Quarta-feira, 18 de Setembro de 2019
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Gerente de Voluntariado da Copa quer contar com participação de pessoas com deficiência

O gerente de voluntariado da Copa, Rodrigo Hermida, esteve em Manaus para divulgar o andamento das inscrições dos participantes. Até o momento, mais de 130 mil cadastrados - incluindo os voluntários que participaram da Copa das Confederações



1.jpg Condições Gerente de Voluntariado da Copa, Rodrigo Hermida (centro) assegura condições de inclusão
27/09/2013 às 08:29

O Programa de Voluntário da Copa do Mundo deve contar com a presença de pessoas com deficiência (PCD) para serem voluntárias no maior evento de futebol do mundo em 2014. O gerente de voluntariado da Copa, Rodrigo Hermida, esteve em Manaus para divulgar o andamento das inscrições dos participantes. Até o momento, mais de 130 mil cadastrados - incluindo os voluntários que participaram da Copa das Confederações - e de várias partes do mundo realizaram a inscrição para também fazer parte da festa, ao menos colaborando com seu trabalho. Serão cerca de mil voluntários atuando Manaus.

Ainda em andamento, a segunda etapa das inscrições, que se iniciou no dia nove de setembro e finaliza no dia dois de outubro pelo site da Fifa (www.pt.fifa.com/voluntarios), já tem mais de 21 mil pessoas inscritas, e a organização espera atrair voluntários com deficiência. De acordo com Rodrigo, o programa não faz nenhuma restrição quantos aos selecionados. “Não falamos somente de necessidades especiais, falamos de pessoas com condições especiais, como pessoas que tem hérnia de disco, que não podem fazer esforço e carregar coisas. Não temos nenhuma dificuldade e impedimento, pois conseguimos nos ajustar”, destacou o gestor.

Quanto à escolha definitiva dos voluntários e quantidade de pessoas com deficiência que irão atuar no mundial, Rodrigo crê que assim como na Copa das Confederações haja uma troca de experiência. “Na Copa das Confederações tivemos pessoas surdas, mudas e cadeirantes. Não existe nenhum tipo de impedimento. O mais difícil pra mim é apenas quanto às pessoas cegas; não tive nenhuma na Copa das Confederações. Achamos legal a presença das pessoas com necessidades especiais, quanto à experiência de vida, quanto ao desenvolvimento pessoal e à convivência com essas pessoas abre o olho e gera crescimento”, afirmou o gestor, que vai saber nos próximos dias a quantidade de deficientes inscritos como voluntários.

Vista como uma forma de valorização social, o presidente da Federação Paralímpico do Amazonas (FEPAM), Getulio Filho, comemorou a inclusão de pessoas deficientes como voluntários no evento que atrairá os holofotes do mundo para o Brasil em 2014. “Faço uma avaliação positiva e próxima de excelente. Temos pessoas e atletas que são estudantes, inteligentes e capacitadas, além de servir como forma de promoção social”, analisou o presidente.

Critérios

O critérios de seleção para a escolha dos participantes é baseada em perfis. Além de portadores com deficiência, candidatos que falem outros idiomas e idosos podem ser selecionados. “Na Copa das Confederações tivemos um senhor com 74 anos, um fofo, que foi uma pessoa maravilhosa. Acredito que no Mundial iremos superar essa idade, mas queremos encontrar pessoas com brilho no olho que sintam vontade de vestir a camisa e trabalhar no mundial”, disse Rodrigo Hermida.

Atendendo a pedidos do público

Para iniciar a segunda etapa de inscrições para o voluntariado, a organização atendeu a pedidos por e-mail de pessoas de várias partes do mundo. “Tivemos mais de cinco mil pessoas entre brasileiros e estrangeiros que pediram por e-mail que houvesse uma nova etapa. Seria um contra-senso em relação às pessoas não abrirmos“, frisou Rodrigo.

Até a escolha definitiva para as 27 funções entre competições, serviço de transmissão, serviço de alimentação, garagem, credenciamento e outras áreas, os cadastrados terão de passar por algumas fases. “Temos primeiro a inscrição, depois a dinâmica de grupos para quem mora no Estado, e quem é de outro país será feito por Skype. Os aprovados nessa fase todos vão para o primeiro on-line, um treinamento geral. E de janeiro a março avaliamos o melhor perfil para as vagas disponíveis”, ressaltou.

Sem citar números, Rodrigo falou que os candidatos amazonenses ainda podem se doar mais. “Manaus está num numero bom, mas entendemos que o Amazonas ainda pode dar mais”, finalizou.

Os voluntários do Brasil e de outros países receberão uniformes, alimentação, transporte ao local dos jogos, alimentação e certificado.


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