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Integrante da seleção, boxeador amazonense mira Mundial e Jogos Pan-Americanos

Treinando com a seleção brasileira, no Rio de Janeiro, Kalil Paiva espera se destacar para chegar ao seu grande sonho: ser um atleta olímpico 28/01/2019 às 03:35 - Atualizado em 28/01/2019 às 09:10
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Fotos: Jean Machado
Jéssica Santos Manaus (AM)

Kalil Paiva é um jovem boxeador amazonense, que tem muito talento e mais sonhos ainda. Em 2018, ele se tornou atleta militar da Marinha e, este ano, ele também conquistou um feito grande: foi convocado para a Seleção Brasileira permanente de Boxe, está treinando com os melhores boxeadores do Brasil no Centro de treinamento da Confederação Brasileira de Boxe (CBBoxe), e sua meta agora é chegar aos Jogos Pan-americanos e Olímpicos, por que não?

“Em 2019, conquistei um sonho pessoal, ser atleta da Seleção permanente olímpica, agora estou treinando aqui na Seleção, onde vou poder disputar a vaga para as Olimpíadas, disputando com os melhores lutadores do mundo no meu segundo ano como adulto, e representar meu Estado do Amazonas”, conta Kalil, orgulhoso de seu feito.

Ele afirma que este é o ano do tudo ou nada. “2019 é ano importante, de Pan-americano, Mundial e, ano que vem, tem Olímpiadas, então, este ano é o que vale, é o ano, tenho que dar o melhor para me classificar para essas competições e, depois, para as Olimpíadas”.

Para conseguir a classificação para essas competições, Kalil precisa fazer boas competições internacionais e, assim, chegar ao Pré-Pan, que é uma competição classificatória para o Pan-americano. Para o Mundial, ele conta que precisa ter bom resultado no Continental de Boxe. "Mas ainda farei uma seletiva para ver quem será o titular", explica.

Talento descoberto

O rapaz que hoje luta, literalmente, por uma vaga nos Jogos Olímpicos, conta que iniciou no esporte porque era uma criança hiperativa. “Eu era brigão, complicado, hiperativo, e queria algo em que eu pudesse me concentrar e fazer pelo resto da vida, e como eu sempre me identifiquei muito com esporte, meu irmão era lutador de MMA e meu pai era faixa preta de jiu-jitsu, e eu comecei a lutar”.

Kalil conta que o início foi difícil, mas que logo teve grandes oportunidades. “Hoje sou o amazonense que chegou mais longe nesse esporte, mas foi um início sofrido. Comecei aos 12 anos. Eu saía da escola, pegava o ônibus, ia treinar à tarde e ainda ficava na Vila Olímpica esperando pelo treino da noite; depois, dos 14 aos 15, passei a viver na Vila Olímpica (Ctara) para me dedicar mais aos treinos”.

Nessa época, seu treinador era Carlos Fiola. “O professor Fiola acreditou em mim, disse que tinha o Campeonato brasileiro, e que ele iria me levar para São Paulo. Desde aí, comecei a me dedicar, foquei nos meus treinos, na escola também porque ele também me cobrou isso, então comecei a melhorar nos estudos e também fui campeão brasileiro, o primeiro do Amazonas”, conta Kalil.

O título de campeão abriu mais portas para o boxeador. “Tinha um técnico da Marinha no Brasileiro, o Nemo Júdice; ele me viu e me convidou para o projeto de base da Marinha, em que eu recebia um salário mínimo para ser atleta”, relembra. Foi quando Kalil deixou Manaus e foi morar no Rio de janeiro, ainda aos 15 anos, logo após vencer o Brasileiro, em 2014.

“Ali iniciei minha carreira como profissional, comecei a treinar com os melhores, fiz treinos com as melhores seleções do mundo, Cuba, Itália, aprendi muito”, disse.

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