Publicidade
Esportes
NATAL

Jogadora Sâmia Pryscila passa Natal em Manaus para pensar no futuro

A meia-campista (sentada ao lado do Papai Noel) atuou por duas temporadas no São José - SP, e agora vai aproveitar as festas de final de ano em Manaus, perto da família, antes de decidir seu futuro 24/12/2018 às 09:09
Show samia e familia f9bc0c20 6370 48bf 91c1 4cd117a25de8
Fotos: arquivo pessoal
Jéssica Santos Manaus (AM)

Natal é tempo de união, e na família da jogadora amazonense, Sâmia Pryscila, a celebração do nascimento de Cristo será ainda mais especial este ano. É que a meia/atacante Sâmia atuou nas duas últimas temporadas pelo São José - SP, e desconta a saudade de todos durante suas férias, mas, nestes dias que precedem o Natal, ela também pôde conhecer sua nova sobrinha, Liz, que acaba de nascer em Manaus. Assim, a jogadora disse que vai curtir bastante a família antes de decidir aonde irá jogar no ano que vem.

“O diretoria do São José queria que eu continuasse no time, fizeram proposta, mas acabei decidindo sair. Recebi propostas de outros dois times, mas quero aproveitar as férias, refletir primeiro, antes de tomar uma decisão”, explicou a meio-campo. 

Natal com a família

Enquanto isso, sem destino e data definida para deixar Manaus, a jogadora e sua família se preparam para o Natal, relembrando os natais na cidade onde foi criada, Canutama (a 620 km de Manaus). “Em Canutama, a gente reúne a família e, se tiver alguma festa, todo mundo vai, mas sempre tem uma ceia em casa primeiro. Este ano vai ser diferente porque minha irmã acabou de ter neném,  não sei como vai ser, meu pai e minha mãe estão em Manaus, mas, como são separados, pretendo passar uma parte da noite com cada um dos dois”, conta. 

Sua mãe, Socorro, espera que o Natal seja especial da mesma forma que é em Canutama.“Minha filha acabou de ter bebê, mas vamos ter ceia, festa; para mim, Natal é família”, contou.

Sâmia passa o ano todo longe de casa por causa da sua carreira no futebol, então, sua mãe comemora quando a filha está por perto, como agora no fim do ano. “Estamos aproveitando o tempo juntas, mas mantemos contato diariamente quando ela está longe, e a Sâmia sempre avisa quando sai, chega, quando viaja, e nós acompanhamos os resultados dos jogos, vibramos, pulamos, se o time ganha, e choramos se o time perde – e ela quer sempre vencer”, relata Dona Socorro.

Temporadas no São José

Em 2016, Sâmia pôde atuar dentro do seu Estado pela primeira vez no futebol de campo (ela começou jogando futsal), pois foi contratada como um dos reforços da equipe do Iranduba - naquele ano, e foi campeã amazonense pelo Hulk. Já em 2017, ela foi para o São José - SP; seguiu no time em 2018, mas queria ver a equipe que representa chegar mais longe e não foi possível. “2017, considero que não foi um ano bom para nós, e 2018 foi um ano de mudanças no time, mudou quase tudo; também não chegamos tão longe no Brasileiro e no paulista, mas considero que me saí muito bem nos jogos, e o positivo foi termos ganhado os Jogos Abertos”, conta.

Sâmia atuou pelo Iranduba e pôde viver junto da família por um ano, em Manaus, mas ressalta que o futebol baré ainda precisa evoluir.

“Gostei muito de jogar aqui, mas nosso futebol tem muito a melhorar. Este ano, o campeonato amazonense teve quatro times, né? É pouco, dura um mês, mais ou menos o campeonato, e é pouco; acredito que falta mais investimento, mais visibilidade, mas o Iranduba virou vitrine em relação à torcida, o que é muito legal”, destaca Sâmia. 
Em relação à competitividade, Sâmia ressalta que o Estado de São Paulo proporciona grandes possibilidades de evolução para jogadoras. 

“São Paulo para mim é referência, principalmente o campeonato paulista, que é como um mini-Brasileiro, toda semana tem jogo e é um campeonato um pouco longo, com muitos times; às vezes bate com o Brasileiro, jogamos dois jogos na semana e fica um pouco pesado, mas é bom estar sempre na vitrine, jogar bastante”, explica a meio-campo, Sâmia. 

Para a jogadora, o lado negativo de participar de muitos campeonatos, incluindo o Campeonato Brasileiro, é ter que fazer muitas viagens de avião. “Morro de medo, mas se eu voltar com três pontos na mala, ótimo; agora, ter que encarar o avião, e ainda voltar com derrota, aí não dá”, brinca.

Trajetória de Norte a Sul

Sâmia começou sua carreira jogando futsal. Aos 14 anos, veio de Canutama (AM) para Manaus representar o time Ninho de Águias.  Em 2006, quando foi jogar em Catalão (GO) a Taça Brasil pelo time, recebeu proposta para jogar pelo Jaguaré, em São Paulo. Foi quando ela foi tetracampeã paulista de futsal com o time, que fez parceria com o Corinthians em 2006 e 2007, e com o Palmeiras entre 2008 a 2011. Em 2012, Sâmia começou a jogar futebol de campo.

Representou o Kinderman de 2012 a 2015, até depois da conquista da Copa do Brasil. Em seguida, ela passou rapidamente pelo São Paulo, depois foi para o São José, ainda em 2015, numa breve passagem também, e, em 2016 retornou a sua cidade Natal, Manaus, para jogar pelo Esporte Clube Iranduba, time pelo qual foi campeã amazonense. Em 2017, ela voltou para o São José, onde atuou nesta temporada também. Agora ela avalia as propostas que vêm recebendo para decidir onde irá jogar no ano que vem.

Publicidade
Publicidade