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Atacante do Fast, venezuelano Jhorman conta como o futebol deu nova chance de vida a ele

Nascido na cidade de Maracay, a 90 quilômetros de Caracas, o jogador de 25 anos chega ao Fast Clube para realizar o sonho de jogar profissionalmente. Ele espera fazer história no Brasil 11/03/2018 às 13:21 - Atualizado em 11/03/2018 às 15:14
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(Foto: Gilson Mello)
Camila Leonel Manaus (AM)

Na final do primeiro turno em Itacoatiara, o atacante venezuelano Jhorman, do Fast Clube, foi o escolhido para cobrar o quarto pênalti da série. Cobrou com confiança e marcou o gol. Na comemoração, ele virou para as arquibancadas e fez uma dancinha comemorando o pênalti convertido. Levou cartão amarelo do árbitro, mas ele explica o motivo de tanta animãção.

“A comemoração foi um pouco de uma dança tradicional na Venezuela, chamado salsa venezuelana. Foi um momento muito bonito, não poderia deixar passar essa oportunidade de celebrar”, diz o jogador de 25 anos que saiu de Maracay, cidade venezuelana a 90 quilômetros de Caracas, para ajudar o Fast a ser campeão do turno. 

A história dele com o Tricolor de Aço começou na pré-temporada quando o time dele, Puerto Ordaz, fez um amistoso com o time amazonense. “Me brindaram com uma grande oportunidade”. Oportunidade de jogar futebol em um país onde a modalidade é a principal e de tentar dar uma vida melhor para a família. “Sempre foi um sonho para mim ser um jogador profissional. Mamãe me falou que a gente tem que fazer tudo para melhorar nossa situação lá na Venezuela e para melhorar o futuro para a minha filha”, relembra o jogador que é pai de Antonella de dois anos.

O sonho de ser jogador começou quando ele ainda era criança. “Comecei em uma escola de futebol de nome La Trinidad FC, onde fomos campeões sub-20 no estado de Maracay e sempre trabalhei forte para chegar ao futebol profissional”, recorda. Na Venezuela, o esporte mais tradicional é o beisebol, mas para Jhorman o futebol “sempre foi o melhor em minha vida, o meu esporte favorito”.

Já no Brasil, Jhorman começou a treinar, mas teve que esperar três jogos para ser relacionado. Foi apenas no último jogo da primeira fase que ele e os outros venezuelanos foram regularizados, mas ele brilhou mesmo na semifinal ao marcar dois gols contra o Rio Negro.

“Mantive a calma e soube esperar meu momento. Poder fazer os dois gols da classificação foi o melhor momento. Me senti muito contente. O professor Paulo sempre disse para ter confiança e continuar trabalhando que a nossa hora ia chegar”, diz o jogador que segue confiante. “Tenho fé que vou seguir fazendo mais gols e ser um dos goleadores do campeonato”.

Mas não são apenas para o campeonato que Jhorman tem planos. Com o fim do Barezão, o jogador já planeja se instalar em Manaus. Espera “jogar muito tempo no Brasil e continuar fazendo história. Tenho muito o que aprender aqui”, disse. E os planos se concretizam ainda mais com a chegada do irmão dele na quarta, que pretende trabalhar e buscar uma nova vida no Brasil em meio à crise na terra natal. Nova vida que começou com o futebol.

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