Publicidade
Esportes
'The Lion'

'Gringo' do Nacional trocou Estados Unidos por uma chance no futebol baré

Kaique Fernandes cresceu na ‘Terra do Tio Sam’, jogou em time respeitado na Filadélfia e agora quer tentar a sorte no Leão da Vila Municipal 28/04/2018 às 15:23 - Atualizado em 29/04/2018 às 08:43
Show ss
Kaique voltou ao Brasil em janeiro para jogar no Nacional. Arte: Heli em foto de Márcio Silva
Denir Simplício Manaus (AM)

Os Estados Unidos são conhecidos como o país das oportunidades. Pessoas de todo o mundo tentam vencer na vida na “Terra do Tio Sam”. Mas um certo “gringo” está fazendo o caminho inverso.

O zagueiro do Nacional - que neste domingo (29) encara o Real Ariquemes, às 17h, no estádio Valerião, em Rondônia - Kaique Fernandes, 23, nasceu no Brasil, mas se mudou para os Estados Unidos quando tinha apenas 2 anos de idade. Nos “States” o rapaz estudou e seguiu os caminhos do pai, Carlos Fernandes, que foi zagueiro do Araçatuba-SP. Passados 21 anos, o defensor decidiu voltar à terra natal para tentar a sorte no Leão da Vila, como ele mesmo comenta.

“Primeiro estudei e joguei, porque é a cultura de lá: depois que você se forma vai tentar arrumar um time profissional. Joguei no Reading United, que é um time respeitado lá na Filadélfia e depois eu vim jogar aqui no Nacional”, disse o zagueiro.

Com sotaque de gringo Kaique tenta se readaptar à terra natal. “Nos primeiros meses o impacto foi grande porque a cultura é muito diferente. Mas aqui é o país da alegria e quando você se acostuma fica bom demais”, festeja Kaique revelando ter estudado o Naça assim que soube que viria para o clube.

“Fui conhecer (clube) quando soube que vinha pra cá. Meu tio me falou que o Nacional era um clube grande aqui no Amazonas e depois que tive certeza que vinha pra cá, procurei aprender tudo”, recorda.

Sobrevivente do 11 de Setembro

Morador de Nova Iorque desde que se mudou para os Estados Unidos, Kaique sentiu na pele o drama dos ataques terroristas do 11 de setembro.

“Lembro que estava na escola com os meus colegas e do nada as pessoas começaram a ficar com medo. Os pais vieram e pegaram todos os alunos que estavam lá e eu fui o último. Meus pais foram os últimos a me buscar na escola. Isso é o que mais me lembro”, disse o zagueiro recordando da união dos nova-iorquinos após os ataques.

Kaique ainda busca o espaço dele entre os titulares do Naça. Foto: Márcio Silva

“Lembro que as pessoas compraram bandeiras dos Estados Unidos e colocaram na frente das casas. Os nova-iorquinos se uniram ainda mais porque foi uma tragédia muito grande. Tenho amigos que os tios morreram no ataque”, recordou.

Na busca por seu espaço no Naça, Kaique elogia os “rivais” de posição, mas lembra que vem trabalhando por uma chance na equipe. “Eles têm mais experiência no futebol profissional e têm uns anos que estão jogando. Então, o Lecheva tem mais confiança. Mas estou aí, estou treinando bem e ele está vendo meu trabalho. Estou esperando só uma oportunidade”, concluiu.

 

Publicidade
Publicidade