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Esportes
CASO SERUDO E BAREZINHO

Manaus FC. vive inferno astral com condenações na Justiça Desportiva

A condenação da presidente, Patrícia Serudo foi pega de surpresa, mas o imbróglio vem se arrastando desde junho com a exclusão do Barezinho 15/07/2016 às 10:54 - Atualizado em 15/07/2016 às 14:06
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Patrícia Serudo foi condenada a quase um ano longe do comando. (Foto: Emanuel Siqueira / Manaus F.C)
Denir Simplício Manaus (AM)

Na última terça-feira (12), o Tribunal de Justiça Desportiva do Amazonas (TJD/AM) julgou e puniu com pena de 360 dias de suspensão a presidente do Manaus FC, Patrícia Serudo. A condenação pegou o Gavião do Norte de surpresa, mas o imbróglio vem se arrastando desde o mês passado, quando a equipe foi excluída do Barezinho.

No dia 17 de junho passado, Manaus FC e Sul América foram julgados e punidos pelo TJD com a exclusão do Barezinho 2016, ambos sob a mesma acusação: escalação irregular de atleta. Segundo o Tribunal, na partida contra o Sulão disputada no dia 15 de maio, a direção do Verdão entregou à arbitragem a relação de atletas com o nome de Wesley Wilker de Lima Borges, o Napão, que estava suspenso. Acontece que o atacante não foi relacionado pelo técnico Igor Cearense para a partida. Mesmo assim seu nome constava na lista e entre os titulares. Revisando a relação se percebeu que a lista entregue é idêntica a do jogo contra o Iranduba, no dia 30 de abril, inclusive com o mesmo cabeçalho, indicando o confronto com o Hulk.

No dia 20 de junho, a presidente do Manaus FC protocolou junto à Federação Amazonense de Futebol (FAF) um documento contendo uma nova relação de atletas. A ação acarretou nova denúncia junto ao TJD, que entendeu que a dirigente tentou atribuir a culpa do erro à arbitragem ou a FAF, como explica Marcia Fabíolla Ferreira, auditora-relatora da 2ª Comissão Disciplinar do TJD.

“A pena foi por causa da tentativa de troca de documento que ela entregou, querendo imputar a responsabilidade ao árbitro e a pessoa que publica a escalação dos jogadores no site da FAF. Mas, infelizmente não é competência deles (dirigentes do Manaus FC) trocar  ou  ter acesso à lista de jogadores e sim, quem entrega a relação, que são os responsáveis pelo clube, no caso ela como presidente ou qualquer outra pessoa responsável pelo clube”, disse a relatora.

Serudo na dúvida sobre recurso

Patrícia Serudo tem mandato como presidente do Manaus FC até agosto de 2017, quase o mesmo período da punição imposta pelo TJD. Mesmo cabendo recurso, a dirigente está propensa a não enfrentar o Tribunal mais uma vez.

“Como foi em primeira instância, cabe recurso. Mas apresentar um recurso pra ser julgado pelo mesmo grupo no TJD...  acredito que não vai dar em nada”, pontuou Serudo, explicando que não vai abandonar o futebol por conta da condenação junto ao Tribunal. “Na verdade não abandonei o futebol, me afastaram do futebol. Não foi uma iniciativa minha abandonar”, disse a dirigente, que tem até hoje para apresentar recurso no TJD.

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