Publicidade
Esportes
Craque

Herança para a eternidade: Olimpíadas no Rio é garantia de legado para cariocas

No último capítulo da série “Operação Rio 2016”, o CRAQUE vai mostrar os locais em que o mais de 40 esportes olímpicos vão ser praticados. Após os jogos, os locais e suas estruturas serão utilizados pelos moradores 21/12/2015 às 21:23
Show 1
Com 95% de conclusão das obras, Parque Olímpico vai ganhando formas para a Rio 2016
Anderson Silva Manaus (AM)

A conquista do Rio de Janeiro para sediar as Olimpíadas 2016 não vai ficar somente no plano esportivo e no imenso barulho dos milhares de torcedores de várias partes do mundo. A conquista vai além! Com o maior evento esportivo do planeta, o Rio passa a usufruir de melhorias como obras de mobilidade, reformas de praças, museus... E uma delas vai ser a estrutura do Parque Olímpico, o coração dos jogos, criado somente para atender as Olimpíadas.

Nesta quarta e última matéria da série “Operação Rio 2016”, o CRAQUE vai mostrar o legado esportivo e social que o evento com mais de 40 esportes vai trazer para a cidade.

O plano de Legado
Com recursos do governo federal, estadual e municipal, além de parceria público-privada, para a construção do Centro Olímpico de Treinamento (COT), o Rio de Janeiro montou um Plano de Legado no mês de julho para dar uma utilidade para o Parque Radical, o Velódromo, a Arena do Futuro, Estádio Aquático e o Centro de Tênis. A promessa é que essas grandes estruturas não se tornem elefantes brancos e ganhem utilidade para a comunidade pós-jogos.

“É sempre um orgulho fazer com que a Arena (do futuro) se converta em escolas ou que tenham um segundo uso após os jogos Olímpicos”, disse o diretor executivo da Rio Negócios, agência de promoção de investimentos para o Rio de Janeiro, Marcelo Haddad, ressaltando que os principais locais dos jogos serão revestidos para a população.

“Dos quatro pavilhões, um vai virar escola, outro um centro de treinamento de alta performance do Brasil, um vai ser desmontado e o outro vai permanecer como parte do futuro espaço olímpico”, completou, Marcelo.

O COT e seus 40.000 m2 depois de toda agitação olímpica dará lugar ao um novo bairro da Cidade Maravilhosa. O local vai respirar a prática esportiva com o reaproveitamento dos locais de competição, como é o caso do Estádio Aquático Olímpico que dará origem a dois centros aquáticos, que estarão disponíveis para a população.

Vila dos atletas
Local de moradia e descanso dos atletas, os 31 prédios que vão abrigar os melhores do mundo já ultrapassam os 90% de conclusão das obras. Quando as Olimpíadas chegarem serão 10.500 atletas hospedados. Esse número cai nas Paralímpiadas para 4.500 atletas hospedados.

Bem próximo do Parque Olímpico, a Vila dos Atletas, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, que aos poucos vai recebendo os acabamentos, está sendo construído pelo consórcio formado pela Carvalho Hosken e pela Odebrecht, com o custo de R$ 2,9 bilhões. Ao final dos jogos, o local vai receber novos moradores, ao se transformar no condomínio Ilha Pura.

A previsão é que a Vila seja entregue ao Comitê Olímpico em março de 2016. No primeiro semestre de 2017, os apartamentos começarão a ser entregues a seus compradores.

Bairro sustentável
O legado Olímpico no Rio de Janeiro não promete ficar só em construções e melhorias urbanas. A Vila dos Atletas já chega com o ar inovador, principalmente com o meio ambiente.

Em tempo de agravos à natureza, o local possui um apelo ambiental. A água utilizada pelos atletas e futuros moradores será reaproveitada.


Para isso a água usada nos vestiários vinda dos chuveiros e torneiras passarão por uma estação de tratamento e serão utilizadas nos vasos sanitários. Durante a construção e o tempo dos jogos, estima-se que a economia com o líquido precioso passe dos 40%.

Mais luz solar
Com base em estudos, a energia foi outro bem do projeto que teve total atenção. Foram escolhidos para os 3.604 apartamentos de dois, três e quarto quartos, revestimentos cerâmicos de cores e tons claros, para aproveitar o reflexo da luz do sol. O estudo aponta que o material aquece menos os apartamentos, diminuindo o consumo dos aparelhos de ar condicionados.

Os vidros também foram escolhidos de acordo com o projeto. Classificados como semi-reflexivos, eles permitem uma máxima entrada da luz do solar, ao mesmo tempo, refletindo e filtrando os raios do sol, permitindo uma temperatura agradável.

Energia sustentável
Os apartamentos terão lâmpadas de LED, de menor consumo, além de painéis que recebem e luz solar para aquecimento da água. A área de lazer terá pontos para recarga de bicicletas e carros elétricos.

Publicidade
Publicidade