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Esportes
Símbolos olímpicos

Heróis Olímpicos do AM falam da emoção de carregar o símbolo das Olimpíadas

Honraria de poucos, atletas do Amazonas revelam a forte emoção momentos antes de conduzir a Tocha Olímpica. 18/06/2016 às 16:00
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O ex-velocista Lyndon Johnson é um dos amazonenses que já disputaram as Olimpíadas. (Foto: Antônio Lima)
Denir Simplício Manaus-AM

Mais que um evento Olímpico, o revezamento da Tocha é uma celebração repleta de simbolismos. A chama dos Jogos representa a pureza da eterna juventude Olímpica, além de ser um elo entre os Jogos Olímpicos da Antiguidade e a Olimpíada da Era Moderna. Acesa nas ruínas do Templo de Hera, em Olímpia, na Grécia - como manda a tradição -, o fogo Olímpico chega no Amazonas depois de quase dois meses percorrendo cidades gregas, a Suíça  e vários Estados do Brasil.

 Em solo manauara a Tocha será conduzida por verdadeiros heróis locais, como os nadadores Eduardo Piccinini e Jefferson Mascarenhas, além do ex-velocista Lyndon Johnson e a mesatenista Lígia Santos. O único medalhista Olímpico do Estado, Gilmar Popoca também participará da festa. Em busca do índice para a Rio 2016, o corredor Sandro Viana também conduzirá o maior símbolo Olímpico pelas ruas de Manaus. Este seleto grupo de guerreiros revelou a emoção que envolve o momento marcante nas suas carreiras.  

         

Ansiosos pelo momento

Nadador Olímpico nos Jogos de Barcelona 1992, Eduardo Piccinini veio diretamente de Phoenix, nos Estados Unidos, para conduzir a chama Olímpica em sua cidade natal. Feliz com o convite, a lenda da natação amazonense confessou que até voltou a nadar pra entrar em forma e fazer bonito no percurso com a Tocha. “Eu nem esperava. Te confesso que fiquei muito contente. É um momento histórico pro País. É um momento único para um atleta. Único. Não existe, não tem comparação. Carregar a Tocha dentro do seu País e pra não passar vexame, resolvi entrar numa forma decente (risos)”, revelou Piccinini se dizendo ansioso. “É uma satisfação enorme e estou ansioso pra ir lá e fazer com que durem os 200 metros. Vai ser legal”, concluiu.

A mesatenista Lígia Santos, veterana em Olimpíada, afinal a amazonense esteve em três edições dos Jogos (2000, 2004 e 2012), estava cotada pra carregar a Tocha em Santos, onde reside atualmente, mas vibrou quando veio o chamado de Manaus. “Pra mim é muito gratificante, porque foi aqui que eu comecei. Foi aqui que dei meus primeiros passos, minhas primeiras raquetadas. Então é um orgulho pra mim, independente se eu carregasse em Santos ou não. Mas eu fiz muita questão por ser aqui em Manaus, na minha terra... tem um gostinho especial”, afirmou a atleta, lembrando que apesar de morar longe do Amazonas há duas décadas, jamais esqueceu suas origens.

 “Pra onde eu vou as pessoas sabem que sou de Manaus. Eu nunca esqueci as minhas origens e acho isso um ponto a meu favor. De saber que, independente de estar morando há 20 anos em São Paulo eu nunca esqueci daqui”, concluiu.

 Hoje bispo evangélico, o ex-velocista Lyndon Johnson se disse honrado em conduzir a Chama Olímpica, mas lembrou que o Comitê Organizador bem que poderia doar a tocha a ele, que esteve nos Jogos de Seul 1988. “Estou muito feliz com o convite. Mas acho que os ex-atletas olímpicos deveriam receber a tocha  de presente e não precisar pagar por ela”, sugeriu o ex-atleta, lembrando que os condutores que desejarem ficar com a Tocha terão de pagar  R$ 1.900 pela relíquia Olímpica.

O choro de emoção

Não apenas os chamados “atletas Olímpicos” são os convidados de honra do Revezamento da Tocha. Tão merecedor quanto aqueles que disputaram os Jogos, o nadador Jefferson Mascarenhas, 49, confessa que caiu no choro logo após receber o convite para carregar a Chama Olímpica em Manaus. O atleta, que  aos 13 anos venceu a Travessia Almirante Tamandaré - um recorde até hoje - não vê a hora do momento mágico.

“Quando eu recebi a notícia eu simplesmente chorei e chorei muito. Fiquei bastante emocionado e confesso que achei que ia ficar de fora (evento)”, revelou o nadador, afirmando que representará outros atletas  “esquecidos” pelo evento. “Serão os 200 metros mais demorados do atletismo. Mas eu não  estarei representando somente a mim. Vou estar carregando o sonho de muitos atletas do nosso Estado. Não somente o da natação. Vários atletas de ponta talvez não tenham sido lembrados. Não vão ter essa honra de carregar a Tocha. Então carregar a Tocha é uma coisa que realmente vai emocionar de verdade”, disse Mascarenhas.

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