Quarta-feira, 24 de Abril de 2019
publicidade
image1_A343DDE7-6912-4FE5-9BAA-2162A872902C.jpeg
publicidade
publicidade

BOXE

Integrante da seleção, boxeador amazonense mira Mundial e Jogos Pan-Americanos

Treinando com a seleção brasileira, no Rio de Janeiro, Kalil Paiva espera se destacar para chegar ao seu grande sonho: ser um atleta olímpico


28/01/2019 às 03:35

Kalil Paiva é um jovem boxeador amazonense, que tem muito talento e mais sonhos ainda. Em 2018, ele se tornou atleta militar da Marinha e, este ano, ele também conquistou um feito grande: foi convocado para a Seleção Brasileira permanente de Boxe, está treinando com os melhores boxeadores do Brasil no Centro de treinamento da Confederação Brasileira de Boxe (CBBoxe), e sua meta agora é chegar aos Jogos Pan-americanos e Olímpicos, por que não?

“Em 2019, conquistei um sonho pessoal, ser atleta da Seleção permanente olímpica, agora estou treinando aqui na Seleção, onde vou poder disputar a vaga para as Olimpíadas, disputando com os melhores lutadores do mundo no meu segundo ano como adulto, e representar meu Estado do Amazonas”, conta Kalil, orgulhoso de seu feito.

Ele afirma que este é o ano do tudo ou nada. “2019 é ano importante, de Pan-americano, Mundial e, ano que vem, tem Olímpiadas, então, este ano é o que vale, é o ano, tenho que dar o melhor para me classificar para essas competições e, depois, para as Olimpíadas”.

Para conseguir a classificação para essas competições, Kalil precisa fazer boas competições internacionais e, assim, chegar ao Pré-Pan, que é uma competição classificatória para o Pan-americano. Para o Mundial, ele conta que precisa ter bom resultado no Continental de Boxe. "Mas ainda farei uma seletiva para ver quem será o titular", explica.

publicidade

Talento descoberto

O rapaz que hoje luta, literalmente, por uma vaga nos Jogos Olímpicos, conta que iniciou no esporte porque era uma criança hiperativa. “Eu era brigão, complicado, hiperativo, e queria algo em que eu pudesse me concentrar e fazer pelo resto da vida, e como eu sempre me identifiquei muito com esporte, meu irmão era lutador de MMA e meu pai era faixa preta de jiu-jitsu, e eu comecei a lutar”.

Kalil conta que o início foi difícil, mas que logo teve grandes oportunidades. “Hoje sou o amazonense que chegou mais longe nesse esporte, mas foi um início sofrido. Comecei aos 12 anos. Eu saía da escola, pegava o ônibus, ia treinar à tarde e ainda ficava na Vila Olímpica esperando pelo treino da noite; depois, dos 14 aos 15, passei a viver na Vila Olímpica (Ctara) para me dedicar mais aos treinos”.

Nessa época, seu treinador era Carlos Fiola. “O professor Fiola acreditou em mim, disse que tinha o Campeonato brasileiro, e que ele iria me levar para São Paulo. Desde aí, comecei a me dedicar, foquei nos meus treinos, na escola também porque ele também me cobrou isso, então comecei a melhorar nos estudos e também fui campeão brasileiro, o primeiro do Amazonas”, conta Kalil.

O título de campeão abriu mais portas para o boxeador. “Tinha um técnico da Marinha no Brasileiro, o Nemo Júdice; ele me viu e me convidou para o projeto de base da Marinha, em que eu recebia um salário mínimo para ser atleta”, relembra. Foi quando Kalil deixou Manaus e foi morar no Rio de janeiro, ainda aos 15 anos, logo após vencer o Brasileiro, em 2014.

“Ali iniciei minha carreira como profissional, comecei a treinar com os melhores, fiz treinos com as melhores seleções do mundo, Cuba, Itália, aprendi muito”, disse.

publicidade
publicidade
Aos 22 anos, jogador de futsal amazonense conquista título na Suíça
Atleta do Amazonas garante vaga para o Mundial Militar de Boxe na China
publicidade
publicidade
publicidade
publicidade

publicidade
publicidade

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.