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Esportes
TORRES GÊMEAS

Irmãs Bender falam da carreira e da convivência no futebol feminino

Gêmeas idênticas as gaúchas Karen e Kélen Bender iniciaram no futebol há 13 anos e sempre juntas. As irmãs se separaram na semana passada quando a atacante Kélen deixou Karen para atuar na Coreia do Sul 30/06/2017 às 20:29 - Atualizado em 02/07/2017 às 09:15
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As gêmeas falam das brincadeiras e confusões da carreira nos gramados (Foto: Denir Simplício)
Denir Simplício Manaus (AM)

“Como unha e carne”. Quem nunca ouviu essa citação? A frase, que expressa a ligação muito forte entre algo ou alguém, vez ou outra é usada como metáfora para as irmãs Karen e Kélen Bender.

As gêmeas univitelinas (gêmeas idênticas) conheceram o futebol aos oito anos de idade e desde então a ligação de ambas, que já eram muito grande, aumentou ainda mais.
“Começamos numa escolinha de futebol de campo. Acho que treinamos seis meses no campo e fomos pro futsal. Depois começamos a jogar no colégio e quando acabou o período, a gente foi jogar futsal em Santa Catarina”, relembra Karen.

Karen e Kélen sempre comemoram juntas suas glórias (Foto: ACritica.com)

Gaúchas de Passo Fundo, Karen e Kélen, apesar da enorme semelhança, escolheram posições distintas nos campos de futebol. ”Eu era mais interessada e ela não gostava tanto. Comecei a jogar e ela viu que eu estava gostando e ela veio foi atrás. Acho que por isso ela virou zagueira e eu atacante”, enfatiza a irmã “mais velha”, Kélen, que nasceu dois minutos antes que Karen.

‘Causos’ das Bender

Com 1,74m de altura e pesando 59 quilos, as “gêmeas gigantes” são tão parecidas que já proporcionaram histórias no mínimo engraçadas, como recorda a atacante Kélen.
“A gente estava jogando o Brasileiro Universitário pelo Kindermann-SC, em 2015, e na semifinal eu tinha feito o gol e eles (arbitragem) deram gol pra ela. Depois eles ficaram brincando: ‘como foi que essa menina chegou tão rápido no ataque?’. Até fizeram uma reportagem dizendo que tinham confundido e que o gol foi na verdade da atacante e deram pra zagueira (risos)”, brincam as gêmeas, que trocam de posição sim, mas apenas nos treinos chamados recreativos. 

“Só no rachão mesmo é que invertemos (posicionamento). Ela vai pro ataque e eu viro zagueira. Por isso que ela virou zagueira, ninguém quer ela no rachão... não faz gol!”, brincam as irmãs Bender, que até as semifinais do Brasileirão Feminino 2017 sempre jogaram juntas. 

Gêmeas separadas

Atuando  nas mesmas equipes desde que iniciaram a carreira no futebol feminino, as irmãs Bender se separaram. Na última sexta-feira (30), Kélen deixou o Iranduba, a equipe que as gêmeas escolheram pra defender desde 2016. 

A zagueira Karen, que continua no Hulk,  falou sobre a saída da irmã, que acertou transferência para atuar no futebol sul coreano. “Ela é minha parceira da vida... eu vou sentir falta de tudo, já estou sentindo. É  um pouco estranho chegar no treino e não ver ela. Aqui na casa também, a gente sempre fez tudo juntas. Vou sentir falta de tudo, ela sempre está me apoiando e eu sei que agora, longe, não vai ser diferente”, lamentou Karen lembrando que vai ser difícil no início, mas deve se acostumar com a distância da irmã.

Unha e carne, irmãs Bender são idênticas (Foto: Denir Simplício)

“Já fiquei um tempo longe dela, no  ano passado quando ela foi pro Mundial (Sub-20 com a Seleção) e ficou três meses longe. Acho que pra mim vai ser um pouco mais fácil porque vou continuar aqui, com a mesma rotina e o mesmo grupo. Acho que vou sentir mais falta de ter ela do meu lado, mas isso com o tempo eu acostumo. Também eu sempre vou ter contato com ela, aí vai dar pra enganar um pouco essa falta que vou sentir”, explicou Karen pontuando que as gêmeas já haviam recebido propostas para se separarem antes.

“Já havia pintado proposta de eu ir pra um time e ela pra outro, mas a gente sempre optou por ficar juntas”, disse Karen antes de aceitar proposta de se transferir para o futebol asiático.

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