Terça-feira, 18 de Junho de 2019
Peladão Brahma

Invencibilidade à base de habilidade, treino e exercício funcional

Equipe de ex-profissionais do RM F.C. investem nos treinos funcionais para brilharem no maior campeonato e peladas do mundo, o Peladão Brahma



zCR0202-01F.JPG Os atletas trabalham a parte física duas vezes por semana (Foto: Márcio Silva)
01/01/2017 às 05:00

Para os boleiros do RM F.C., o futebol é muito mais do que uma paixão, é o motivo da amizade que deu origem ao time que está entre os 16 classificados do Peladão Brahma. Isso porque os jogadores são, em sua maioria, ex-jogadores profissionais.

E as chuteiras, que até então haviam sido “penduradas”, voltam à ativa nos campos de Manaus, mas só nos campos mesmo, porque nos treinos elas raramente são usadas. Focados na parte física, a preparação para os jogos acontece no campo de areia do Centro Social Urbano (CSU) do Parque 10, Zona Centro Sul de Manaus, com treinamento funcional. E foi assim que, desde 2013 Rogério Materazi reuniu os amigos de longa data.

“Nós somos do treino funcional, jogamos futebol desde moleque. Joguei com eles nas categorias de base. A galera sempre envolvida sempre gostou de jogar e a gente começou a reunir e jogar as peladas e entrar nos campeonatos”, disse.

O treino funcional, de acordo com Materazi ajuda os jogadores a ter pique para aguenta ro ritmo dos jogos pegados do Peladão Brahma além de evitar que os famosos quilinhos ganhos na festa de fim de ano atrapalhem o grupo.

“É muito importante para o condicionamento físico. Dar o famoso “gás”, estende um pouco mais poder de performance, dá melhor poder de fortalecimento dos tendões, ligamentos, joelho e quadril e com certeza dá uma baixada de peso ainda mais fim de ano com comes e bebes, mas no outro dia tá treinando pra tirar qualquer coisa que possa atrapalhar nosso objetivo”, explicou.

Com a parte física nos trilhos, a parte tática fica mais fácil. É o que garante Glauber Alemão, que jogou a série B do Brasileiro pelo São Raimundo, em 2001.

“Durante os treinos e no ‘Whats’ a gente tá sempre tentando corrigir as falhas que tivemos nos jogos anteriores, o que foi bom, o que ele pode melhorar e quando essa conversa é em um grupo fechado entre amigos isso fica melhor porque sempre vão falar a verdade o que vai faltar pro companheiro”, explicou o volante.

Já Cristiano Oliveira, que teve passagens por Nacional, São Raimundo; Sporting Lisboa e Vitória de Setubal, ambos de Portugal;  e Criciúma. Todos os jogadores têm habilidade e em campo, basta mostrar o que eles sabem.

“Todo mundo já sabe o que tem que fazer e na hora do jogo é chegar e jogar o que sabe”, disse.

Com tanto entrosamento, e habilidade, o time chegou às oitavas de final com 100% de aproveitamento mas o volante Ricon fala que também existe a dificuldade, principalmente nos jogos mais truncados.

“Tem muita diferença (para o profissional) porque o futebol amador é mais pegado. No profissional não tem impedimento e a gente não tem que jogar posicionado e a diferença grande é que os jogadores são mais aguerridos, raçudos”, avaliou.


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