Sexta-feira, 03 de Abril de 2020
BASQUETE

Gerente da unidade Manaus da NBA Basketball School fala sobre a novidade

Adriano Pinheiro foi o responsável por trazer a metodologia da liga norte-americana para Manaus. As aulas iniciam no dia 29 de fevereiro, no Clube da Caixa



WhatsApp_Image_2020-02-21_at_18.37.52_85A77C23-97D4-4F90-8FAF-B8784065E92D.jpeg Na foto, Adriano Pinheiro (centro) e os professores George Froes e Victorio Cestaro. Foto: Divulgação
23/02/2020 às 11:15

Se é para aprender, que possamos ‘beber da fonte’ dos melhores. Seguindo esse lema, a escola de basquete Amazon Basketball, de Manaus, será a primeira licenciada da Região Norte do país pela NBA e vai promover o ensino de basquete a jovens de 6 a 17 anos de idade baseada na metodologia da maior liga de basquete do mundo. A aulas iniciam no dia 29 de fevereiro e as vagas serão abertas tanto para meninos quanto meninas.

Para entender melhor como foi o processo da chegada da ‘NBA Basketball School’ em Manaus, o Portal A Crítica conversou com Adriano Pinheiro, administrador de empresas que será o responsável pelo gerenciamento da escola. Ele terá o auxílio dos professores George Froes e Victorio Cestaro, que já tiveram acesso à metodologia da liga com representantes do projeto.



Primeira vez na Região Norte

Com 100 unidades ao redor do Brasil - sendo 63 na Região Sudeste do país -, a Região Norte seguia inexplorada e desconhecida para a NBA School antes do negócio ser fechado. O que deixava os colaboradores do projeto surpresos com a iniciativa de Adriano. “Eles não entendiam como alguém de Manaus havia se interessado. Ficaram surpresos com a possibilidade de ter uma franquia no Norte”, contou o administrador, que se sentia incomodado com a falta de projetos desse estilo em Manaus.

 Escola será tanto para meninos quanto para meninas. Foto: Alexandre Carvalho

“Quando vi o mapa de franqueadas, me incomodou não ter nada na Região Norte. Trazer para cá está sendo absurdamente gratificante, principalmente, porque a cidade é carente desse tipo de entretenimento. Vamos tentar subir o nível do basquete amazonense de alguma forma, contribuir”, analisou.

Metodologia 'made in' NBA

E para fazer jus à marca, os treinos precisam seguir a cartilha do projeto. Para isso, os professores George Froes e Victorio Cestaro, junto de Adriano, estiveram em São Paulo para o evento ‘Train the Trainer’ (treine o treinador), onde o consultor da NBA e colaborador da NBA School, Jeremiah Boswell, explicou a metodologia do projeto.

Trio teve acesso à metodologia da NBA School com o Jeremiah Boswell. Foto: Arquivo pessoal

“Por três dias, tivemos uma imersão sobre os detalhes da escola. Além disso, tivemos ensinamentos com o José Neto, técnico multicampeão na NBB pelo Flamengo e atualmente treinador da Seleção Feminina. Trocamos muitas informações. A gente espera passar tudo isso para os alunos”, revelou Adriano, que projeto o basquete amazonense crescendo por conta da escola para os jovens.

“Por trás do negócio de trazer a NBA School para Manaus, há o desejo de querer ajudar o esporte a se desenvolver no estado do Amazonas, poder proporcionar uma experiência diferente, trazendo a NBA para a cidade e fazendo com que o esporte mude vidas de jovens”, disse.

Revelando estrelas?

Desde o início do período de inscrições, o responsável pelo projeto em Manaus conta que muitos pais têm a curiosidade em saber se os filhos poderão chegar à NBA futuramente. Adriano diz que o foco não é a alta performance, mas que por contta do contato próximo com outras unidades da rede do Brasil, os professores estarão sempre atentos às novas joias do basquete manauara e amazonense.

O jogador Alex já treinou em uma das unidades de São Paulo. Foto: Alexandre Carvalho

“O foco do programa, a princípio, não é alta performance. A base é sempre o desenvolvimento de habilidades, o bem-estar, a diversão e o que o basquete pode trazer de benefícios para o crescimento do jovem como pessoa. Mas por estarmos no esporte, há a competição. Então também estaremos de olho nos ‘pequenos foguetes’”, citando grandes clubes do país como possíveis destinos. “A base de clubes do Brasil, como o Flamengo, por exemplo, possuem a metodologia NBA School, o que facilita no contato com outros professores do país. Mas reitero que o foco é a diversão”, completou Adriano.

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Repórter do Craque
Jornalista em formação na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e repórter do caderno de esportes Craque, de A Crítica. Manauara fã da informação e que procura aproximar o leitor de histórias – do futebol ao badminton.

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