Domingo, 22 de Setembro de 2019
Craque

Histórias do futebol amazonense contadas em livro por Nicolau Libório

Esse é o mote do trabalho que Nicolau Libório, corregedor-geral do Ministério Público do Estado do Amazonas, desenvolve paralelamente à sua atuação no Judiciário



1.jpg Nicolau lança obra na próxima sexta-feira (28)
28/02/2013 às 14:57

“Se me perguntarem que diferença faz essas memórias eu digo que é importante esse registro, até mesmo para que inspirem outros que tomarem contato com as histórias que relato”. Esse é o mote do trabalho que Nicolau Libório, corregedor-geral do Ministério Público do Estado do Amazonas, desenvolve paralelamente à sua atuação no Judiciário.

Trata-se do lançamento de livros que registram memórias e momentos do esporte amazonense, principalmente o futebol, desde os anos 60. Na próxima sexta, 1, a 2ª obra dessa leva - batizada de “Lembranças do Futebol e do Rádio no Amazonas - chega ao público em lançamento no auditório do MPE.

O livro é fruto da experiência de Libório como cronista esportivo desde os 16 anos, tendo iniciado na Rádio Difusora em 1965 e com passagem nos principais veículos de comunicação do Estado. Na primeira metade da obra, o autor lista em ordem alfabética grandes nomes do esporte local, tanto atletas quanto dirigentes, que de alguma forma marcaram a história desportiva com suas trajetórias.

Assim, nomes como Prado, Antonio Piola, Dadá, Jásson, dentre outros, marcam presença. Já na segunda parte, Libório dedica-se a destacar causos, histórias, trajetórias e biografias relevantes sobretudo de uma época áurea do futebol amazonense.

Questionado sobre o que fez aquele momento tão singular em Manaus para os apreciadores do esporte bretão, ele não hesita: “Manaus era uma cidade com população pequena, poucas opções de entretenimento, então só havia cinema e esporte. A construção do estádio gerou também um burburinho em que todo mundo falava de futebol, em todos os lugares. Isso fez com que o interesse pelo futebol local explodisse”.

Função social é essencial

“O futebol amazonense hoje não cria envolvimento com a população. Não basta ter grandes nomes do esporte, mas deve-se pensar em trazer grandes levas de crianças para o esporte”, explica Nicolau Libório. Para ele, existe, também uma função social nisso, em ocupar as mentes dos jovens, incutir os valores do esporte.

“O que sai mais barato: construir um centro esportivo ou um presídio? Nem todo mundo vai virar craque, mas com certeza resolve-se parte do problema social ao criar alternativas para a juventude. Tem-se que pensar numa estrutura mínima de treinos e captação de novos talentos”, declarou o atual corregedor-geral do MPE.

lançamentoA obra “Lembranças do Futebol e do Rádio no Amazonas” será lançada na próxima sexta, a partir de 11h, no auditório do Ministério Público do Estado (avenida Cel. Teixeira, 7.995, Nova Esperança, Zona Oeste).

Falta mais presença popular

Libório não esconde a insatisfação com a derrubada do antigo estádio e na contracapa do livro faz seu protesto sobre a não-participação popular na decisão da demolição ao lembrar que a finalização do Estádio Vivaldo Lima foi possível graças à campanha que envolveu a população na arrecadação de recursos.

“A inauguração do Vivaldão foi uma grande festa, mobilizou toda a cidade, e na época era um lugar muito distante, ainda assim todo mundo deu seu jeito de chegar: eram pessoas indo a pé, de bicicleta, na boléia de caminhão, a cidade toda fervia”

Ainda na segunda parte do livro, Libório surpreende ao trazer memórias que registram também outros esportes como o atletismo e o surgimento da prática organizada do dominó, que tanto anima os amazonenses. Um dos destaques do livro é o momento da criação da Associação dos Cronistas e locutores esportivos do Amazonas (Aclea), que mobilizou profissionais e apaixonados por esportes, a ponto de um dos presentes ter batizado sua filha, recém-nascida com o nome de Aclea.



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