bateu mais um recorde e viu Webber deixar a F-1, além da despedida de Felipe Massa da Ferrari



1.jpg Vettel mais um vez dominou em dia de despedidas de Massa e Webber
25/11/2013 às 10:05

Sebastian Vettel fechou com chave de ouro uma temporada praticamente perfeita na Fórmula 1. Campeão antecipado, o piloto alemão da Red Bull ganhou o GP do Brasil, neste domingo (24), no circuito de Interlagos, em São Paulo, e encerrou o campeonato com nove vitórias seguidas, um novo recorde para sua brilhante e precoce carreira. O brasileiro Felipe Massa, em sua despedida na Ferrari, sofreu uma punição durante a prova e terminou em sétimo lugar.

Com o resultado em Interlagos, Vettel atingiu a maior sequência de vitórias na história da Fórmula 1, chegando ao mesmo número de nove que o italiano Alberto Ascari conseguiu entre 1952 e 1953. Além disso, ganhou 13 das 19 etapas de 2013, igualando o recorde do também alemão Michael Schumacher, de 2004, como o maior vencedor em uma única temporada da categoria.

O título do campeonato, seu quarto consecutivo, já tinha sido assegurado no GP da Índia, no dia 27 de outubro. Mesmo assim, Vettel manteve o ritmo nas três etapas restantes, ganhando todas No final, o piloto alemão de apenas 26 anos terminou a temporada com 397 pontos, com enorme vantagem sobre o segundo colocado, o espanhol Fernando Alonso (Ferrari), que fez 242.

Alonso conseguiu o terceiro lugar em Interlagos, mas já tinha assegurado o vice-campeonato na etapa anterior, nos EUA. A segunda posição do GP do Brasil foi do australiano Mark Webber, garantindo mais uma dobradinha da equipe Red Bull em sua despedida da Fórmula 1 - aos 37 anos, ele deixa a categoria depois de 12 temporadas e vai para o Mundial de Endurance.

O dia também foi de despedida para Massa, que está deixando a Ferrari após oito temporadas - vai para a Williams em 2014. Diante da torcida brasileira, ele teve um bom começo de prova e lutava pelo pódio, mas recebeu uma punição de “drive trough” quando estava em quarto lugar, por ter passado fora do limite permitido na entrada dos boxes - após cumprir na 35ª volta, voltou na oitava colocação, prejudicando seu resultado final: sétima posição.

A punição de Massa pode ter custado o vice-campeonato de Construtores à Ferrari, o que renderia muitos milhões de doláres.

Alegria e lamentação
A despedida de Massa na Ferrari foi marcada por sentimentos. O piloto brasileiro mostrou irritação com a punição recebida durante o GP do Brasil, que, segundo ele, impediu um pódio diante da sua torcida, mas, ao mesmo tempo, ficou feliz com as demonstrações de amizade dos funcionários da equipe italiana.

“Estou com raiva com a punição que me deram”, desabafou o brasileiro, logo ao deixar o carro. Como punição, Massa foi obrigado a fazer uma passagem pelos boxes - quando estava na quarta colocação - porque passou sobre a linha que delimita a entrada dos boxes durante a corrida. A punição fez o piloto cair para oitavo.

Massa revelou que Alonso afirmara momentos, antes da corrida, que o deixaria passar caso ficasse logo à frente do brasileiro, como uma forma de homenagear o companheiro. “Não foi um acordo. Ele simplesmente veio até mim e me prometeu isso”, contou Massa.

Despedida histórica de Webber
A emoção em sua despedida na Fórmula 1 fez Mark Webber comemorar de forma inusitada ainda na pista do Autódromo de Interlagos. Após completar a prova, o australiano tirou o capacete e a balaclava durante a volta de retorno aos boxes e percorreu seus últimos metros na principal categoria do automobilismo mundial sentindo o vento no rosto e acenando para o público. O piloto da RBR ficou visivelmente emocionado com o carinho que recebeu pelo rádio da equipe, além de uma mensagem na placa dos boxes que dizia “Incrível. Obrigado, Mark”. Quando finalmente saiu do carro, jogou o capacete para os companheiros de equipe. “Fiz a minha última volta o mais lento que pude. Era um dia especial. Não estava chorando, foi apenas o efeito do vento nos olhos. Foi legal tirar o capacete e dar um toque pessoal, ver os fiscais e os fãs, e fazer eles me verem. No esporte a motor, não é tão fácil mostrar a pessoa que está por trás do volante. Isso é possível em vários esportes, mas na F-1 há sempre o capacete. O único momento que você está sem capacete é no pódio. Portanto foi legal voltar aos boxes sem ele. Os fiscais ficaram meio preocupados. Estava muito barulho também”, disse.

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