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Goleiro Julio Cesar aposta suas fichas na Copa das Confederações

O goleirão brasileiro sabe que só boas atuações vão dar a confiança necessária para ele fechar com um clube de peso 25/06/2013 às 11:41
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O goleirão brasileiro está à espera de uma chance
Leanderson Lima Belo Horizonte

A temporada não foi das melhores para o goleiro Julio Cesar, 33. Depois da passagem gloriosa pela Inter de Milão, o titular do gol brasileiro amargou pela primeira vez na carreira um rebaixamento no modesto Queens Park Rangers, da Inglaterra. Nem nos dias mais difíceis no Flamengo, clube que o revelou, Julio passou por algo assim. E olha que no Rubro-Negro foram três temporadas brigando contra o rebaixamento. Atualmente desempregado, o goleiro brasileiro espera contar com uma vitrine e tanto para voltar a um grande clube: a Seleção Brasileira.

“Esta competição (a Copa das Confederações) é uma oportunidade para que as coisas possam melhorar para mim. Se Deus quiser, sendo campeão, vão aparecer mais clubes interessados no meu trabalho, mas no momento estou focado na Copa das Confederações e o meu futuro eu deixo na mão das pessoas que cuidam da minha carreira”, disse Julio na manhã desta segunda-feira (24).

O goleirão brasileiro confidenciou que só foi parar no Queens Park Rangers porque foi a única proposta que apareceu. Ele também nem confirma e nem nega, mas a imprensa italiana dá conta de que o próximo destino do camisa 12 deve ser a Roma, na Itália. “Retornar ao futebol italiano seria bom. Lá foi o ápice da minha carreira. E Roma é uma cidade linda. Não descarto nenhuma possibilidade”, comentou.

É, mas para conseguir um bom emprego depois da Copa das Confederações, Julio Cesar precisa fazer um bom trabalho com a camisa amarelinha, por isso, todo cuidado é pouco com o adversário da quarta-feira, o Uruguai.

“O fato de termos ganhado nos últimos encontros não quer dizer que somos favoritos. Pelo contrário, isso está engasgado neles e vai ser um jogo difícil. O Uruguai é uma seleção sul-americana que conhece a gente e não tem favorito neste jogo”.

Para Julio, o ponto mais forte da Celeste Olímpica é o trio de ataque formado Suárez, Cavani e Diego Forlán. “São três atacantes fortes e eles podem decidir a partida. Conheço bem todos, vamos ter que ter muito cuidado”, alertou.

‘Seleção das faltas’

A Seleção Brasileira ficou “osso duro de roer” nesta Copa das Confederações. Até aqui o time canarinho já marcou nada menos que 66 faltas. É o estilo Felipão de jogar, que já foi criticado por mandar seus jogadores “quebrarem” os adversários.

De acordo com Julio Cesar, o jogo mais “pegado” da Seleção Brasileira se dá porque Felipão quer evitar as jogadas de contra-ataque. “Eu vejo essas faltas como algo positivo, porque desde a entrada do Felipão, ele pediu para a gente parar a jogada dos adversários, evitando a amarração do ataque dos adversários e até aqui a gente vem obtendo sucesso”, revelou.

Três perguntas para Julio Cesar: goleiro da Seleção Brasileira

1º Você lembra quando foi a última vez que a Seleção Brasileira jogou no País tendo tanto apoio da torcida como está tendo agora?

Eu não lembro da minha última passagem pela Seleção Brasileira ter tido um apoio tão forte. Esse carinho, principalmente na hora de cantar o Hino Nacional, a gente acaba sentindo uma energia muito forte. A gente vai para o jogo super motivado. Isso pra gente é muito bom, para que a gente possa demonstrar o nosso melhor futebol.

2º A defesa da Seleção Brasileira era o setor mais crítico do time, mas de um tempo pra cá melhorou. Na sua opinião o que causou essa melhora?

É verdade que evoluímos como um todo, taticamente. Acho que isso é devido às três semanas de trabalho intensivo que fizemos. O fato de ter tomado dois gols (no jogo contra a Itália) não prejudicou esse trabalho porque tomamos gols na hora que poderíamos tomar, com a equipe já classificada.

3º O time já está concentrado há um mês, praticamente... O que vocês fazem para passar o tempo?

Na concentração tem televisão, computador, videogame. Não tem mais baralho. Na minha época rolava um baralhozinho (risos), mas hoje o negócio é sempre alguém conectado na Internet, falando com alguém. Isso faz parte da evolução.

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