Domingo, 15 de Dezembro de 2019
Craque

Garantidos: mais sete nadadores brasileiros garantem presença nas Olimpíadas do Rio

Na seletiva que acontece em Palhoça, Santa Catarina, outros sete índices olímpicos foram alcançados pelos atletas da natação brasileira 



1.jpg João de Lucca garantiu vaga nos 200 metros livres na seletiva em Palhoça, Santa Catarina
17/12/2015 às 16:30

A quinta-feira (17) rendeu mais sete índices olímpicos para nadadores brasileiros na primeira seletiva da modalidade para os Jogos Rio 2016. Em Palhoça-SC, Nicolas Oliveira e João de Lucca (200m livre), Guilherme Guido (100m costas), Marcelo Macedo, Henrique Martins e Nicholas Santos (100m borboleta), e Joana Maranhão (400m medley) conseguiram a marca exigida para participar dos Jogos no ano que vem.

Aos 28 anos de idade, Joanna Maranhão caminha para participar de sua quarta edição dos Jogos. Ela nadou os 400m medley em 4min40s78, um centésimo abaixo do índice para o Rio 2016.



“Eu amo essa prova de um jeito que não sei explicar.  Eu posso até ficar um pouco nervosa no começo, mas quando estou atrás do bloco eu sinto uma felicidade imensa. Estar feliz assim e conquistar minha quarta olimpíada é muito bom”, festejou Joanna.

Nos 100m borboleta, o equilíbrio e o alto nível marcaram a prova. Tanto que três atletas nadaram abaixo do índice para os Jogos Olímpicos. Marcos Macedo e Henrique Martins fizeram 52s17 e 52s25, respectivamente, enquanto Nicholas registrou 52s31. Como o país só pode ter dois atletas na mesma prova, as vagas só devem ser definidas de fato na última seletiva olímpica, em 2016, no Troféu Maria Lenk.

“Eu queria um tempo mais baixo. Nadar pra 52s hoje em dia, na realidade do nado borboleta, está fora. Quem quer pegar uma final olímpica tem que nadar pra 51 segundos médio. E eu queria fazer 51 alto aqui. De qualquer forma, o resultado foi bom e é o primeiro passo para as Olimpíadas. Acho que vem mais gente com índice, pois na minha opinião os 100m borboleta é a prova mais indefinida, a que tem mais atletas brigando realmente pela vaga. Então não há nada definido e tem que ser bem melhor à tarde”, admitiu Macedo.

A situação de Guilherme Guido nos 100m costas é oposta. Com o tempo de 53s41, quase um segundo abaixo do índice (54s36), o nadador acredita que tenha encaminhado sua classificação para os Jogos Olímpicos. “O tempo é forte e acho que deu pra me garantir uma vaga. À tarde quero garantir o título e ano que vem quero me dedicar mais aos 200m costas e conquistar a vaga olímpica no Troféu Maria Lenk”, projetou Guido.

Outra prova que rendeu mais de um atleta com índice foi a dos 200m livre. Nicolas Oliveira e João de Lucca superaram o tempo de 1min47s97 necessário. Nicolas nadou a distância em 1min47s09, enquanto João fez 1min47s81. Para Nicolas, o tempo serviu como alívio após um ano de resultados aquém do esperado.

“Acho que ainda tenho muito a dar nesta prova, mas foi um passo a mais, já que não nadei bem no Pan nem no Mundial de Kazan. Ainda não estou satisfeito, pois tenho um número mais baixo na cabeça e tenho certeza que vou fazê-lo”, avaliou o nadador.

Além dos classificados, outros nadadores brasileiros chegaram muito perto do índice para o Rio 2016. Foi o caso de Etiene Medeiros nos 100m costas. Ela nadou em 1min00s31, apenas seis centésimos acima do índice. Daynara de Paula (58s87 e Daniene Dias (58s93) também chegaram perto dos 58s74 necessários nos 100m borboleta. Já Manuela Lyrio nadou os 200m livre em 1min59s24, bateu o recorde da competição, mas não superou o índice de 2min00s15.



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