Quinta-feira, 25 de Abril de 2019
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CHANCE NO JAPÃO

Jogador de vôlei do AM vai para o Japão em busca de novas oportunidades no esporte

Após disputar a Superliga B pelo Uberlândia-MG, Ramon Hitotuzi, que possui familiares no país asiático, vai com o objetivo de trabalhar e jogar vôlei em uma das ligas japonesas


17/03/2019 às 14:50

A distância pode ser um problema a muitas pessoas e em diversas situações, mas, para o jogador de vôlei Ramon Hitotuzi a distância é a esperança de se aproximar dos seus sonhos no esporte e na vida. Ele teve várias conquistas durante sua carreira até aqui, e quer muitas mais. Por isso, está arrumando as malas para buscar uma vaga em um time de vôlei do Japão, onde espera conhecer, também, mais coisas sobre seus antepassados.

Trajetória

Ramon começou a jogar vôlei aos 15 anos, na Nilton Lins, treinando com a professora Lilian Valente, que era coordenadora do Projeto Vôlei da Universidade. Depois, ele seguiu para a faculdade, continuando com os treinos e os campeonatos universitários. No ano passado, pela primeira vez, Ramon teve a oportunidade de jogar a Superliga B, por Uberlândia-MG, e em 2019, ele mira mais longe, aliás, bem mais longe, no Japão.

“Após a oportunidade que tive na Superliga, voltei para Manaus para disputar os Jogos Universitários Brasileiros, e daqui eu pretendo buscar um time no Japão para atuar, e permanecer em atividade no vôlei por um bom tempo ainda”, conta ele.

Ramon possui família no Japão - a maior parte dos familiares maternos é de lá - e a oportunidade para fazer testes no Japão surgiu a partir de uma conversa com um colega em Uberlândia. O amigo tinha um agente que conseguiu uma seleção de times para Ramon procurar no Japão, e poder fazer testes. Foram enviados vídeos do jogador para alguns times que o agente escolheu, e agora eles o aguardam para os testes.

“Na época, eu pensei em ir para o Japão porque as coisas estavam muito difíceis aqui, e meus familiares que moram lá sempre conversavam comigo sobre como a qualidade de vida no Japão era melhor e como pagavam bem os trabalhadores. Comentei isso com um amigo que também é atleta e joga no exterior e na hora ele perguntou porque eu não jogava por lá. Nem passou pela minha cabeça a possibilidade de jogar vôlei lá, até porque a Liga japonesa é extremamente fechada e só aceita um estrangeiro por time. Também porque os japoneses são os reis do fundo de quadra, passam e defendem muito, e é justamente essa a minha função em quadra, já que sou líbero”, explica Ramon, que mudou de ideia, e decidiu tentar a chance quando seu amigo pediu os vídeos de jogo, e encaminhou pelo seu agente.

Ramon explica que no Japão o profissionalismo no vôlei é pequeno, e que os jogadores trabalham e jogam vôlei, mas, ainda assim, ele achou vantajoso buscar oportunidades na terra do sol nascente. “Mesmo assim topei e logo em seguida ele mandou os meus vídeos para alguns times que acabaram se interessando e me convidando. Agora preciso ir lá para ver as estruturas dos times, qual deles fica mais próximo da cidade onde meus familiares moram e também a questão das competições e benefícios”, disse.

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Viver no Japão

Mas uma coisa está certa, ele vai mesmo para o Japão. “É certo mesmo, de um jeito ou de outro vou morar lá, e ontem chegou minha elegibilidade, único documento que estava faltando para dar entrada no visto, e dentro de cinco dias, meu visto fica pronto, e posso marcar a passagem”, disse Ramon, que não vê a hora de viver uma vida oriental.

“Estou muito ansioso e animado. O Japão é um país de primeiro mundo conhecido por sua cultura e pela tecnologia inovadora e que eu sempre sonhei em visitar. Hoje, graças a Deus, estou tendo a oportunidade de conhecer a terra dos meus antepassados”, comemora.

Oportunidades, só fora de Manaus

A realidade de Ramon é a mesma de muitos jogadores de vôlei e também a da maioria dos atletas em geral. Durante o período escolar, os atletas conseguem treinar, participam de competições de base, dos jogos estudantis, mas, depois que acabam os estudos, precisam fazer faculdade ou trabalhar, e o esporte é deixado de lado, também pela falta de competições, pois restam as disputas profissionais.

“Após minha participação na Superliga B do ano passado, eu achei que teria que me aposentar no vôlei porque voltei para Manaus, e se não fosse fora da cidade, eu não iria ter oportunidade. Foi quando eu pensei que ia ter que parar, mas tive essa ideia de ir para o Japão, para trabalhar, em princípio, e acabei me deparando com a possibilidade de trabalhar e jogar lá, como muitos atletas fazem", conta.

"Lá, os atletas realmente profissionais, são aqueles que têm ranking internacional, atletas de seleções fortes, os top 30 internacionais, digamos assim. Mas, depois da Liga principal, existem várias outras ligas, que possuem nível industrial, e é isso que movimenta o voleibol do Japão, e é onde eu tenho mais chance, nesses times onde o atleta trabalha no período normal, mas é um trabalho administrativo, mais leve, e no final do expediente, você treina. Essas são as condições para que eu consiga ingressar no voleibol de lá, e mostrar bom jogo para tentar a liga principal”, conclui.

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