Terça-feira, 21 de Maio de 2019
FUTEBOL FEMININO

Gigante do futebol: atacante do 3B divide amor pelo esporte e trabalho na agricultura

Acostumada a cultivar a terra quando não está jogando bola, a atacante Paulinha fez brotar gols no gramado da Colina em sua estreia com a camisa do 3B. A atleta ainda quer colher mais frutos através do futebol



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Paulinha não consegue depender exclusivamente da prática esportiva. Ela trabalha como agricultora desde os 8 anos de idade (Foto: Arquivo AC)
01/04/2019 às 09:58

Paula Francinete Lima de Queiroz é mais conhecida no mundo da bola pelo diminutivo do seu nome e pelo aumentativo nível de seu futebol. Paulinha inicia mais uma temporada atuando profissionalmente, e começou com pé direito. Na primeira partida oficial defendendo o 3B, saiu do banco no intervalo e, em apenas 45 minutos, balançou as redes três vezes na vitória do time amazonense diante do Porto Velho-RO, em jogo válido pela Série A2 do Campeonato Brasileiro Feminino.

Mesmo com apenas 26 anos, Paulinha já acumula passagens pelos principais clubes femininos do Estado, mas a primeira chance surgiu após a jogadora brilhar no futebol amador. “Eu trabalhava muito na agricultura e não tinha tempo, mas sempre jogava pelada com meus amigos. Meu pai trabalha na feira Manaus Moderna e o rapaz que tem um time da feira falou para o meu pai que estava precisando de jogadoras e ele falou que tinha uma filha, que jogava. Foi aí que joguei o Peladão em Manaus e comecei a ser conhecida. Então o Olavo (Dantas, técnico do Iranduba em 2016) me convidou para jogar no Iranduba. Foi meu primeiro clube profissional”, relembrou a atacante.

O talento ficou evidente logo nos primeiros contatos. “A Paulinha chegou até a gente porque realmente estava se destacando no Peladão. O que me chamou a atenção e a atenção do Said (preparador físico), é que a Paulinha se mostrava uma jogadora muito forte fisicamente, acima da média, muito coordenada nos primeiros trabalhos e depois, quando fomos para o campo, ela se mostrou uma jogadora muito boa tecnicamente, usa os dois pés, muito boa no 1 contra 1, de muita velocidade e bom arremate. Então foi isso que chamou a atenção”, revelou Olavo.

Ainda assim, mesmo com todo o talento e paixão pelo futebol, hoje Paulinha não consegue depender exclusivamente da prática esportiva. “Eu não vivo só do futebol. Quando o campeonato termina, eu volto para minha casa, e vou trabalhar novamente na agricultura”, revelou a jogadora sobre o trabalho de agricultora que executa desde os 8 anos na comunidade Terra Nova, em Careiro da Várzea.

Para 2019, após se recuperar de cirurgia no joelho, a atacante planeja voltar a brilhar com a bolas nos pés e já planeja voos muitos mais altos para a carreira. “Eu espero sim me dedicar ao esporte. Meu sonho é ganhar muitos títulos e, quem sabe um dia, vestir a camisa amarelinha”, garantiu Paulinha e, quem tem coragem de duvidar da pequena gigante do futebol amazonense?

Artilheiras

Com a estreia brilhante no Brasileirão A2, Paulinha está empatada na artilharia da competição com Nadine, do Náutico, e Julia, do Tiradentes-PI

Meses afastada

Paulinha precisou passar por cirurgia no ano passado e ficou fora dos campos por 6 meses, antes de dar a volta por cima


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