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História preservada: Parque Amazonense eternizado na telinha em documentário

Muito antes do Vivaldão – que dirá da Arena da Amazônia! –, o Parque Amazonense era o grande palco do futebol baré. Local foi fundado em 1906 19/08/2015 às 10:19
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A história do Parque Amazonense virou documentário
Felipe de Paula ---

Muito antes do Vivaldão – que dirá da Arena da Amazônia! –, o Parque Amazonense era o grande palco do futebol baré. Fundado em 1906 como hipódromo, o estádio passou a servir ao futebol ao 1918 e foi demolido em 1973 após apropriação até hoje controversa. Do estádio que atraía do povão à alta sociedade amazonense, restou apenas o portão e a fachada de estilo colonial, como ruínas de uma história esquecida.

Esquecida, mas não por muito tempo. É que o cineasta amazonense Ari Santos resolveu resgatar o glorioso passado do antigo estádio amazonense no documentário “Parque Amazonense: um conto do futebol clássico”. O filme, que já conta versões de um, quatro (e uma de 20 minutos que ainda será finalizada), foi inspirado pelo edital “Mundo da Bola”, da Secretaria Estadual de Cultura (SEC), e recebeu financiamento de três mil reais para a realização.

Com entrevistas com jornalistas, historiadores, técnicos e ex-atletas, o filme remonta a história do estádio, que sem dificuldade atingia a marca de 10, 12 mil pessoas nas arquibancadas.


“Tem histórias fantásticas, como a dos garotos, que esperavam a hora do hino Nacional para entrar de graça no estádio, já que os guardas não podiam se mexer enquanto o hino estivesse soando”, conta o diretor, roteirista e produtor do filme, Ari Santos.

Ari explica que o filme ainda não tem data para ser exibido, mas que a produção deve concorrer no Festival de Cinema de Um Minuto, que ainda não tem data para acontecer, e no formato mais longo, será inscrito no CINEfoot, o mais importante festival de cinema sobre futebol do mundo. O realizador destaca também o caráter de resgate e ao mesmo tempo de denúncia do documentário. “É a chance das pessoas conheceram um pouco da história do futebol do Amazonas”, coloca Ari.

Uma das revelações feitas no documentário, ainda segundo o realizador, é de que a área do Parque Amazonense, no local que até hoje é conhecida como Beco do Macedo, era cedida ao ex-dirigente do América Amadeu Teixeira.


Equipe de produção do documentário

Segundo Ari, o ícone do futebol baré revela que a maçonaria, que teria se apropriado do terreno, nunca apresentou os documentos que comprovariam a posse da área, dando pano para manga numa controvérsia que já atravessa mais de 40 anos.

Participações

O filme conta com a participação dos jornalistas Eduardo Monteira de Paula e Leanderson Lima, o dono do site de história do futebol amazonense “Baú Velho”, Carlyle Zamith, além de técnicos e ex-jogadores como Zezinho Bastos, ex-jogador do Nacional, e Amauri, ex-goleiro do América.

Lançamento

As informações sobre a data de lançamento do filme serão divulgadas na página da produção no Facebook, intitulada: “Parque Amazonense : Um Conto do Futebol Clássico”.

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