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Há sete meses nos EUA, o lutador Adriano Martins e a família celebram as vitórias de 2015

Com um cartel de 28 vitórias e sete derrotas, o peso leve foi para a América do Norte em busca de melhores treinos e sparrings para se fixar no maior evento de artes marciais mistas do mundo 23/12/2015 às 19:05
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Andriano Martina, a esposa Andrezza Façanha e a filha
Camla Leonel Manaus (AM)

O Natal é uma época em que as famílias se reúnem para celebrar o amor, a fraternidade e as conquistas durante o ano. Mas para uma família, este Natal será um pouco diferente dos anos anteriores. Morando há sete meses na cidade de Derfield Beach, na Flórida, o lutador Adriano Martins e a família têm um motivo a mais para comemorar este ano: a ascensão do atleta dentro do UFC e a mudança para os Estados Unidos.

O manauara, de 33 anos, que tem como ponto forte o jiu-jitsu, começou no MMA profissional em 2004 e é contratado do Ultimate Fight desde 2013. Com um cartel de 28 vitórias e sete derrotas, o peso leve foi para a América do Norte em busca de melhores treinos e sparrings para se fixar no maior evento de artes marciais mistas do mundo.

“Já tinha vindo para os EUA, precisamente para ATT (América Top Team),  e vimos o quanto tínhamos a evoluir como atleta. Depois da minha luta contra o Donald Cerrone, em janeiro de 2014, começamos a planejar isso aos poucos, colocando na balança tudo o que tínhamos conquistado na nossa vida. E decidimos, eu e minha esposa, que para minha vida tanto profissional quanto para minha família, a melhor escolha seria nos mudarmos para os Estados Unidos. E em maio viemos já com a intenção de ficar e, graças a Deus, tudo está indo melhor do que planejávamos”, comemorou.

No ano de 2015, Adriano Martins lutou duas vezes: a primeira luta foi em 22 de fevereiro contra o russo Rustam Khabilov e venceu por decisão dos juízes. No segundo desafio do ano, o peso leve, mais uma vez, tinha um russo pela frente e mais uma vez o resultado foi favorável ao brasileiro, que nocauteou Islam Makhachev com pouco mais de um minuto de luta no dia 3 de outubro. Foi a terceira vitória nas quatro últimas lutas.

Se a rotina de treinos vai bem, a adaptação da família a um novo país, uma nova cultura também é animadora. Adriano mora com a esposa Andrezza Façanha e a filha mais nova Maria, de oito anos. O filho mais velho, Pedro, de 15 anos, decidiu ficar em Manaus, mas irá passar o Natal e as férias ao lado do pai.

“Minha família está muito feliz, minha filha, a mais nova, está estudando. Ela gosta muito daqui e está sendo muito bom para ela. O meu mais velho decidiu ficar em Manaus, mas está vindo agora nas férias para cá e quero apresentar esse mundo para ele. Espero que mais tarde ele possa estar vindo pra morar também, até porque ele diz que quer seguir meus passos na luta, fico feliz por isso, mas falei que para isso acontecer ele tem que se formar. Aqui tem oportunidade de ser muito melhor que eu. O mais difícil é a saudade dos familiares, mas depois que nos estabilizarmos aqui iremos com mais frequência em Manaus”, contou o lutador.

Adriano Martins falou também sobre a diferença de morar em Manaus e morar nos Estados Unidos.

“As mais notáveis em relação a treino, é a parte humana, onde você vai no treino tem 30 caras que lutam os principais eventos do mundo e isso faz com que você dê seu máximo e mais um pouco. E com isso, seu nível vai aumentando com certeza e em relação à moradia é difícil comparar até porque aqui é um país de primeiro mundo onde tudo funciona. Fica mais fácil muita coisa. Mas só para lembrar, amo minha cidade. Sou muito orgulhoso disso, mas aqui é outro mundo”, explicou.


Hoje, Adriano Martins treina na América Top Team de segunda a sábado, três vezes ao dia. Paralelo aos treinos, o lutador faz fisioterapia para se recuperar de uma cirurgia no joelho feita em novembro. Nessa parte, ele é ajudado pela esposa, Andrezza Façanha, que é fisioterapeuta.

“Fazemos fisioterapia em casa, ele faz em casa comigo e na clínica, com a equipe do medico que o operou”, disse Andrezza, que como o marido, é lutadora de jiu-jitsu. Recentemente, ela voltou a treinar e, em novembro, conquistou um título no Mundial de Jiu Jitsu sem kimono, da IBJJF, na Califórnia. Ela conta que com a nova vida fora do Brasil tem sido mais fácil se dedicar aos treinos.

“Aqui é um pouco mais fácil para manter a rotina dos treinos, na medida do possível estou mantendo os treinos, também estou estudando e separando algum tempo para atender”, disse a faixa preta.


Adriano Martins - Amazonense que é lutador do UFC

1 Em uma fase da sua vida você dividiu os treinos e as lutas com empregos convencionais. Olhando para a sua vida hoje, contratado do UFC, morando e treinando dos Estados Unidos, dá pra dizer que você chegou onde queria?
Não, com certeza não (em tom descontraído) ainda tem muita lenha para queimar. Olho para trás e vejo o quanto ralei para estar aqui. Olho para trás e me lembro  de onde vim, das pessoas que me ajudaram, dos meus familiares que acreditam em mim e com essa força e com esse pensamento que quero ainda muito mais coisas, mais vitórias e vou continuar trabalhando muito para que isso aconteça.

2 Quais são as metas para 2016? Já tem alguma luta definida para o próximo ano?
Meu ano é 2016, pode anotar (em tom descontraído, mais uma vez), ainda não tenho luta, como falei estou me recuperando da minha cirurgia, mas os pensamentos e os planos estão 100% no UFC, 2016 que me aguarde

3 Aqui no Brasil, você já é um lutador conhecido, em algumas entrevistas você disse que já havia algum assédio de fãs. Aí nos Estados Unidos tem isso? Se não tem, esse “anonimato” te ajuda ou atrapalha em algo?
Aqui nos EUA não tem não, até gosto porque quando sai uma luta sempre sou o azarão e depois da luta as pessoas perguntam quem é esse lutador? Faço meu trabalho com amor, então tudo que vier é bem vindo até as críticas.

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