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Esportes
BArezão centenário

Grandes esquadrões: o Rolo Compressor dos anos 1970

O CRAQUE continua com séries de reportagens especiais sobre a centésima edição do Campeonato Amazonense e traz os maiores times que já desfilaram na era profissional do Barezão 16/10/2016 às 12:45
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Antônio Piola relembra na máquina tricolor que foi bicampeão do Estadual em 1970/1971 (Winnetou Almeida)
Denir Simplício Manaus (AM)

Onze nomes na ponta da língua como a estrofe do poema preferido ou o refrão da música mais marcante. Todo verdadeiro torcedor de futebol tem seu time de todos os tempos guardado na memória como a data do aniversário, o nascimento de uma paixão.

Seguindo com a série de reportagens comemorativas a 100ª edição do Campeonato Amazonense de Futebol, o CRAQUE tem a honra de apesentar os Grandes Esquadrões. As maiores equipes da era profissional - que teve início em 1966 - relembradas por quem esteve dentro de campo defendendo suas cores e levando o público ao delírio. No primeiro  episódio, vamos recordar do fabuloso Fast Clube, bicampeão do Barezão de 1970/1971 que, em campo, era regido pelos irmãos Piola.

“Era um time muito bom tecnicamente. Nossa equipe era tanto forte na defesa, como no meio campo e ataque. Nosso ataque era maravilhoso com o Mano, Edson, Laércio, Afonso e Adinamar. Eles eram tão bons que até hoje, 46 anos depois, todos lembram de cabeça o nome de todos desse time”, comenta Antônio Piola, que ao lado dos irmãos Zequinha e Edson eram os pilares da equipe dirigida pelo carioca Osvaldinho.

O bicampeonato do Tricolor de Aço veio após dois vices seguidos para o Nacional, em 1969 e 1968, e a diretoria, à época comandada por Ézio Ferreira, montou o time que ficou conhecido como Rolo Compressor.

“Perdemos os títulos de 68 e 69 para o Nacional e o Fast montou uma grande equipe que talvez em cada posição nós tivéssemos os melhores do Amazonas, e com jogadores da terra”, recorda o ex-lateral, relembrando das feras daquele time.

“O Ézio (Ferreira) só mandou buscar 3 ou 4 jogadores quem eram de Belém, mas que já estavam aqui no futebol amazonense. Fomos bicampeões com esse time. Por exemplo: nós tínhamos o Pedro Brasil e o Zé Carlos, como goleiros, eu (Antônio Piola), Casemiro, Zequinha e Pompeu; Zezinho e Holanda, Mano, Édson e Adinamar. Em 1971, o Ézio trouxe o Marialvo que o Nacional havia mandado embora porque ele tinha um problema no cotovelo. O Fast recuperou o Marialvo e ele se tornou um dos melhores goleiros da terra”, aponta Piola ressaltando que os adversários eram fortes.

“O time do São Raimundo era muito bom. O Sul América também. O América do seu Amadeu (Teixeira) tirava ponto da gente, do Nacional, na maior facilidade. O Rio Negro era um timaço, com Ademir, Clóvis, um dos melhores goleiros do Amazonas. O Nacional ainda tinha o Rolinha, um cracaço de bola, um mestre. Enfim, vencer esses times foi fantástico”, concluiu o ex-craque do Rolo Compressor.   
 

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