Quarta-feira, 22 de Janeiro de 2020
NA HISTÓRIA

Há 20 anos, Tufão e Fluminense levavam mais de 55 mil ao estádio Vivaldo Lima

Em 12 de dezembro de 1999, o Tufão da Colina, de Aderbal Lana, e o Tricolor carioca, de Carlos Alberto Parreira, duelaram no 'Colosso do Norte' em partida que valeu pelo quadrangular final da Série C do Campeonato Brasileiro



WhatsApp_Image_2019-12-11_at_20.58.52_A0EC5E99-6AAE-452D-9D7D-C0C376AFFA0C.jpeg Foto: Reprodução/Internet
12/12/2019 às 15:34

É uma quinta-feira histórica para o futebol amazonense. Há exatos 20 anos, o São Raimundo levava mais de 55 mil pessoas ao estádio Vivaldo Lima, o ‘Vivaldão’, em uma partida de Série C do Brasileiro. O adversário era o Fluminense, que vivia um dos momentos mais difíceis da sua história e era comandado por Carlos Alberto Parreira, técnico que naquele momento era campeão do mundo pela Seleção Brasileira na Copa de 1994.

A partida valia pelo quadrangular final da terceira divisão do Campeonato Brasileiro - que foi disputado por São Raimundo, Fluminense, Serra-ES e Náutico-PE -, onde garantiram acesso à Série B o Tufão da Colina e o Tricolor das Laranjeiras. Em campo, 0 a 0 em um confronto que para sempre ficou lembrando pelo duelo tático de Aderbal Lana, o ‘Telê do Norte’, e Parreira, o comandante do tetra da Seleção Brasileira.



Em dezembro de 1999...

Para lembrar desta data especial, o CRAQUE entrou em contato com os dois treinadores, ambos com histórias marcantes no futebol brasileiro e certa proximidade com Manaus - principalmente, o mineiro Lana, que fez carreira em solo baré. Para o até então treinador do Tufão da Colina, a partida foi histórica.

“Aquele jogo foi marcante pelo número de torcedores nas arquibancadas. Tinha gente até na marquise do Vivaldão. Fizemos um belo jogo. O São Raimundo era um grande time e o Fluminense tinha um treinador de nome de nível mundial”, relembrou o ‘senhor’ Aderbal Lana, que sente falta da organização daquela ‘máquina’ alviceleste.


No final da década de 90 e início dos anos 2000 o Tufão foi marcante. Foto: Reprodução/Internet

“Fica a saudade de ter uma equipe organizada, onde todos procuravam fazer o certo. Tenho saudades não somente do São Raimundo, mas do futebol que era jogado naquele tempo”, apontou Lana, responsável por montar um marcante time da história do Tufão da Colina.

Time este que marcou um período dourado na história do São Raimundo e do futebol baré. O final da década de 1990 e início da de 2000 foi glorioso, com a equipe do bairro da Zona Oeste da capital conquistando três edições da Copa Norteetrês Barezões, todos com Lana no comando. Os títulos deram ao clube o apelido de ‘Rei do Norte’.

“Quando se tem tranquilidade para trabalhar, com estrutura, você entra em campo com a cabeça fria e consegue executar as variações do esquema. E os jogadores mais antigos entendiam mais o que era repassado por conta dessa tranquilidade para trabalhar”, recorda Lana da boa administração do Tufão.

Parreira no Vivaldão

Mesmo na Série C do Campeonato Brasileiro, o Fluminense conseguiu montar um bom elenco, a começar pelo treinador. Era Carlos Alberto Parreira quem tinha a missão de guiar o Tricolor no retorno à elite do futebol brasileiro. Cinco anos antes, o técnico havia conquistado a Copa do Mundo com a Seleção Brasileira nos Estados Unidos.

No ‘Colosso do Norte’ - como era conhecido o Vivaldão -, precisou enfrentar o ‘Rei do Norte’. “O São Raimundo eu já conhecia de nome, pela tradição e pelos vários títulos no Estado. Era um adversário que a gente respeitava, até pela tradição, por estar jogando em casa e ser bem treinado. Foi um jogo difícil”, afirmou Parreira.

Para Aderbal Lana, o encontro foi tranquilo. Seguindo sua cartilha de técnico, enfrentar treinadores conhecidos é menos complicado do que partidas contra novos comandantes, ainda desconhecidos no futebol. “Até conversei com ele (Parreira) após a partida. Era um treinador de nome a nível mundial. Costumo dizer que difícil é jogar um campeonato onde os técnicos são novos. Quando se enfrenta um treinador com passado, você já conhece as características do time, portanto, estuda em cima desses indicativos”, concluiu Lana.

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Repórter do Craque
Jornalista em formação na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e repórter do caderno de esportes Craque, de A Crítica. Manauara fã da informação e que procura aproximar o leitor de histórias – do futebol ao badminton.

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