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Goleiro Raisci fala sobre campanha do Princesa e vontade de ser campeão

Invicto em jogos contra o Naça desde 2015, Raisci busca o maior desafio de sua carreira frente ao Princesa: chegar à final do Barezão e conquistar o título 24/05/2017 às 05:00
Show raisci
Esta é a quarta temporada do arqueiro Raisci no Princesa do Solimões (Foto: Evandro Seixas)
Camila Leonel Manaus (AM)

Uma das maiores rivalidades recentes do futebol baré, Princesa e Nacional, se encontram às 16h, no Gilbertão para o primeiro jogo das semifinais e se teve um jogador que viu essa rivalidade crescer foi o goleiro Raisci.

Há quatro temporadas no Princesa, o arqueiro chegou, viveu momentos bons como a sequência de cinco jogos sem perder do rival. A última derrota foi em 20 de junho de 2015 no segundo jogo da final do Barezão. Depois deste jogo, foram cinco jogos: quatro vitórias do Tubarão e um empate. Entre os triunfos, vitória na semifinal do ano passado por 2 a 0 sobre o Nacional e vaga nas finais. “Todos os jogos aumentam a rivalidade e a gente sabe que o Nacional tem uma grande equipe. Estamos invictos contra eles há cinco jogos. A gente espera fazer mais um grande jogo e manter essa sequência”, disse.

Mas do lado do Princesa nem tudo é alegria quando se trata de duelos contra o Nacional. Os dois times fizeram três finais seguidas entre 2013 e 2015. O Princesa ganhou uma - 2013 - e o Nacional foi bi-campeão - 2014 e 2015 e Raisci relata a cobrança interna que existe após cinco finais seguidas e apenas um título.

“A cobrança é individual, nos cobramos. A gente é lembrado quando consegue um titulo e no meu caso já são quatro anos batendo na trave e não consegue. Desta vez, o time está focado e concentrado não só para chegar à final, mas se Deus quiser, trazer esse título para Manacapuru”, declarou.

Superação

Como veterano do Princesa, Raisci viu muitas mudanças do time ao longos dos anos e viu também a desconfiança em relação à equipe treinada pelo técnico Alberone. “Ouvimos muitas críticas por parte dos torcedores e até mesmo imprensa local porque para eles, o time do Princesa foi o que menos investiu, mas o presidente trouxe gente de caráter, de personalidade. Pessoas que vestem a camisa do Princesa com orgulho e foi na base da superação”, confessou Raisci, que também passou pela própria superação.

No começo da competição, Raisci sentiu uma lesão na coxa, na terceira rodada, e desfalcou o time, dando lugar a Luís Paulo. O jogador voltou apenas contra o São Raimundo, na penúltima rodada da primeira fase, atuando em cinco dos 14 jogos.

“Eu vinha jogando, mas tive uma lesão e o Luis Paulo entrou no meu lugar e foi bem. Ele se machucou no jogo contra o Penarol e aí eu entrei e dei conta o recado e espero dar continuidade e ajudar o time do Princesa passar para a final”, relatou o camisa 12 e salientou que apesar dos 36 anos, ainda tem gás para ajudar o Tubarão de Manacá.

“A gente é veterano com corpo de menino de 18, apesar que eu tenho 36”, se divertiu. Apesar do corpo ser de menino, ele precisa de descanso e foi isso que fez o Princesa na segunda-feira, quando receberam folga após a partida contra o Real Ariquemes, no último domingo, pela série D. Ontem, o time treinou pela parte da manhã e teve descanso à tarde. Esta é a quarta semifinal de Raisci pelo Princesa, mas para ele é como se fosse a primeira vez que defende as cores do time da cidade onde nasceu.

“Eu já estou na quarta temporada com o Princesa e graças a Deus pude ajudar muito o clube, mas todo o ano a gente tem que estar motivado cada vez mais. O objetivo maior é conseguir um título, que ainda não consegui e esse ano, se Deus quiser, vamos atrás desse titulo para coroar minha passagem”, finalizou.

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