Quarta-feira, 21 de Agosto de 2019
PERDA

Ícone no vôlei LGBT, levantador Danny morre após luta contra doença no cérebro

Atleta faleceu nessa terça-feira (2) no Hospital Tropical. Jogador foi eleito o melhor levantador do campeonato pelo time da Espanha, campeão do Grand Prix LGBT de 2017



danny.JPG Foto: Arquivo/AC
03/01/2018 às 11:21

O vôlei LGBT sofreu uma grande perda neste início de ano. Daniel, Danny, como era conhecido por todos, faleceu nessa terça-feira (2), no Hospital Tropical de Manaus, Zona Centro-Oeste, após uma luta de mais de dois meses contra uma bactéria no cérebro.

“Ela estava internada, até então se recuperando de uma bactéria no cérebro. Mas de sábado para domingo teve complicações e, nesta madrugada, não resistiu. Estamos todos arrasados”, disse Daniel Coelho, presidente do Grand Prix de Vôlei LGBT, afirmando que Danny lutou até o fim.

No ano passado, Danny foi campeão do Grand Prix e Vice da Liga LGBT de Vôlei com o time da Espanha, e ainda foi eleito o melhor levantador do Grand Prix, no mesmo mês em que também acabou ficando doente.

Seu amigo Daniel disse que Danny era querido por todos, e que o Vôlei LGBT está em luto. “Peço que todos os atletas, dirigentes e movimentos esportivos que compõem a Arena Barrinho, CIVIC, Arena do Amor, CDCC do Coroado, Berg São Jorge, Liga Gay de Vôlei, LAIVAM, Copa do Mundo, entre outros, que façam um minuto de silêncio em memória desta grande atleta que hoje nos deixou. Assim seja. Amém!”.

Amor pelo vôlei LGBT

Em entrevista ao CRAQUE, em outubro do ano passado, Danny falou sobre o amor e a identificação que tinha com o vôlei LGBT. O talentoso atleta sempre foi fã de vôlei, mas disse que só assistia pela TV, até ser convidado a jogar num time LGBT. De lá para cá, esteve em diversas finais de campeonato, e foi campeão da Liga Gay e do Grand Prix.

Seu talento chamou a atenção de times da Federação Amazonense, mas Danny não se adaptou. “Meu mundo é o campeonato LGBT. Já joguei em um time da Federação, mas não me senti à vontade. Não era eu que estava jogando. Não podia colocar um shortinho e jogar. E aqui não, me sinto à vontade. Sou a Dannyzinha”, disse Danny, na época.

Na entrevista, o jogador também falou de como seria o seu mundo ideal. “Meu mundo seria de paz. O que o mundo precisa é de paz e muito respeito. Se você se respeitar, vai respeitar o próximo”, enfatizou. Seu amigo Daniel Coelho disse que, por aqui, “continuaremos a luta como sempre fizemos uns ajudando os outros”.

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