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Iranduba e Naça Borbense fazem jogo épico no Carlos Zamith

Com belas jogadas, seis gols e muitas emoções, a partida terminou empatada em 3 a 3, numa recuperação heroíca do Camaleão de Borba, que esteve duas vezes atrás no placar 15/03/2015 às 22:38
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Iranduba e Naça Borbense protagonizaram um dos melhores duelos até aquino Amazonense
Felipe de Paula Manaus (AM)

Iranduba e Nacional Borbense protagonizaram neste domingo (15), no estádio Carlos Zamith, Coroado, um dos jogos mais emblemáticos do Campeonato Amazonense até esta quinta rodada. Com belas jogadas, seis gols e muitas emoções, a partida terminou empatada em 3 a 3, numa recuperação heroíca do Camaleão de Borba.

Na arquibancada, quem marcou maior presença foi a torcida de Borba. Apesar da distância (322 km fluviais de Manaus), menor que a de Iranduba (27 km da capital) eles faziam maioria no estádio e, ignorando a chuva no início da partida, empurravam o time para cima. A pressão deu resultado até certo ponto, pois logo o Hulk do interior nivelaria a partida.

Aos 15 minutos, após falha da defesa do Camaleão de Borba, que entrega a bola nos pés do atacante Ernandes, este invade a área e é derrubado pelo goleiro Alex. Pênalti. Bruno Somália não desperdiça: 1 a 0 Iranduba. A partida mantinha bom nível técnico e um gol de qualquer um dos lados seria justo.

Mas quem aproveitou melhor a oportunidade foi o Iranduba. Aproveitando uma sobra de bola próxima à área, Alemão dominou com categoria e finalizou para marcar o segundo do Hulk aos 22 minutos do primeiro tempo. O gol animou o Iranduba e deixou o Borba mais afoito. O time do técnico Robson Sá subiu a marcação, mas a atitude deixava espaços na defesa. Já o Iranduba mostrava perigo, articulado pelo meia Vidinha e pela boa movimentação dos atacantes Ernandes e Somália.

O gol, porém, veio do lado de lá. Após falta próxima à área, do Borbense, o lateral-esquerdo do Camaleão, Guilherme faz boa cobrança e diminui para o time de Borba. Mas não houve nem tempo de comemorar. No ataque seguinte do Iranduba, Ernandes mais uma vez invadiu a área pela direita, driblou o zagueiro e chutou cruzado na meta de Douglas: 3 a 1.

No segundo tempo, mais emoção. Aos cinco minutos, após colocar a mão na bola dentro da área, Ernandes, o melhor do jogo até então, foi expulso. Pênalti que Alemão não desperdiçou e marcou os segundo dele e do seu time na partida, diminuindo a diferença mais uma vez. Com um a menos, o Iranduba tentava moderar o ritmo, que, no entanto, não arrefeceu.

Até então, sete cartões tinham sido distribuídos com justiça pelo árbitro. O oitavo deles foi dado a Araújo, que fez pênalti aos 29 em Rafael Oliveira. O próprio Oliveira foi para a cobrança, mas o goleiro Douglas levaria a torcida ao delírio ao defender a cobrança. O Naça ganhou moral e atacou mais. Aos 35, após cruzamento de Guilherme, Jeferson desvia de cabeça e deixou tudo igual no Zamith.

Sem médico no estádio

Após um choque dentro da área do Naça Borbense, aos 40 do segundo tempo, o goleiro Douglas, 21, sofreu um forte baque na região da costela e chegou a ficar desacordado por alguns minutos. Não havia médico na partida. A ambulância, que estava próxima da área de Douglas, também não tinha profissionais aptos para atendê-lo.

Na saída, os próprios jogadores tiveram que empurrar o veículo, que não conseguia ligar o motor para sair do local. Do lado de fora do estádio, o veículo “pregou” e o jogador teve de ser transportado em uma caminhonete do Grupo Fera, que estava no local.

Douglas foi levado para o Pronto Socorro João Lúcio. Sua condição é estável. No entanto, até o fechamento desta edição, ele ainda esperava para fazer o exame de raio-x, que constataria se houve fratura na costela. Em campo, o árbitro da partida encerrou a partida precocemente, já que o jogo só pode continuar com a presença de uma ambulância.



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