Quinta-feira, 02 de Abril de 2020
HISTÓRIA

Paulo 'Peninha' conta um pouco da trajetória no futebol baré

O massoterapeuta Paulo Peninha, atualmente no Amazonas Futebol Clube possui história recheada no futebol, com passagem por diversos times barés



MASSOTERAPEUTA_68EAE9BF-96B7-4715-B4D8-B6FAEEEAC84B.JPG Foto: Junio Matos
23/02/2020 às 10:32

O futebol amazonense é recheado de personagens marcantes. Dentro e fora dos gramados, são diversas figuras que fazem dos campeonatos regionais um verdadeiro show de carisma e histórias inesquecíveis. No caçula Amazonas FC, que está dando os primeiros passos para construir uma bela história, podemos encontrar um personagem que já vem escrevendo incontáveis capítulos no futebol baré.

O nome da ‘fera’, que literalmente faz massagem nas ‘onças’ é Paulo “Peninha” Lima. Trabalhando como massoterapeuta há 40 anos, ele passou pela grande maioria dos clubes de Manaus: Fast, Rio Negro, Nacional, São Raimundo, Manaus e além claro do Amazonas. 



“Comecei nesse ramo quando tinha apenas 25 anos. Hoje, com 68, já sou bastante conhecido no meio da massoterapia esportiva. Estou no Amazonas desde o ano passado, quando o clube foi criado e como já é de costume nos times nos quais eu passo, estamos brigando por títulos e já temos um que é a Série B do Barezão”, destacou o sempre animado Peninha, sobre a ‘fama’ na massagem esportiva.

Sem conhecer a derrota, o Amazonas (atual líder do campeonato estadual), está invicto desde o fundamento, são 12 jogos (nove vitórias e três empates). Peninha está diretamente ligado a esse fato, além de toda competência na parte física dos jogadores, ele também ‘criou’ um amuleto de boa sorte para o time: a famosa onça de pelúcia (que remete ao escudo do clube), sempre presente nos jogos e posta acima do bebedouro da equipe.

“Essa oncinha já se tornou parte do time. É o nosso mascote. Levo em todos os jogos. Na verdade ela pertence ao meu sobrinho, Levy, que certa vez me pediu para que eu levasse ela como um amuleto mesmo e aí virou tradição. Em todos os jogos eu dou água pra ela, porque a onça tem que beber água (risos)”, comentou sobre o ato de superstição, que até o agora, tem dado resultados positivos.

Uma vida na profissão 

O massoterapeuta, que inclusive também já trabalhou em Roraima - no São Raimundo-RR -, teve um início de trajetória um pouco inusitado, numa situação em que teve de ‘se virar’ para massagear um famoso ator da década de 80.

“Trabalhava no Hotel Tropical como garçom. Certa vez vieram alguns atores de uma famosa emissora de TV para participar de eventos da cidade. O meu negócio era carregar bandejas, mas uma funcionária me pediu para fazer massagem no ator Mário Gomes e eu aceitei”, conta sobre o início de suas experiências dentro da massoterapia. 

 Começando fora do meio esportivo, Peninha, conheceu várias pessoas da profissão, entre elas estava o massagista do Nacional: Vanderley Levy.

“Ele foi meu grande mestre, com ele aprendi tudo que sei hoje, me deu toda base que eu precisava, trabalhamos juntos numa sala de reabilitação. Ele abriu as portas para o meu primeiro clube, o Fast. Hoje tenho a minha própria sala de reabilitação localizada no Educandos, já estou com ela há 12 anos, fazendo bastante sucesso com atletas profissionais e amadores também”, contou.  

Relação com atletas

Em tantos anos de massoterapia, ajudando inúmeros jogadores, Peninha não vê desafios em sua missão - mesmo em momentos de lesões graves -, apenas lições diárias de superação e força de vontade.

“A cada dia que passa encontro jogadores determinados, dedicados e focados com os objetivos do clube. Quando eles estão em processo de reabilitação, vejo a vontade deles em retornar. É um grande aprendizado na vida mesmo.  Com ajuda do médico e do fisioterapeuta, fazemos de tudo para recuperar esse jogador”, declarou, a respeito da importância de enxergar o atleta como alguém que depende da competência dele para performar no mais alto nível.

Sentimento nas mãos

Todo profissional deve ser consciente da responsabilidade daquilo que exerce, porém, aqueles que fazem mais que a ‘média’ e realmente amam sua profissão, ganham destaque em seja qual for o meio. 

“Nós que somos dessa área, precisamos estar sempre buscando mais. Eu tenho um grande carinho pela massoterapia, mas mais que isso, tenho vontade de me dedicar muito mais e aprender coisas novas do ramo”, comentou sobre sua relação com a profissão em si.

Espaço para time?

‘Carimbado’ por quase todos os times amazonenses, Peninha revela seu time ‘do coração’, mas garante que isso não interfere em nada. “Meu time aqui em Manaus é o Rio Negro. Desde meus dez anos de idade. Quando fui pela primeira vez no estádio Parque Amazonense para assistir um Rio-Nal. Mas com tanto clube, a gente acaba criando um carinho por todos”, afirmou.

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