Sábado, 20 de Julho de 2019
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Ídolos que se tornaram eternos com a camisa do Nacional falam sobre o confronto desta terça-feira (20)

Dadá Maravilha, 67, que vestiu a camisa azul em 1984, quando o clube ainda pertencia à elite do futebol brasileiro, prevê vitória e afirma que o time pode chegar ainda mais longe na Copa do Brasil



1.jpg Time amazonense deve se aproveitar da ausência do vascaíno Juninho
20/08/2013 às 08:27

O bom desempenho do Nacional na Copa do Brasil e as chances reais de seguir na competição remetem um doce exercício de saudosismo por parte dos eternos ídolos do Leão da Vila. Dadá Maravilha, 67, que vestiu a camisa azul em 1984, quando o clube ainda pertencia à elite do futebol brasileiro, prevê uma vitória, hoje, diante do Vasco, e afirma que o time pode chegar ainda mais longe na Copa do Brasil. “Tive a honra de defender o Nacional, onde fiz muito gols e ganhei prestígio juntos à imprensa e aos torcedores. Era um time com grande poderio. Esse poderio deve ser evocado no jogo de hoje, o orgulho amazonense deve estar na ponta da chuteira. Além disso, o Dadá costuma dar sorte, onde ele estiver (risos)”, afirmou o ex-atacante que chegará à capital amazonense hoje à tarde para assistir ao jogo, segundo ele, a convite da BMG. “Eu vou assistir a esse jogo. Saio de Belo Horizonte 11h e devo chegar em Manaus no fim da tarde. Será um prazer Fui convidado pelo meu amigo Osvaldo, do BMG”.

Dadá disse que sente saudades de quando jogou no Nacional e que a torcida terá uma função preponderante na partida de logo mais diante da equipe da Cruz de Malta. Para o Peito de Aço os jogadores devem entrar em campo determinados a vencer para ir com vantagem no placar para o jogo de volta no Rio de Janeiro. “A torcida fará a sua parte e os jogadores devem fazer a deles. É aproveitar as chances e fazer gols. Era isso que o Dadá Maravilha mais fazia quando jogava no Nacional”.

Piola: fazer o resultado

Maior referência histórica na lateral-direita do Nacional Antônio Piola, concorda com Dadá Maravilha sobre a postura do Leão diante do Vasco. “Vou falar pela experiência: quando em jogava futebol, quem mandava em campo era o dono da casa. Ou seja, temos que ter postura e fazer o resultado em casa”, analisou o ex-jogador, que mantém uma escolinha de futebol.

A experiência de Piola também diz que deixar para tentar a classificação na casa do adversário é roubada. “O Nacional tem que fazer o resultado em casa, porque fora de casa tem jogar contra a arbitragem, contra a torcida e contra o clima diferente do nosso”, indica Piola, que aponta o placar de 2 a 0 em favor do Nacional um excelente resultado. “Aí vamos para o Rio de Janeiro bem fechadinhos, para empatar ou no máximo perder por 1 a 0”.

O eterno lateral-direito afirma confiar na qualidade do elenco nacionalino na Copa do Brasil, exaltando as vitórias sobre o Coritiba e a Ponte Preta.


Números

10 anos foi o tempo em que Pepeta atuou pelo Nacional como ponta-esquerda. É o mais lembrado pelo gol sobre o Grêmio Maringá.


Rolinha na torcida

Se falarmos em Antônio Ricardo Peixoto, hoje um distinto senhor de 65 anos e um tanto desligado do futebol local, a torcida nacionalina não vai lembrar. Mas se dissermos que esse senhor responde pelo apelido de Rolinha, um meia-esquerda de qualidade inconfundível, que entortava os adversários no final de década de 1960 e início de 1970, dez entre dez torcedores azulinos lembram com saudade. Porém, Rolinha se diz um tanto alheio ao atual Nacional, porque figura nas divisões inferiores no cenário brasileiro e por reunir, na maioria, jogadores que não são amazonenses. “Não tenho assistido a nenhum jogo do Nacional. Sei que eliminou times do Sul, o que até me deixa alegre e me faz torcer. Mas não iria assistir ao jogo (contra o Vasco) nem de graça. O estádio (Roberto Simonsen, Sesi) não oferece segurança, conforto e estacionamento. É a nossa realidade”, opina o ex-jogador, sem desmerecer os jogadores atuais ou o clube.

Rolinha entende que o time vascaíno está subestimando o Nacional ao não trazer sua força total, e que isso deve ser usado para inflar o brio dos jogadores da equipe local. “Penso que o Vasco está subestimando o Nacional ao não trazer peças importantes, como o Juninho Pernambucano. O Nacional deve se aproveitar dessa ausência”.

Morador do Parque 10 de Novembro, Zona Centro-Sul, Rolinha assiste ao futebol pela TV.

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