Publicidade
Esportes
Craque

He-Man dá um 'até logo' ao futebol amazonense. Mas antes, claro, ele faz altas revelações

Um jogadores mais carismáticos do futebol amazonense conta um pouco da sua história de vida e revela o que vai fazer quando parar de jogar futebol 11/01/2015 às 19:25
Show 1
He-Man com a esposa Aline na Arena da Amazônia
Felipe de Paula Manaus

De despedida - pelo menos temporária - do futebol amazonense, o defensor Clayton He-Man, que fechou contrato nesta semana com o Imperatriz do Maranhão, vai deixar saudades nos torcedores amazonenses. O jogador, que já foi campeão estadual pelo Princesa do Solimões em 2013 e neste ano foi campeão da Série B pelo Operário, acabou se tornando, quase sem querer, um dos jogadores mais carismáticos do futebol local.

Se dentro de campo, He-man, que tem nome e fama de guerreiro, é um zagueiro (também atua como volante e lateral-esquerdo) raçudo e brigador, fora dele é um exemplo de gente boa, que leva os princípios de “fair play” do esporte para a vida cotidiana entre a família, amigos e até mesmo nas redes sociais, última mania entre atletas e outras pessoas
conhecidas.

Vítima preferencial do Barezão da Depressão (página do Facebook que aborda com humor o futebol amazonense) em 2014, He-man nunca “entrou na dividida”, levando na esportiva as brincadeiras da página. A ponto dos administradores da fun page criarem um campeonato amador para homenageá-lo – a chamada Taça He-Man – no qual o troféu de campeão foi entregue pelo próprio
jogador.

A esposa, Aline, afirmando que He-Man (sim, ela chama o marido pelo apelido) “tem um coração muito grande e está sempre disposto a ajudar todo mundo”. “Ele é totalmente diferente de dentro de campo. Em campo ele grita, vibra, bate o pé, mas fora ele é muito mais contido. Até pra brigar é difícil. Eu tenho que encher muito o saco dele”, conta ela, que ainda revela: “Ele é apaixonado por criança e sonha ser pai, mas estamos programando só para o outro ano, quando já estarei formada na faculdade”, diz a estudante de Direito.

História de amor
Casado desde 2102, o casal não poderia ter cenário mais apropriado para o seu primeiro encontro: um campo de futebol. Trabalhando na produção da cobertura do Campeonato Amazonense pela TV A Crítica, Aline era uma admiradora distante. “Acompanhando a transmissão, sempre notava aquele jogador, que era muito diferente dos outros: louro, dos olhos azuis...”, disse ela, que chegou a compartilhar sua opinião com algumas pessoas.

A conversa, porém, acabou chegando no ouvido do jogador. E He-Man, que em campo atua na defesa, dessa vez foi quem partiu pro ataque. Após pedir o número  da futura esposa de outro funcionário da TV A Crítica, ligou sob o pretexto de pedir os DVDs dos seus jogos no Campeonato Amazonense. Acabaram namorando e, dez meses depois, casaram.

História
Nascido em Cascavel, no interior do Paraná, He-Man foi criado no estado de Roraima, onde começou a jogar futebol. Aos 12 anos, passou numa peneira do Vasco e foi morar no Rio de Janeiro. Chegando lá, acabou indo parar no Campo Grande, onde jogou por dois anos. No Amazonas desde 2009, já passou pelo Cepe, Princesa do Solimões, Fast, Nacional, Penarol e Operário. Contratado pelo Imperatriz para o primeiro semestre de 2015, diz que não dá adeus, mas até logo ao futebol amazonense. “Comi jaraqui”, brinca ele.


Jogo rápido

1) Qual é o tipo de música que faz a cabeça do He- Man?
Eu curto mais um pagode e gosto de hip-hop também.

2) E qual é sua música preferida?
Pode ser “Amizade é tudo” (Jeito Moleque).

3) Falando em amizade: quem são seus melhores amigos no futebol?
Tem o Fininho, o Nando, o Marinelson... caras que jogaram comigo. Me dou muito com o Nando, a gente dividia o mesmo quarto e ele ficou muito meu amigo. Ele já teve problema de drogas e hoje é evangélico. A história dele mexeu muito comigo.

4) Se não fosse jogador de futebol que outro esporte você praticaria?
Eu gosto de surf. Tenho até tatuagem de surf no braço. Gosto muito de esportes radicais.


Paixão sobre rodas
Ajudar a evitar “a maior alegria do futebol”, o gol, num time de futebol, hora ou outra é comparável ao trabalho árduo dos trabalhadores braçais. Por isso, volantes e zagueiros, em geral, são considerados os “carregadores de piano da equipe”, destinados a “fazer o trabalho sujo” em defesa (ou na defesa) do time.

He-Man, apelido que vale tanto pelos cabelos louros semelhantes aos do personagem dos quadrinhos quanto por sua personalidade (de verdadeiro guerreiro em campo), não foge muito a essa regra. Tanto que, revelou ele ao CRAQUE, já sabe o que vai fazer quando parar de jogar futebol: dirigir caminhões.

Sim! Apaixonado por caminhões e carretas, o jogador, que tem carteira e já fez até bico de caminhoneiro entre  um Campeonato Amazonense e outro, diz que os veículos pesados são uma paixão de família, que ele compartilha com pai e tios. “Deve estar no meu sangue. Meu pai é caminhoneiro, meus tios são... Eu gosto muito de dirigir, ainda mais caminhão, carreta, acho muito bacana. Quando parar de jogar bola, vou ser caminhoneiro. É minha paixão”, diz ele, falando sério.

Para quem havia dito que nunca havia pensado em outra coisa que não fosse jogar futebol, He-Man realmente parece ter um apreço especial pelos caminhões!

Publicidade
Publicidade