Quinta-feira, 05 de Dezembro de 2019
EM FAMÍLIA

Apaixonadas por voleibol, mãe e filhas formam time na vida e nas quadras

O esquadrão familiar de vôlei, que atua tanto nas quadras de areia quanto nas de praia, se divide em duplas para encarar os desafios do circuito amazonense da modalidade.



4_MULHERES_EUZI_CA4C0826-B30C-4E0D-8DD1-D9817A96AC05.JPG Foto: Euzivaldo Queiroz
10/11/2019 às 14:08

Todo time em grande fase se resume a entrosamento, boa estrutura física e psicológica, seja qual for o esporte coletivo. Mas sabe o que pode ser melhor que tudo isso? Uma equipe formada por integrantes da mesma família. Um clima perfeito, pois tudo se resolve em casa e o laço sanguíneo será sempre o ponto forte do time em cada desafio.

E como resumo de tudo isso, a mãe Anazilda Costa e as três filhas, Caroline, Karine e Aline Costa da Silva formam em solo baré, no vôlei de quadra e nas areias, um esquadrão apaixonado pela modalidade. Principal responsável por incentivar as filhas no vôlei, Anazilda relatou o inicio da formação desse time feminino de mesma genética.



“Eu brincava na quadra e tinha que levar sempre elas comigo, pois não tinha com quem deixar. Aí chegava lá elas ficavam brincando com a bola. Elas foram crescendo e depois coloquei elas para treinar no CDC da Alvorada 1, porque eu trabalhava e não tinha com quem deixar. Então iam as três juntas treinar”, contou a mãe coruja.

O esporte e a educação estão presentes na vida das quatro atletas, e Anazilda destacou o vôlei como ferramenta primordial para formação das filhas.

“Acredito que o vôlei foi importante nas nossas vidas, e acredito que o voleibol é um esporte muito belo. E isso foi fundamental, bem legal para a formação delas”, afirmou.

Bloqueio paterno

Diferente de muitos atletas que foram estimulados pelo apoio familiar, as quatro mulheres do vôlei enfrentaram uma grande barreira: o pai.

“Tivemos algumas barreiras sim, porque o pai nunca apoiou em nada, não gostava. Então nós sempre tivemos esse impasse, mas eu sempre estive à frente disso levando elas”, desabafou Anazilda, que contou uma das peripecias das filhas em casa por conta do vício pelo voleibol.

“Tem muitas histórias. Uma é da época em que a gente ficava o dia fora trabalhando e elas já eram pré adolescentes. Então elas colocavam um cano no corredor e ficavam batendo bola. Em uma dessas vezes a lâmpada quebrou, e elas ficaram doidas porque o pai era muito carrasco. Ele perdoou na primeira, mas quando foi a segunda vez que a lâmpada quebrou, eu tive que sair do trabalho e comprar uma outra lâmpada, pois se o pai delas chegasse e visse aquilo, elas iam levar uma surra dele”, relembrou a mãe Anazilda.

Felicidade

Orgulhosa das filhas, Anazilda Dias disse que o vôlei foi uma das melhores escolhas na vida da família de atletas.

“Esse esporte realmente agrega muito na formação, tanto que depois elas não queriam mais saber de outra coisa e começaram a ser bolsistas para participar de campeonatos pela Nilton Lins, Miguel de Cervantes. Depois foram para a seleção amazonense até finalizar a categoria, até os 18 anos”, ressaltou.

A filha mais velha de 24 anos, Carol, revelou a sensação de atuar junto das irmãs e a mãe, as outras mulheres da família.

“É uma das melhores que eu poderia ter na vida e acredito que o vôlei uniu muito a gente. E nesse ano a gente se uniu pra ir jogar os Jogos Universitários, onde  a gente disputou o pré-regional, e conseguimos ir para o nacional. Foi algo mágico porque a nossa mãe estava na arquibancada torcendo e cuidando das filhas. E olhar para o meu lado na quadra e ver as minhas irmãs jogando ali comigo foi algo indescritível”, destacou Carol, ressaltando a importância do esporte.

“É muito bom a gente ter a família para tudo. O vôlei foi uma verdadeira transformação na nossa vida, de toda a nossa família”, concluiu Caroline Costa.

Caçula da família com 20 anos de idade, Aline falou sobre ter o voleibol ‘nas veias’.“É muito bom porque a gente gosta das mesmas coisas. Toda nossa família se reúne em nossos momentos de lazer, e isso é muito importante para todas nós”, finalizou Aline Costa.

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Repórter do Craque
Jornalista formado na Ufam, campus de Parintins. Estudante de pós-graduação em jornalismo esportivo na Universidade Estácio de Sá. Repórter do Caderno de Esporte ‘Craque’ de A Crítica desde novembro de 2018.

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